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Dilma Roussef mostrou a consolidação da democracia brasileira em Davos. "O essencial foi Dilma ter reafirmado compromisso com a responsabilidade fiscal, com o controle da inflação, com os investimentos privados em áreas cruciais e, é claro, com a construção de um país de classe média, sem a pobreza aviltante que marcou o Brasil historicamente", avalia Luis Nassif.

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dilma davosOs ecos de Dilma em Davos
Luis Nassif
 
Os ecos de Davos foram plenamente favoráveis à presidente Dilma Rousseff. No World Economic Forum, o mais importante evento do capitalismo mundial, sua fala recebeu elogios gerais, conforme a cobertura dos jornais brasileiros.
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Há um sem-número de críticas quanto à forma do governo, às vulnerabilidades da política econômica, à insuficiência dos gestores. Critica-se a contabilidade criativa, a forma como foram distribuídos subsídios, as idas e vindas dos leilões de concessão.
Embora sejam críticas consistentes, elas se referem ao periférico. É evidente que, com Ministros mais eficientes, com visão técnica mais apurada, com maior abertura na discussão de políticas públicas, o caminho seria mais fácil. Mas não é o essencial. No máximo, provocam algum atraso no deslanche da economia.
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O essencial foi dito por Dilma nos seus dois discursos: o compromisso com a responsabilidade fiscal, com o controle da inflação, com o câmbio flutuante e com os investimentos privados em áreas cruciais, como da infraestrutura. E, claro, com a construção de um país de classe média, sem a pobreza aviltante que o marcou historicamente.
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Os discursos de Aécio Neves e Eduardo Campos trazem poucas variações em torno do mesmo tema. Os pontos em comum trazem mais informações sobre o futuro do país do que eventuais pontos de discordância: significa o alinhamento em torno de princípios consolidados.
Significa o país caminhando para um modelo similar ao europeu: um partido de centro-esquerda, nos moldes trabalhistas; outro de centro-direita, mais liberal; partidos menores ocupando o espaço da extrema esquerda e da extrema direita, mas sem comprometer a polarização.
Nem se pense que o PSDB tenha lugar cativo na centro-direita. Se não se sair bem nas próximas eleições, esse espaço poderá ser ocupado pelo PSB de Campos.
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O importante é que se consolidaram os princípios centrais desse modelo brasileiro.
Capitalismo social, com foco nas políticas de inclusão social e de combate à miséria.
Fortalecimento de um setor produtivo privado, especialmente com os programas de concessão e do pré-sal, redução de juros e melhoria do câmbio. Há muitos furos nessa caminhada, especialmente a forma como o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) de Luciano Coutinho tratou os tais “campeões nacionais”. Mas são exageros corrigíveis.
Democracia participativa. Houve um recuo no governo Dilma, com as decisões de gabinete. Mas as próprias manifestações de junho passada indicam a irreversibilidade da construção de políticas públicas coletivas, retomando o espírito da Constituição de 1988.
Ênfase em investimento, inovação e educação
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Há muitos ajustes a se fazer. Tem-se um ambiente econômico anti-empreendedorismo, um Banco Central que recuou na caminhada anterior, de romper com dogmas de mercados e contas externas pouco favoráveis. E há um rombo preocupante nas contas externas.
Mas são problemas que a própria dinâmica da democracia brasileira tratará se acertar.
O maior desafio foram as eleições de 2010. O exorcismo de José Serra foi o desafio final para a consolidação desse modelo. Tivesse sido eleito, a economia teria parado e Serra estaria buscando os álibis nos inimigos externos. E 25 anos de construção democrática teriam ido para o fundo.
 
FONTE BLOG DO LUIS NASSIF

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Governo libera mais R$ 418 milhões para rodovias atingidas por chuvas

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O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, editou medida provisória (MP) nesta quinta-feira (20) que abre crédito extraordinário no valor de R$ 418 milhões para o Ministério da Infraestrutura. Os recursos serão usados a recuperação de rodovias atingidas pelas chuvas em 14 estados: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

No fim de dezembro, o governo federal liberou R$ 200 milhões para a recuperação de rodovias em diversos estados, principalmente Bahia e Minas Gerais, que registram, até agora, a maior extensão de estradas danificadas. 

O próprio presidente Jair Bolsonaro, que está em visita oficial ao Suriname, anunciou a liberação dos recursos durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais. De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que também participou da live, o governo mapeou a maior parte das rodovias danificadas pelas chuvas e enchentes ocorridas nas últimas semanas. 

“Já mapeamos todas as situações, temos contratos para a maioria dessas situações. E aquelas que não temos [contrato] estamos na fase final para estabelecer essa contratação. Alguns problemas são mais simples de resolver e vão levar aí umas 48 horas, mas outros são mais complexos e podem levar algumas semanas”, disse o ministro. 

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Desenvolvimento Regional

Outra medida provisória editada nesta quinta-feira abre crédito extraordinário de R$ 550 milhões para ações do Ministério do Desenvolvimento Regional no enfrentamento das consequências das fortes chuvas e também no apoio a estados que vem sofrendo com a seca na Região Sul do país.

Segundo o governo federal, esse crédito vai atender despesas relacionadas a socorro, assistência às vítimas, fornecimento de água potável, cestas básicas, material de higiene e limpeza, combustível e dormitórios e colchões para os desabrigados. Também serão usados no apoio aéreo para o resgate da população atingida, transporte de medicamentos e equipamentos e restabelecimento de serviços essenciais, tendo em vista que muitas áreas ainda estão isoladas.
    
Já em relação à estiagem na Região Sul, o crédito será direcionado para a aquisição de cestas básicas, locação de carros-pipa, gastos com combustível, entre outras medidas.

Edição: Fábio Massalli

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