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Antes Arte do Nunca

A bela cantora cuiabana Ana Rafaela é atração neste sábado no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães

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Antes Arte do Nunca

ana rafaela na pagina do enockAna Rafaela lança CD Cantos
A bela cantora cuiabana é atração neste sábado no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães
BEATRIZ SATURNINO
Diário de Cuiabá
Ela é poderosa. Aos 21 anos, Ana Rafaela mostra que já ganhou o mercado da música, após a participação no primeiro The Voice Brasil, da Rede Globo, que marcou seu passo na carreira como cantora, e agora lança seu primeiro CD, neste mês de agosto. Com um repertório de 12 músicas, o vozeirão de Ana Rafaela é de emocionar e fazer dançar nos hits do impecável instrumental, dentre músicos convidados, num misto de músicas românticas, tons de folk, blues e ritmos brasileiros com o xote, samba funk e reggae.
Enquanto isso, ela vem arrasando com seus vídeos cover em sua fan page, que já soma 24 mil seguidores em pouco mais de um mês, e faz show no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, neste sábado, dia 8 de agosto, às 18h, no Coreto da Praça da Matriz, na cidade vizinha da capital mato-grossense.
“O CD significa para mim a conclusão de um ciclo, que foi do final da minha adolescência para a entrada da minha vida adulta. É um filho que está prestes a nascer e eu quero que ele viaje o mundo”, comemora Ana Rafaela.
A aposta do CD “Cantos” é a música “Você me deixa maluca”, que é mais dançante e sensual, no soul-funk, de composição própria com seu produtor executivo Thyago Mourão. Todas exclusivas, seis músicas são de composição de Ana Rafaela, junto de recursos eletrônicos do mixer Wel Ribeiro, que também é guitarrista e quem pensa junto os arranjos, faz umas músicas eletrônicas no samples e é responsável pela masterização do trabalho.
Sempre muito versátil Ana Rafaela se preocupa em fazer o melhor em questão de melodia, harmonia e ritmo, sempre de uma maneira jovem e bem construída, aliando com músicos excelentes. Dentre eles, o disco conta com participações especiais, como a parceria maravilhosa dos irmãos Taufic, o pianista Eduardo e o violonista Roberto, na romântica canção “Quando agente sente”.
Dudu é músico conceituado no Brasil e mora em Natal, enquanto o também talentoso Roberto reside fora do país, na Itália. Parceria que, na verdade, começou no curso de Produção Musical que Ana fez com os músicos no Circuito Sesc, em Cuiabá, quando no encerramento se apresentaram juntos.
Ou seja, a qualidade musical é extremamente importante para ela e acrescenta mais especialidades no álbum, que incluem um dueto com o conterrâneo Maurício Detoni, na música “Acontece”, que é uma valsa romântica, e o samba funk “Tu Tum”, com a ganhadora do primeiro The Voice Brasil, em 2012, Ellen Oléria, na música do compositor cuiabano João Reis.
Nesta miscelânea boa ainda tem um pop reggae na canção “Bem que eu podia”, composta por Thyago Mourão, entre outras. A banda base de Ana Rafaela é composta por Danilo Barreiro, que é, além de guitarrista, o produtor musical do CD Cantos, pelo contrabaixista Wellington Berê, João Reis, no violão e na composição de algumas músicas, e Sandro Souza na bateria.
Esta é apenas uma pequena amostra do que está por vir do trabalho de Ana Rafaela, que decidiu há pouco mais de um mês criar sua Fã Page Oficial, no dia 27 de junho, para mostrar a desenvoltura e versatilidade de seu trabalho, que ousa produzir com autenticidade covers, que são lançados todas as quintas-feiras na rede social.
“A gente pretende distribuir o CD, mas de forma interativa com o público, utilizando da página oficial, das rádios, TVs e nos shows”, define Ana Rafaela.
O CD deve chegar de São Paulo em duas semanas. São mil cópias produzidas a partir do Programa de Apoio à Cultura (Proac) de 2014.
A partir do disco lançado se prepara para fazer shows em outros estados brasileiros e deve seguir para o eixo Rio de Janeiro e São Paulo, depois Minas Gerais e quem sabe o Sul do país. Mas sua rota é primeiramente Cuiabá e o interior de Mato Grosso.
Filha de Casé, José Carlos Oliveira, e neta do saudoso saxofonista Mestre China, Ana Rafaela é uma cuiabana de 21 anos cheia de sonhos, que ama trabalhar, é detalhista e muito intuitiva, mas gosta também de sempre ter um embasamento científico na construção dos sons, da técnica vocal e da linguagem.
Como uma boa estudiosa sua busca é a de conhecer outros idiomas, artes e saber da origem das coisas, que é algo que se aprofunda enquanto aluna do curso de Música e Bacharelado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com estudo em Canto Lírico.
“Mas é preciso ter manha/ é preciso ter graça/ é preciso ter sonhos sempre!” Bem assim, como esta música,“Maria Maria”, de Milton Nascimento, que também foi a canção que motivou o interesse e a visão de Ana Rafaela em se tornar cantora.
Além de ter tudo a ver com a sua perseverança, foi por ela que tudo começou, a partir de sua avó Adelaide, que lhe dera um caderno de músicas quando Ana Rafaela tinha cinco anos de idade e continha esta canção, dentre as mais especiais de sua avó.
E nesta trajetória implacável, persistente de seu sonho, aliada também a bela voz de Ana Rafaela, que se empenhou em estudar canto no coral “Praticutucá”. Um projeto do Sesc idealizado pelo músico, primo e incentivador de Ana Rafaela, Raul Fortes, e pela regente Rejane de Musis, com direção musical do contrabaixista Ebinho Cardoso. Hoje o Casal Rejane e Ebinho encontram-se em Boston, nos Estados Unidos, com a família desempenhando o trabalho na música.
No Praticutucá foi onde aprendeu sobre a música de verdade, no seu fazer, técnica, presença de palco, que tipo de instrumento e a dinâmica deles, que tem que estar bem nivelado criando uma harmonia perfeita e sintonia entre os músicos e a plateia. Uma experiência que deu a base para ampliar seu curso musical, dos 11 aos 16 anos. Acompanhada das aulas de violão, de canto erudito que ajudaram muito em sua amplitude vocal.
Foi neste período que Ana Rafaela compôs suas músicas, com 13 e 14 anos, as quais ficaram guardadas na gaveta e logo mais lançadas no disco “Cantos”.
Também se jogou no Teatro, onde teve vivência e participação no grupo teatral “Juventude Ativa”, que favoreceu na compreensão desse corpo dilatado do contato com o público, de emanar e receber energia. De compreender esta troca, onde aprendeu uma palavra importante e prática, sempre utilizada no teatro, que é a entrega.
Até porque no coral Ana Rafaela era sempre solista, o foco no palco, enquanto as outras crianças apenas soavam repetidamente o refrão sussurrado “Praticutucá, Praticutucá”. Assim já cantou Carmem Miranda, Noel Rosa, Gonzaguinha, Ivan Lins, Gilberto Gil e muito da Música Popular Brasileira com uma grande carga dramática.
Dentre essas referências tem ainda Elis Regina, Lenine, Marcelo Jeneci e Tiê, e as internacionais, como o cantor uruguaio Jorge Drexler, que ganhou o Oscar no filme Diário de uma Bicicleta. Também a cantora, compositora e multi-instrumentista britânica Adele, a pop americana Beyoncé e a cantora cubana Célia Cruz.
Agora é só esperar o material chegar para o coquetel de lançamento no “Mirante das Águas”, em Cuiabá, e o show já marcado para setembro, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.
 
ana rafaela cantora
 
 

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LEANDRO KARNAL: Livro é um presente permanente. Ler é esperança, sempre

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Uma ponte de livros

Por Leandro Karnal

Sim! Você sobreviveu até a penúltima semana de 2020. Parabéns! Eu sei que os pessimistas estão dizendo: ainda faltam vários dias. É verdade. Seria tão injusto falhar agora! Viemos nadando com desafios desde março. A outra margem do rio está tão próxima. Sejamos otimistas: chegaremos todos a 2021.

Há uma possível pausa pela frente. Em algum momento você terá um pouco mais de folga. Chegou a hora de pensar estrategicamente: livros. Por quê? Não sei o que nos aguarda no ano próximo e novo. Sei que ele será mais bem vivido se houver mais pensamentos, maior conhecimento, mais informações. Atrás de sugestões para ter ou presentear? Farei algumas. Lembre-se sempre: um livro é um presente permanente que pode mudar a cabeça do agraciado.

Literatura? É o ano do centenário de nascimento de Clarice Lispector. A editora Rocco lançou um volume alentado e lindo com Todas as Cartas. É a correspondência da nossa maior escritora em um tomo que “fica sozinho em pé”. A leitura me trouxe um enorme prazer. Se o gênero correspondência não faz sua cabeça, mergulhe nos volumes da mesma editora com várias obras de Clarice: A Maçã no Escuro, A Legião Estrangeira, Onde Estivestes de Noite, O Lustre, Perto do Coração Selvagem, Felicidade Clandestina e A Bela e a Fera. São apenas alguns dos títulos lindos, com capas sedutoras e textos que vão alterar seu mundo.

Quer reencontrar outros clássicos? A Cia das Letras lançou Ressurreição, de L. Tolstoi. A luta de um nobre para reparar um erro grave do passado é o eixo daquele que, para mim, é uma das melhores obras do russo genial. Se Tolstoi o atrai, a editora Todavia reuniu 4 obras dele (Felicidade Conjugal, A Morte de Ivan Ilitch, Sonata a Kreutzer e Padre Siérgui) em um único volume.

Você sobreviveu a uma das mais transformadoras epidemias na história. Que tal ler A História das Epidemias, de Stefan Cunha Ujvari? Saiu pela editora Contexto. Aprende-se muito com o livro, bem escrito e solidamente pesquisado. Prefere o terreno argiloso da política e da sociedade? A pesquisa de Bruno Paes Manso resultou no necessário A República das Milícias. O livro proporciona análises indispensáveis e medos incontornáveis.

Leia Também:  Miguel Arcanjo Prado, jornalista cultural do UOL realiza palestra sobre jornalismo cultural no Cine Teatro

Você prefere algo que o anime? Pedro Salomão lançou o Valor Presente – A Estranha Capacidade de Vivermos um Dia de Cada Vez pela Best Business. Tive o privilégio de fazer o prefácio. Na mesma linha, uma coletânea com textos exemplares de Mario Sergio Cortella: Sabedorias para Partilhar, da Vozes/Nobilis.

Quer discutir amor e casamento? Não perca Amor na Vitrine – Um Olhar Sobre as Relações Amorosas Contemporâneas, de Regina Navarro Lins. A psicanalista vai mexer com suas convicções tradicionalistas e desafiar seus censores invisíveis.

Eduardo Giannetti sempre faz pensar. Li com avidez O Anel de Giges, da Cia das Letras. Tomando a lenda platônica do anel que produz invisibilidade, o que restaria da ética? Um homem invisível precisa se manter com boas regras morais ou vai acabar se entregando a seus desejos e caprichos menos nobres de espírito? Foi a leitura que mais me provocou inquietações no ano de 2020. É genial a capacidade de Gianetti de combinar densidade com linguagem leve.

Você ou o seu amigo-secreto amam viajar? Guilherme Canever lançou dois tomos pela Pulp: Destinos Invisíveis – Uma Nova Aventura pela África e Uma Viagem Pelos Países Que Não Existem. Livros densamente ilustrados, com um olhar agudo para lugares inusitados.

A Autêntica vai fundo na alma humana ao lançar uma nova edição do Além do Princípio do Prazer. O livro chegou ao centenário agora e a cuidadosa tradução de Maria Rita Salzano Moraes ajuda a valorizar a obra fundamental do dr. Freud.

Foi um ano estressante, reconheçamos. Talvez seja hora de pensar em um texto sobre ansiedade e o desafio da saúde mental. O dr. Leandro Teles, pela editora Alaúde, lançou Os Novos Desafios do Cérebro – Tudo o Que Você Precisa Saber Para Cuidar da Saúde Mental nos Tempos Modernos. Acho que a grande meta de 2021 é o desafio do equilíbrio. O livro do dr. Teles ajuda muito.

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Você ama narrativas biográficas? A obra de Adam Zamoyski (Napoleão – O Homem Por Trás do Mito – ed. Crítica) prenderá sua atenção do início ao fim. O imperador raramente encontrou um biógrafo tão denso e sem lados definidos: sem o sempre esperado “monstro corso” (contra) ou gênio militar e político (a favor). Continua interessado em narrativas biográficas e domina inglês? Hildegard of Bingen – The Woman of Her Age, de Fiona Maddocks (Image Books), foi uma descoberta muito feliz. A entrevista final com a Sister Ancilla no mesmo mosteiro onde morou a santa medieval é um recurso muito interessante para iluminar a tradição da grande doutora da Igreja.

Anseia explorar uma área nem sempre devidamente destacada? Aventure-se pela obra A Razão Africana – Breve História do Pensamento Africano Contemporâneo (Muryatan S. Barbosa – Todavia). O Racismo Estrutural, obra crítica de Silvio de Almeida (editora Jandaíra), ajuda em um tema que foi destaque em 2020. Na mesma coleção, a coordenadora da série, Djamila Ribeiro, tem texto indispensável: Lugar de Fala. Você se preocupa com o universo feminino e suas muitas abordagens? Mary del Priore escreveu Sobreviventes e Guerreiras: Uma Breve História da Mulher no Brasil de 1500 a 2000 (editora Planeta). 2021 demandará consciência social. Prepare-se!

Muitos e bons livros para todos os gostos. Ler dá perspectiva, vocabulário, ideias e companhia. Um bom texto aumenta seu mundo e o faz sair do senso comum. Embeber-se em histórias é viver de forma ampla. Já é um bom projeto para 2021. Ler é esperança, sempre.

Leandro Karnal é historiador e escritor, autor de ‘O dilema do porco-espinho’, entre outros. Artigo publicado originalmente no jornal O Estado de S Paulo

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