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DEU NO CIRCUITO MT: Apesar da crise, Orquestra do maestro Leandro Carvalho segue faturando milhões dos cofres públicos

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Verba de R$ 15 milhões de orquestra destoa na Cultura
 
Enquanto o Governo do Estado vive uma crise financeira sem precedentes, a Orquestra do Estado de Mato Grosso segue faturando milhões por ano dos cofres públicos
 
Por Sandra Carvalho e Valquíria Castil
 NO CIRCUITO MATO GROSSO
De 2007 a 2016, nos governos de Blairo Maggi, Sival Barbosa e Pedro Taques, recebeu em torno de R$15 milhões. A orquestra, que é gerida pelo atual secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, também recebeu cerca de R$3 milhões do Ministério da Cultura em 2015 para cumprir seu Plano Anual de Atividades. O volume de recursos aportados à orquestra destoa nos valores pífios distribuídos a outros setores da cultura mato-grossense.
A Orquestra do Estado de Mato Grosso recebeu repasses do Governo do Estado que chegam a R$ 15 milhões de 2007 a 2016, período dos governos de Blairo Maggi (PR), Silval Barbosa (PMDB) e Pedro Taques (PSDB). Esta é a soma dos pagamentos pesquisados pelo Circuito Mato Grosso no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplant).
O primeiro repasse ocorreu no dia 13 de novembro de 2007 no valor de R$ 150 mil referente a serviços na área da Cultura, “especificamente em relação ao apoio, administração e manutenção de uma Orquestra de Câmara que atuará no Estado de Mato Grosso”.
No ano seguinte, em 2008, os pagamentos aumentaram. Foram quatro repasses que somam R$ 2.530.000,00, divididos em uma parcela de R$ 30 mil, duas de R$ 1.100.000,00 e a última de R$ 300 mil. O histórico da nota descreve o pagamento de parte dessa verba para despesas de manutenção e gestão da orquestra de acordo com o contrato 02/2007/Secretaria de Estado de Cultura (SEC).
Já em 2009, a Orquestra Sinfônica de Mato Grosso recebeu R$ 1.515.000,00 da SEC em despesas referentes ao contrato de gestão 01/2009 e também do contrato 02/2007. Os valores pagos este ano foram em parcelas de R$ 600 mil, R$ 15 mil, R$ 750 mil e R$ 175 mil.
Em 2010, último ano do governo Blairo Maggi, o repasse ficou em R$ 1,2 milhão, sendo R$ 900 mil referentes a parcelas do aditivo ao contrato de gestão 01/2009.
Os pagamentos à Orquestra de Mato Grosso continuaram na gestão do ex-governador Silval Barbosa. No primeiro ano de mandato do peemedebista, houve repasse de R$ 1,2 milhão, já no final de 2011.
Em 2012, a orquestra recebeu R$ 1.630.000,00 e também foi referente ao contrato 01/2009. E no ano seguinte, 2013, foram R$ 2.293.100,00 em contratos e aditivos. No último ano do governo Silval Barbosa o repasse foi de R$ 1.859.538,24 com base em novo termo aditivo ao contrato de 2009.
E em 2015, no primeiro ano de gestão do governador Pedro Taques, foram pagos, R$ 2.640.000,00 à orquestra referentes ao contrato 02/2014, em quatro parcelas de R$ 412.500,00 e três parcelas de R$ 330.000,00. Em 2016, o governo Pedro Taques já transferiu R$ 1.320.000,00 em quatro parcelas de R$ 330.000,00.
Assessoria informa que repasse anual é de R$1,6 milhão
Em nota, a assessoria de imprensa da Orquestra de Mato Grosso informou que ela integra a política cultural do governo do Estado de Mato Grosso, sendo reconhecida pelo Decreto Governamental n. 415, de 05 de julho de 2007, como Organização Social da Cultura e pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.
E que desde 2007 recebe aporte mensal do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), no valor de R$ 1,65 milhão. Sobre os valores que aparecem nas planilhas do Fiplan, a assessoria afirma que são restos a pagar de anos anteriores.
Este seria o menor orçamento de orquestras e ainda assim estaria entre as 10 mais atuantes do País. “Figuram entre as dez, a Osesp com orçamento de R$90 milhões ao ano; a Filarmônica de Minas Gerais, com quase 20milhões ao ano; a Orquestra Sinfônica do Paraná, com R$10 milhões; a Orquestra Sinfônica da Bahia, com R$7 milhões; e a Filarmônica do Espírito Santo, com R$4,6 milhões ao ano”, diz a nota, dados que estariam publicados no Anuário Viva Música 2013.
Fiscalização
Coincidentemente, na mesma semana em que o Circuito Mato Grosso entrou em contato com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o Diário Oficial de Mato Grosso publicou, em sua edição de 27 de outubro, a Portaria 215/2016/SEC/MT designando servidores para acompanhamento, fiscalização e análise da prestação de contas da execução física do objeto do Contrato de Gestão 002/2014 com a Orquestra do Estado de Mato Grosso.
Secretário da Cultura é maestro da orquestra
Regente da Orquestra do Estado de Mato Grosso (OEMT) desde 2005, Leandro Carvalho é conhecido por sua vitalidade e abordagem singular de uma ampla variedade de repertórios, Leandro Carvalho é considerado um dos mais proeminentes maestros brasileiros da nova geração. Este currículo o levou a ser convidado pelo governador Pedro Taques (PMDB) a assumir a Secretaria de Estado de Cultura (SEC). O Circuito Mato Grosso perguntou ao secretário:
Percebemos, pelo Fiplan, que os valores repassados à orquestra são bem superiores a outros tantos projetos culturais. Esses valores aportados por ano à orquestra são suficientes para mantê-la? Qual foi a previsão de recursos para outros projetos ano.
O contrato em vigência da Orquestra foi assinado em setembro de 2014. Estamos dando continuidade ao que foi pactuado, sem nenhum acréscimo. O valor anual do contrato é de um milhão e seiscentos mil reais. Para se ter uma ideia, o valor anual da Filarmônica de Goiás será de aproximadamente 8 milhões no próximo ano. Das doze orquestras consideradas mais relevantes no país, segundo estudo do Anuário Viva Música, chancelado pelo BNDES, a OEMT tem o menor orçamento. Não se pretende chegar aos 90 milhões anuais da Sinfônica de São Paulo, mas a um orçamento que permita a Orquestra ampliar sua programação e atingir um número maior de pessoas.
Os valores mais elevados lançados no Fiplan em 2015 se devem ao atraso nos pagamentos das parcelas do contrato.
Sobre os contratos dos outros equipamentos, estavam igualmente defasados. Estamos reajustando todos eles, dobrando, triplicando, ou mesmo quintuplicando valores. O Cine Teatro, por exemplo, já passou para 2,4 milhões anuais. Os museus, no geral, terão orçamento significativamente maiores. Basta consultar os novos editais disponibilizados para consulta pública na semana passada.
O Governo do Estado entende o fortalecimento dos equipamentos culturais como fundamentais para a consolidação de uma política pública consistente e democrática.
Orquestra também recebe recursos do MinC
A Orquestra de Mato Grosso não recebe aportes apenas do Governo do Estado. Em 2015, foi contemplada com recursos da ordem de R$3,06 milhões por meio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), do Ministério da Cultura (MinC) e em 2016 o valor ficou em R$1,7 milhão.
Os projetos de 2015 e 2016 estão disponíveis no portal do MinC. A síntese diz que se trata do Plano Anual de Atividades da Orquestra do Estado de Mato Grosso compreendendo, em 2015, a realização de 12 concertos da série “Concertos Oficiais” no Cine Teatro Cuiabá; 8 “Concerto Populares” em municípios do Estado de Mato Grosso; 8 “Concertos Didáticos” e uma oficina para capacitação de professores da rede pública e privada de Cuiabá.
Já os objetivos específicos apontam para o desenvolvimento, valorização e formação da plateia para a música concerto/instrumental, a descentralização do acesso à música de concerto, realizando concertos em municípios com oferta de apresentações musicais; e a ampliação do acesso à cultura ao cidadão mato-grossense através de espetáculos gratuitos e a preços populares.
Maioria dos projetos da SEC têm valores irrisórios
Enquanto isso, outro projetos culturais recebem valores praticamente irrisórios em se comparando com a orquestra. Veja no quadro abaixo:

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Projeto Proponente Seguimento Valor R$ Aprovado
Todo Mundo Samba,
Todo Mundo Dança
Clemance Almeida
Saldanha
Cultura Popular R$ 80.000,00
À Toa no Caminho Célia Vieira Literatura R$ 10.000,00
Salão Jovem Arte 2012 Benedito Luiz Nunes
 
Artes Visuais R$ 80.000,00
Oficina de Artes Plásticas Poliana Zumerle Artes Visuais R$ 15.000,00
Festival de Teatro de Sorriso Lucinir André Bellaver Cioato Artes Cênicas R$ 30.000,00
Ele Sempre Esteve Certo Luiz Geraldo Marchetti Cinema e Vídeo R$ 20.000,00
1º Arraiá Vale do Peixoto Fernando Pereira dos Santos Cultura Popular R$ 10.000,00
Pintando Sobre a Copa e as Belezas de MT Nilson Pimenta da Costa Artes Visuais R$ 20.000,00

Atuação da orquestra em 10 anos
De acordo com o secretário de Estado de Cultura e regente da orquestra, maestro Leandro Carvalho, doze anos atrás, Mato Grosso era um dos poucos estados brasileiros a não dispor de uma  orquestra estadual, com temporada pré-definida, repertório diversificado, maestros e solistas convidados, concertos gratuitos ou a preço populares, e que promovesse a descentralização do acesso, realizando concertos nas mais diversas regiões do Estado. “Hoje, Mato Grosso tem uma orquestra que é referência no Brasil e no exterior, que realiza uma das mais criativas programações artísticas e um dos mais interessantes e inovadores programas educacionais do país. É uma Orquestra que orgulha a população mato-grossense e que leva o nome do Estado aos quatro cantos do país como sinônimo qualidade, de desenvolvimento humano e diversidade cultural”.
O maestro/secretário pontua que a OEMT já realizou mais de 600 concertos gratuitos ou a preços populares, já se apresentou para um público aproximado de 380 mil pessoas, visitou mais de 90 municípios brasileiros, capacitou cerca de 300 professores em seu programa de concertos didáticos e atingiu cerca de 50.000 estudantes. Em 2009 a OEMT foi finalistas do “XII Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita”, importante premiação do gênero. Em 2014, participou do Classical Next, realizado em Viena, na Áustria, apresentando os resultados de seu trabalho neste que é um dos mais relevantes encontros do setor. Em 2016, sua trajetória foi destaque ao lado de renomadas orquestras brasileiras e internacionais como a Sinfônica de Chicago e a Sinfônica de São Paulo na programação da MultiOrquestra – conferência internacional que reuniu importantes profissionais do setor orquestral em São Paulo, e recentemente foi apontada pelo Correio Brasiliense como uma das mais importantes do Brasil, apesar do pouco tempo de existência.
Enquanto isso…
Na Segurança
O Instituto Médico Legal (IML) vive o sucateamento da falta de material para os exames nos corpos de pessoas vítimas de morte violenta.  Em julho passado o jornal Circuito Mato Grosso denunciou as condições precárias de funcionamento do órgão, não só na Capital, mas também no interior. Segundo servidores, o IML só está funcionando com 30% de sua capacidade.
Na Saúde
Nos Hospitais Regionais de Mato Grosso vários serviços já foram suspensos por falta de repasses da verba do Estado, que afeta desde serviços terceirizados, a funcionários e equipamentos, isso sem entrar na questão dos medicamentos. Estimou-se que cerca de 650 mil pessoas seriam afetadas. Por outro lado, só em Cáceres, 900 mulheres aguardam por uma mamografia.
Na Educação
O desempenho das escolas no Enem 2015 divulgado em outubro passado pelo Ministério da Educação (MEC) indica que 100% das escolas públicas de Mato Grosso ficaram abaixo da média nacional. Em nível nacional, este índice ficou em 91%. Outro dado é que 60% dos professores, num universo de quase 21 mil docentes, trabalham em forma de contrato.
 

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LEANDRO KARNAL: Livro é um presente permanente. Ler é esperança, sempre

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Uma ponte de livros

Por Leandro Karnal

Sim! Você sobreviveu até a penúltima semana de 2020. Parabéns! Eu sei que os pessimistas estão dizendo: ainda faltam vários dias. É verdade. Seria tão injusto falhar agora! Viemos nadando com desafios desde março. A outra margem do rio está tão próxima. Sejamos otimistas: chegaremos todos a 2021.

Há uma possível pausa pela frente. Em algum momento você terá um pouco mais de folga. Chegou a hora de pensar estrategicamente: livros. Por quê? Não sei o que nos aguarda no ano próximo e novo. Sei que ele será mais bem vivido se houver mais pensamentos, maior conhecimento, mais informações. Atrás de sugestões para ter ou presentear? Farei algumas. Lembre-se sempre: um livro é um presente permanente que pode mudar a cabeça do agraciado.

Literatura? É o ano do centenário de nascimento de Clarice Lispector. A editora Rocco lançou um volume alentado e lindo com Todas as Cartas. É a correspondência da nossa maior escritora em um tomo que “fica sozinho em pé”. A leitura me trouxe um enorme prazer. Se o gênero correspondência não faz sua cabeça, mergulhe nos volumes da mesma editora com várias obras de Clarice: A Maçã no Escuro, A Legião Estrangeira, Onde Estivestes de Noite, O Lustre, Perto do Coração Selvagem, Felicidade Clandestina e A Bela e a Fera. São apenas alguns dos títulos lindos, com capas sedutoras e textos que vão alterar seu mundo.

Quer reencontrar outros clássicos? A Cia das Letras lançou Ressurreição, de L. Tolstoi. A luta de um nobre para reparar um erro grave do passado é o eixo daquele que, para mim, é uma das melhores obras do russo genial. Se Tolstoi o atrai, a editora Todavia reuniu 4 obras dele (Felicidade Conjugal, A Morte de Ivan Ilitch, Sonata a Kreutzer e Padre Siérgui) em um único volume.

Você sobreviveu a uma das mais transformadoras epidemias na história. Que tal ler A História das Epidemias, de Stefan Cunha Ujvari? Saiu pela editora Contexto. Aprende-se muito com o livro, bem escrito e solidamente pesquisado. Prefere o terreno argiloso da política e da sociedade? A pesquisa de Bruno Paes Manso resultou no necessário A República das Milícias. O livro proporciona análises indispensáveis e medos incontornáveis.

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Você prefere algo que o anime? Pedro Salomão lançou o Valor Presente – A Estranha Capacidade de Vivermos um Dia de Cada Vez pela Best Business. Tive o privilégio de fazer o prefácio. Na mesma linha, uma coletânea com textos exemplares de Mario Sergio Cortella: Sabedorias para Partilhar, da Vozes/Nobilis.

Quer discutir amor e casamento? Não perca Amor na Vitrine – Um Olhar Sobre as Relações Amorosas Contemporâneas, de Regina Navarro Lins. A psicanalista vai mexer com suas convicções tradicionalistas e desafiar seus censores invisíveis.

Eduardo Giannetti sempre faz pensar. Li com avidez O Anel de Giges, da Cia das Letras. Tomando a lenda platônica do anel que produz invisibilidade, o que restaria da ética? Um homem invisível precisa se manter com boas regras morais ou vai acabar se entregando a seus desejos e caprichos menos nobres de espírito? Foi a leitura que mais me provocou inquietações no ano de 2020. É genial a capacidade de Gianetti de combinar densidade com linguagem leve.

Você ou o seu amigo-secreto amam viajar? Guilherme Canever lançou dois tomos pela Pulp: Destinos Invisíveis – Uma Nova Aventura pela África e Uma Viagem Pelos Países Que Não Existem. Livros densamente ilustrados, com um olhar agudo para lugares inusitados.

A Autêntica vai fundo na alma humana ao lançar uma nova edição do Além do Princípio do Prazer. O livro chegou ao centenário agora e a cuidadosa tradução de Maria Rita Salzano Moraes ajuda a valorizar a obra fundamental do dr. Freud.

Foi um ano estressante, reconheçamos. Talvez seja hora de pensar em um texto sobre ansiedade e o desafio da saúde mental. O dr. Leandro Teles, pela editora Alaúde, lançou Os Novos Desafios do Cérebro – Tudo o Que Você Precisa Saber Para Cuidar da Saúde Mental nos Tempos Modernos. Acho que a grande meta de 2021 é o desafio do equilíbrio. O livro do dr. Teles ajuda muito.

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Você ama narrativas biográficas? A obra de Adam Zamoyski (Napoleão – O Homem Por Trás do Mito – ed. Crítica) prenderá sua atenção do início ao fim. O imperador raramente encontrou um biógrafo tão denso e sem lados definidos: sem o sempre esperado “monstro corso” (contra) ou gênio militar e político (a favor). Continua interessado em narrativas biográficas e domina inglês? Hildegard of Bingen – The Woman of Her Age, de Fiona Maddocks (Image Books), foi uma descoberta muito feliz. A entrevista final com a Sister Ancilla no mesmo mosteiro onde morou a santa medieval é um recurso muito interessante para iluminar a tradição da grande doutora da Igreja.

Anseia explorar uma área nem sempre devidamente destacada? Aventure-se pela obra A Razão Africana – Breve História do Pensamento Africano Contemporâneo (Muryatan S. Barbosa – Todavia). O Racismo Estrutural, obra crítica de Silvio de Almeida (editora Jandaíra), ajuda em um tema que foi destaque em 2020. Na mesma coleção, a coordenadora da série, Djamila Ribeiro, tem texto indispensável: Lugar de Fala. Você se preocupa com o universo feminino e suas muitas abordagens? Mary del Priore escreveu Sobreviventes e Guerreiras: Uma Breve História da Mulher no Brasil de 1500 a 2000 (editora Planeta). 2021 demandará consciência social. Prepare-se!

Muitos e bons livros para todos os gostos. Ler dá perspectiva, vocabulário, ideias e companhia. Um bom texto aumenta seu mundo e o faz sair do senso comum. Embeber-se em histórias é viver de forma ampla. Já é um bom projeto para 2021. Ler é esperança, sempre.

Leandro Karnal é historiador e escritor, autor de ‘O dilema do porco-espinho’, entre outros. Artigo publicado originalmente no jornal O Estado de S Paulo

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