Ataque da promotora Ana Bardusco contra médico Lúdio Cabral, que jamais se envolveu em roubalheira, foi um horror! LEIA PEDIDO DO MP

Lúdio Cabral

Publico, abaixo, versão estendida do artigo que divulgo na edição impressa do Diário de Cuiabá nesta quinta-feira, dia 23 de fevereiro de 2017, analisando a condução coercitiva do médico Lúdio Cabral para depoimento na Delegacia Fazendária, por determinação da juíza Selma Arruda que atendeu pedido do MP, através da promotora Ana Cristina Bardusco:

Lúdio e Ana Bardusco
POR ENOCK CAVALCANTI

Meus amigos, meus inimigos: parece que, com a ascensão midiática do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato, incensados irresponsavelmente pela mídia golpista, nova ideologia vem se impondo no Brasil. Falo da truculência judicial, através da qual membros do Ministério Público e do Poder Judiciário passam a tripudiar de valores supremos de nossa democracia, como a presunção da inocência, para impor seus procedimentos.

A gente sabe que, em programas policialescos de apresentadores como Lino Rossi e Datena, a presunção de inocência nunca existiu. Esse tipo de programação sempre sobreviveu e continua a sobreviver em uma espécie de submundo sobre o qual a razão jamais conseguiu se impor. Só que esse submundo parece estar em expansão, como uma matrix do mal.

Vejam, por exemplo, a atitude adotada pela promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco, do Ministério Público de Mato Grosso, contra o médico Lúdio Cabral. A promotora Bardusco recebeu uma denúncia feita pelos delatores premiados Juliano Volpato e Edézio Corrêa de que o advogado Francisco Faiad teria, pretensamente, desviado recursos de compra de combustíveis para o Governo do Estado para financiar a campanha eleitoral dele, como vice-prefeito, e do Lúdio, como candidato a prefeito de Cuiabá, em 2012.

Lúdio Cabral foi vereador por dois mandatos, é uma figura de postura sempre cordata, gentil, delicada. Uma moça, se diria antigamente. E jamais se envolveu em roubalheira. É médico conhecido e reconhecido nas comunidades cuiabanas periféricas em que atua, notadamente no Osmar Cabral. Um médico dos pobres, com dedicação total ao SUS. Todo mundo sabe disso. Esta é uma verdade que está na memória coletiva de nossa comunidade.

Mas qual! Ana Bardusco, a truculenta, diante da denúncia contra este homem bom, envolvido como pretenso beneficiário na deleção de Juliano e Edésio, preferiu priorizar a versão dos delatores. Ao invés de convocar Lúdio para depoimento, através de oficial de Justiça, com comunicado prévio, o que seria natural, preferiu armar todo o alvoroço que se viu – e arrastou o ex-vereador debaixo de vara para depor na Delegacia Fazendária, como se fosse um mafioso da pior espécie. Sim, a condução coercitiva se impôs como uma espécie de condenação prévia por parte do MP que, mesmo conhecendo o passado e o presente de Lúdio, parece não ter admitido um instante sequer de dúvida sobre o que se denunciava.

Alguém dirá: mas é assim que se deve fazer, para descobrir os malfeitos. Agir de surpresa, de supetão. E eu pergunto: mas o que foi feito da presunção da inocência? O que foi feito da Legislação em vigor?  Arrastado para a Defaz pelos policiais, dizem que Lúdio foi ouvido como possível informante. Só que quase todas as abordagens de nossa mídia levam a crer que o dr. Lúdio está de rolo com a quadrilha do Silval. Como é que o dr. Lúdio se livra disso? Vejam uma manchete: “Juíza diz que Lúdio se beneficiou de dinheiro desviado na Sodoma”. Nas manchetes de A Gazeta e outros veículos, não havia qualquer dúvida: Lúdio desponta como o próprio bandidão.

Antigamente, eram os acusadores que tinham que provar a acusação. Agora é o acusado, indevidamente, como no caso do Lúdio, que tem que cumprir dolorida via-crúcis até provar que não deve nada.

E enquanto o Lúdio sangra, sangrando também a sua família, seus amigos e seu partido, a promotora Ana Cristina Bardusco, respaldada sempre pela juíza Selma Arruda, imagino que se sente uma espécie de justiceira implacável. Que horror!

ENOCK CAVALCANTI, jornalista e blogueiro, é editor de Cultura do Diário

Promotora Ana Bardusco pede prisão de Faiad e condução coercitiva de Lúdio Cabral by Enock Cavalcanti on Scribd

2 Comentários

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  1. - IP 201.22.173.29 - Responder

    Você Enock é contra a legalidade ,ninguém manda conduzir coercitivo mente sem provas robustas.Ludio é puro? Claro que não, como ele acha que as contas da campanha estavam sendo pagas?Se não era do próprio bolso ,de algum lugar seria .E ele nunca procurou saber,um médico, nível superior,esclarecido ,maior de idade,senão era do Partido dos pétalas, era da corrupção.

  2. - IP 177.132.244.160 - Responder

    Se ele não tem nada à dever, consequentemente nada à temer, não é isso? Mas ele tem o dever de colaborar com a justiça. Mesmo se não for corrupto poderia ele saber da corrupção que aconteceu? Então seria ele omisso? Compactuante? Voltando a dizer, quem não tem nada a dever,não tem nada a temer.

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