ALMA DE GATO: Grupo comandado pelo irriquieto e sempre criativo professor, produtor, diretor e cantor Gilberto Nasser promete novos shows, sempre em ritmo de festa. Nasser, criador e cabeça sempre pensante por trás do sucesso do grupo, está vibrando com a chegada do seu aluno, Pedro Taques ao Governo do Estado. “Eu espero que ele inaugure uma era de caráter, de honestidade e de seriedade em Mato Grosso”, diz.

Gilberto Nasser, do Alma de Gato

Gilberto Nasser, do Alma de Gato

 

MÚSICA

Grupo comandado pelo irriquieto e sempre criativo professor, produtor, diretor e cantor Gilberto Nasser promete novos shows, sempre em ritmo de festa

2015, um ano com Alma de Gato

 

VANESSA MORENO

DIÁRIO DE CUIABÁ

O coral masculino de música popular já tem um lema para esse ano: “2015 não vai ser igual a 2014 mesmo, xô urucubaca, xô tristeza”. Isso porque o grupo, composto por seis integrantes, enfrentou algumas dificuldades no meio artístico no ano passado. Mas entre altos e baixos, o sucesso é cada vez maior.

“O grande problema é o entra e sai”, avalia Gilberto Nasser, produtor e diretor cênico do grupo. O grupo que já teve de cinco a doze integrantes hoje é composto por Gilberto Nasser, Jefferson Valle, Robson Leão, Kael Nasser, Matheus Felipe e Franco Júnior.

Alma de Gato não é um grupo coral comum. No repertório, podemos ouvir, por exemplo, “Beijinho no Ombro”, funk de Valesca Popuzuda, ou até mesmo “Homem Não Chora”, hit brega do cantor Pablo. Eles não cantam apenas – eles cantam, dançam, falam e interpretam durante a música, arrancando gargalhadas do público que costuma ser sempre numeroso, em suas apresentações em Cuiabá e fora daqui.

“2015 vai ser um ano muito bom”, afirma Gilberto. A ideia é voltar aos palcos com a apresentação do show “Festa”, de comemoração pelos dez anos do Alma de Gato. Um desejo do grupo, que sempre se apresentou em grandes teatros, é se apresentar no novo teatro Zulmira Canavarros, que leva o nome da avó de Gilberto Nasser e foi recentemente inaugurado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Outro passo é criar um novo repertório com músicas regionais e se necessário, fazer uma seleção para dois novos cantores que estejam dispostos a assumir o “compromisso do fio de bigode”.

O grupo surgiu em 2004 de uma vontade de inovar, em Cuiabá, com um grupo vocal masculino. Os coralistas pretendiam cantar um tipo de música mais leve, dançante e popular que se identificasse mais com o público. A união se deu ao acaso quando surgiu a primeira música e gostaram. No início era muito difícil marcar reuniões para os ensaios, por conta de motivos particulares, mas após aproximadamente um ano de muita persistência veio a primeira apresentação que aconteceu no Espaço Cultural Ângela Guedes, que ficava na Praça Popular. “Nessa apresentação nos surpreendemos com a reação do público, não esperávamos que o show fosse agradar tanto” relembra.

“Percebemos que o pessoal ria muito do nosso jeito e comecei a escrever os roteiros e passei a fazer a direção cênica. Aquilo estava causando um bom efeito e essa união do canto à capela  sem o acompanhamento de nenhum instrumento com a parte bem humorada do grupo foi a receita pra dar certo”, relata.

Logo o publico começou a aumentar, surgindo a necessidade de se apresentarem em teatros e fazer shows. O primeiro, intitulado ‘Fuá’, aconteceu no Sesc Arsenal e de lá pra cá foram mais de 20 shows criados e apresentados nos melhores teatros e em espaços alternativos como bares e até na vetusta sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Sim, o grupo também costuma pegar estrada, com uma agenda constante e um público fiel lá na Cidade Maravilhosa.

“O fenômeno Alma de Gato acabou entrando na agenda das pessoas de bom gosto. Hoje temos amigos, temos fãs e uma pagina no facebook”, conta Gilberto. Atualmente além dos shows, o grupo atua em comerciais, se apresenta em eventos de empresas como Buffet Leila Mallouf, Caixa Econômica Federal, City Lar, e Construtora São Benedito também em eventos particulares.

O grupo é totalmente independente, não tem patrocinadores e não conta com a ajuda de qualquer governo. A grande insatisfação é a falta de atenção e de espaço por parte das secretarias de cultura. Gilberto Nasser, paralelamente ao trabalho no Grupo Alma de Gato, é professor de Física no Instituto Federal de Mato Grosso – IFMT e o novo governador Pedro Taques já foi um de seus alunos. A esperança é que seu ex-aluno faça um bom governo no nosso Estado “Eu espero que ele inaugure uma era de caráter, de honestidade e de seriedade em Mato Grosso”, declara.

Leandro Carvalho, o novo secretário de Cultura do Estado também é muito admirado não só por Gilberto como por todos os integrantes do grupo que ficaram felizes com a nomeação. “Alegre é pouco. Nós demos pulos de alegria e se tivéssemos fogos de artificio nos soltaríamos com a nomeação do Leandro”, confessa.

No entanto, a Prefeitura de Cuiabá é algo que ainda deixa a desejar para os artistas. “Eu acho que o prefeito não tem essa vocação pra cuidar da cultura como deveria. Eu esperava muito mais do Mauro Mendes”, lamenta Gilberto que afirma nunca ter trabalhado com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. “Eu queria que o Beto desse mais uma olhada para o artista de teatro”, revela.

Gilberto Nasser anseia por uma nova fase na cultura mato-grossense e por um olhar mais atencioso à Cuiabá por parte dos novos gestores “Não adianta negar, desculpe os outros municípios, mas o sol da cultura de Mato Grosso tem um nome e se chama Cuiabá, nós temos um polo cultural do Estado”, defende.

 

 

 

 

 

 

 

 

Pequeno Perfil Cultural

Livro: O romance da malandragem, “Desde Que o Samba é Samba”, de Paulo Lins

Filme: Amadeus, assisti 26 vezes mais ou menos

Cantor: Ivan Lins e Guilherme Arantes

Cantor regional: Paulo Monarco

Peça de teatro: A partilha, de Miguel Falabela

Peça de teatro tegional: Segredos de Liquidificador, do grupo Ânima

Grupo de teatro regional: Grupo Ânima

Autor preferido: Carlos Heitor Cony, Alberto Camus e Eduardo Mahon

Referencia na carreira: Guilherme Arantes, Ivan Lins e Claude Debussy, compositor francês erudito

Hobby: cozinhar, arrumar gavetas e organizar arquivos de computador, sou um organizador compulsivo

Time: Fluminense apaixonado e Mixto, fundado por sua avó Zulmira Canavarros

Artista plástico: Lioniê Vitorio, tem cerca de dez quadros dele

Lugar que gosta de frequentar em Cuiabá: Nagoya, para karaokê junto com o grupo

O que Cuiabá tem de bom: Tudo, os cuiabanos

O que precisa mudar em Cuiabá: as calçadas e as fachadas pra dar espaço e, urgentemente, cuidar do patrimônio histórico

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