BOTANDO O GALHO DENTRO: Éder Moraes, diante da juiza Flávia Catarina, pede desculpas por tentar envolver Chico Daltro em suposta fraude na licitação do VLT. Daltro aceita desculpas e ação por calúnia, injúria e difamação é arquivada

CONCILIAÇÃO
Éder pede desculpas a Daltro; queixa-crime é extinta
Antonielle Costa

A juíza da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávia Catarina Oliveira de Amorim Reis, extinguiu a ação penal privada interposta pelo vice-governador Chico Daltro (PSD) contra o ex-secretário de Estado, Éder Moraes (PR).

A decisão foi tomada após Moraes pedir desculpas formalmente e se retratar das acusações que havia feito a Daltro, durante audiência de conciliação ontem (13).

A queixa-crime pelos crimes de calúnia, injúria e difamação foi proposta pelo vice-governador em agosto do ano passado, após Éder tentar envolvê-lo na suposta fraude no processo licitatório do Veículo leve sobre Trilhos (VLT), que teria custado R$ 80 milhões.

A denúncia publicada no site UOL relatando o esquema foi feita pelo então assessor de Daltro, Rowles Magalhães Pereira da Silva.

Durante a audiência de conciliação, Éder pediu desculpas a Daltro, que por sua vez aceitou.

“As minhas declarações veiculadas na mídia em agosto de 2012, objetos desta ação penal, foram proferidas durante o calor de uma campanha política-partidária das eleições municipais de 2012. Jamais pretendi ofender a honra e a dignidade do vice-governador e desconheço qualquer vínculo entre o vice-governador e o processo licitatório do VLT. As afirmações não condizem com a postura e a condução do vice-governador no desempenho dos cargos públicos por ele exercido”, diz um trecho da retratação.

Ao final, Éder foi condenado ao pagamento das custas processuais.

Denúncia UOL

Contratado – ainda não se sabe por quem – em abril para trabalhar no Palácio Paiguás, Rowles vinha articulando em benefício próprio e a favor da empresa Infinity, para que a mesma executasse a implantação do modal que custará ao longo de 20 anos ao Executivo a quantia de R$ 1,477 bilhão.

Rowles era funcionário da empresa Infinity, que doou o projeto do modal ao Governo do Estado para que em troca recebesse a autorização de implantar o VLT, por meio de Parceria Público Privada (PPP)

Esta opção, porém, foi excluída pelo Executivo, pois as demais empresas poderiam questionar a lisura do processo, já que a chance da empresa ganhar a licitação seriam superior as outras, pelo domínio do projeto. A decisão do governo Silval bateu de frente com os interesses da empresa que desejava construir o modal milionário para interligar Cuiabá e Várzea Grande.

Já no gabinete de Daltro, Rowles ainda tentava articular em favor do grupo Infinity, procurando até mesmo o secretário Extraordinário da Copa do Mundo FIFA 2014 (Secopa) para informar que poderia falar sobre as irregularidades da pasta, caso o acordo feito com a Infinity não fosse cumprido, como acabou acontecendo.

O Consórcio VLT Cuiabá foi o vencedor da licitação de R$ 1.477 bilhão, por ter tirado a melhor nota, entre os quatro consórcios participantes, que levou em conta os quesitos preço e técnica.

FONTE MATO GROSSO NOTICIAS

2 Comentários

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  1. - IP 177.41.85.130 - Responder

    Enock, aguardo com ansiedade a sua manifestação sobre o gasto da Assembléia no ano passado com combustível (fonte Circuito MT). É bom que se cobre do MP a mesma atitude, rápida, célere, efetiva, que foi cobrada do Defensor Público Geral, Dr. Andre Prieto, quando também gastou exorbitantemente com combustível. O pau que bate em Chico, também deve bater em Francisco (não o Papa).

  2. - IP 189.59.69.195 - Responder

    O mínimo que se pode dizer dos envolvidos nesta mixórdia: São duas cadelas….

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