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JOSÉ ANTONIO LEMOS: Viva! A sonhada e tão necessária ferrovia avança. Está prevista para Sexta (20/09), em Rondonópolis a inauguração pela presidenta Dilma do maior terminal ferroviário da América Latina, com seus trilhos ligando o sul de Mato Grosso ao sul e sudeste brasileiro

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 O urbanista José Antônio Lemos defende a formação de uma caravana de autoridades e lideranças políticas, empresariais e comunitárias de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, e todo Médio Norte, Norte e Oeste mato-grossense para comparecer à inauguração que será comandada pela presidenta Dilma e festejar unidos em Rondonópolis a inauguração do grande terminal e ao mesmo tempo cobrar a continuidade imediata dos trilhos até Cuiabá e daqui para todo Mato Grosso ocidental


O urbanista José Antônio Lemos defende a formação de uma caravana de autoridades e lideranças políticas, empresariais e comunitárias de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, e todo Médio Norte, Norte e Oeste mato-grossense para comparecer à inauguração que será comandada pela presidenta Dilma e festejar unidos em Rondonópolis a inauguração do grande terminal e ao mesmo tempo cobrar a continuidade imediata dos trilhos até Cuiabá e daqui para todo Mato Grosso ocidental


A mais viável das ferrovias
por JOSÉ ANTONIO LEMOS

Viva! A sonhada e tão necessária ferrovia avança mais um bom pedaço em território mato-grossense. Está prevista para a próxima sexta (20/09) em Rondonópolis a inauguração pela presidenta Dilma do maior terminal ferroviário da América Latina, com seus trilhos ligando o sul de Mato Grosso ao sul e sudeste brasileiro, aos seus mercados de consumo e a seus portos, ainda os maiores do Brasil. Agora é a vez de chegar a Cuiabá e daqui seguir para Nobres, Nova Mutum, Lucas, Sorriso, Sinop, até os portos amazônicos de Miritituba, Itaituba e Santarém. E também a Cáceres, com seu porto platino e suas sonhadas e também necessárias Zona de Processamento de Exportação e Base Aérea.
Houve um tempo em que a ferrovia tinha por destino Cuiabá, que seria o fim da linha. A economia do oeste brasileiro ainda era insipiente. Hoje quando falamos na ferrovia chegar a Cuiabá falamos de continuidade no melhor e menor caminho, o de execução mais barata e rápida, sem Himalaias, Xingus ou Araguaias, para chegar ao centro de uma das regiões mais produtivas do planeta, responsável pela maior parte dos últimos superávits da balança comercial brasileira. Para quem viu por muitos anos a ferrovia parada lá nas barrancas paulistas, é uma alegria vê-la em Rondonópolis, “bem aí” a 200 Km de Cuiabá e a 560 km de Lucas do Rio Verde. E funcionando! Maiores distância e tempo de execução numa obra como esta são perdas econômicas e ambientais imensas, e, principalmente, perdas de vidas, ceifadas ou mutiladas diariamente nas rodovias mato-grossenses, as mesmas de 30 anos atrás e muito pioradas, desgastadas ao extremo pela utilização muito além daquela para a qual foram previstas, e pelo tradicional descaso federal para com nossas estradas, sem manutenção e acabamentos, sem sinalização, sem policiamento à altura. Não sou contra a FICO, mas, ante a urgência da solução logística para Mato Grosso não dá para entender sua priorização sobre a Ferronorte, mesmo com o dobro da distância, obstáculos geográficos, ambientais e antropológicos ainda a serem equacionados, para chegar a uma ferrovia (Norte-Sul) que ainda não funciona e a um porto (Ilhéus) que ainda não existe.
Só passando por Cuiabá e toda a BR-163, a espinha dorsal do estado, a ferrovia será de fato para Mato Grosso. O grande encontro natural dos caminhos nacionais e continentais por sua localização mágica no centro exato da América do Sul, Cuiabá sozinha viabilizou e puxou a ferrovia para Mato Grosso, mesmo quando o estado ainda não era o celeiro do mundo. Só de poucos anos para cá, estranhamente resolveu-se duvidar dessa viabilidade. Apesar de comitivas chinesas, italianas e de outros países manifestarem intenção e até pressa em investir na obra até Santarém, nossos governos insistem em estudos de viabilidade infindáveis, que parecem até buscar resultados contrários a esta ferrovia que na verdade é a mais viável do mundo, a mais urgente e necessária. Uma ferrovia não pode ser só uma esteira exportadora. Ela é também para trazer o desenvolvimento com o abastecimento das necessidades locais de insumos e mercadorias diversas, a custos menores pela redução dos fretes. E a Grande Cuiabá é o maior polo consumidor, concentrador e distribuidor de cargas do estado.
Pergunto: teremos uma caravana de autoridades e lideranças políticas, empresariais e comunitárias de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, e todo Médio Norte, Norte e Oeste mato-grossense para festejar unidos em Rondonópolis a inauguração do grande terminal e ao mesmo tempo cobrar a continuidade imediata dos trilhos até Cuiabá e daqui para todo Mato Grosso ocidental? Em especial os políticos cuiabanos, sempre tão ocupados, terão tempo para um assunto como este?
*JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é professor universitário

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TSE autoriza inclusão de nove militares em inspeção da urna eletrônica

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a inclusão de nove militares no grupo de técnicos das Forças Armadas que inspeciona o código-fonte da urna eletrônica. O prazo para os trabalhos, que terminaria na última sexta-feira (12), foi prorrogado para o dia 19 deste mês.

Assinado nesta terça-feira (16), o ofício com a autorização foi um dos últimos atos do ministro Edson Fachin como presidente do TSE. Em cerimônia na noite de ontem, ele transmitiu o cargo ao ministro Alexandre de Moraes.

Na autorização, Fachin expressou o reconhecimento do TSE à contribuição das Forças Armadas no âmbito da Comissão da Transparência Eleitoral (CTE), “sobretudo pelo valioso suporte operacional e logístico prestado por elas em todas as últimas eleições”.

A inclusão dos nove militares havia sido solicitada pelo ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, na semana passada. De acordo com o ministro, os indicados são técnicos com conhecimento nas linguagens de programação C++ e Java, necessários para a inspeção aos códigos-fonte.  

A indicação dos novos integrantes temporários pela Defesa ocorreu dois dias após o TSE ter excluído o coronel Ricardo Sant’Anna da equipe de inspeção das Forças Armadas. A medida foi tomada porque mensagens publicadas pelo militar nas redes sociais “foram rotuladas como falsas e se prestaram a fazer militância contra as mesmas urnas eletrônicas” que pretendia fiscalizar, disse Fachin, em ofício.

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Ao pedir a inclusão dos nove militares, Paulo Sergio Nogueira renovou “a permanente interlocução” do Ministério da Defesa com o TSE, “tendo como maior propósito contribuir para fortalecer o processo eleitoral brasileiro”.

Entenda

Códigos-fonte são as linhas de comando que compõem os programas de computador, que, por sua vez, são empregados no funcionamento de algum equipamento eletrônico. No caso da Justiça Eleitoral, a integridade dos códigos do sistema de votação é fundamental para impedir fraudes.

A inspeção aos códigos-fonte do sistema eletrônico de votação é uma das etapas obrigatórias do processo eleitoral e pode ser feita por dezenas de instituições autorizadas. A lista inclui partidos, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), universidades, Tribunal de Contas da União (TCU), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Forças Armadas, entre outras.

Em eleições anteriores, a abertura dos códigos para inspeção ocorreu sempre seis meses antes do pleito. No atual processo eleitoral, porém, o TSE decidiu abrir o acesso aos códigos em outubro de 2021, um ano antes da votação. Na época, o então presidente da corte eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, disse que a medida foi tomada para aumentar a transparência.

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Entretanto, a inspeção dos códigos-fonte pelas Forças Armadas começou somente neste mês, dois dias após o Ministério da Defesa ter pedido acesso “urgentíssimo” aos dados. Em resposta, o TSE informou que tal acesso encontrava-se aberto desde outubro, bastando que, para isso, fosse feito o cadastramento da equipe para realizar a inspeção na sede do tribunal.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Política Nacional

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