Alguns petistas ainda acreditam que os militantes e filiados decidem os rumos do seu partido. Não decidem. Só carregam bandeiras em dia de comício. Vejam o que aconteceu com candidatura de João da Costa, no Recife.

Recife: facada nas costas

Rudá Ricci

Alguns petistas ainda não conseguem engolir a nova fase (lulista) por que passa o seu partido. Mas hoje tivemos mais uma demonstração nítida de que aquele PT outsider não existe mais. Hoje foi o dia de Recife.   O prefeito de Recife, João da Costa informou que o candidato à sua sucessão será o senador Humberto Costa –nome que foi imposto pelo partido. A imposição do nome senador tem relação direta com a possível aliança entre o PT e o PSB em São Paulo. Para apoiar o ex-ministro da Educação Fernando Haddad na capital paulista, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, teria vetado a candidatura de João da Costa. O atual prefeito de Recife ganhou as prévias realizadas no dia 20 de maio.   Ganhou e não levou. Por ordem de Lula.   Alguns petistas ainda acreditam que os militantes e filiados decidem os rumos do seu partido. Não decidem. Só carregam bandeiras em dia de comício.

FONTE BRASIL 247

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PT barra atual prefeito e lança senador como candidato em Recife

Marina Novaes Direto de São Paulo PORTAL TERRA

A executiva nacional do PT barrou a pré-candidatura à reeleição do prefeito de Recife, João da Costa, e decidiu lançar o senador Humberto Costa como pré-candidato da legenda à sucessão municipal. A informação foi confirmada na noite desta terça-feira pelo próprio prefeito, que deixou a reunião, realizada na sede do partido em São Paulo, “indignado” com a decisão, que ele classificou como antidemocrática.

“Eu fui chamado antes da reunião começar pelo presidente do PT (Rui Falcão) e ele me comunicou que a decisão a ser tomada seria pela intervenção em Recife, e anunciou a homologação pela executiva da candidatura do Humberto. (…) Hoje, de certa forma, estamos todos nós tristes e indignados de saber que uma decisão tomada em um processo democrático de prévias foi cancelada”, disse o prefeito de Recife.

João da Costa afirmou ainda que irá avaliar com sua base de apoio se irá recorrer da decisão. Ele disse ainda não saber se irá apoiar, ou não, o pré-candidato petista.

“Eu não sei se ele quer meu apoio. Porque depois de um processo como esse, falaram tanto mal do prefeito, hoje mesmo lançaram um manifesto em que diz que eu fraudei, que fiz isso, fiz aquilo, sou centralizador… Então talvez nem precise do meu apoio, talvez até dê prejuízo se eu apoiar”, disse, em tom de ironia.

De acordo com João da Costa, o PT argumentou que ele não teria condições para se reeleger, já que tem alto índice de rejeição entre o eleitorado, o que ele nega. “São argumentos frágeis. (…) Todas as pesquisas realizadas nos últimos 10 dias, e eu tive acesso a três, mostram que eu cresci em todas elas, com 33% a 36% (das intenções de voto). Então é contraditório a avaliação do partido de que nós não teríamos condições de competitividade eleitoral”, declarou.

Tensão  O prefeito de Recife deixou a reunião por volta das 18h40, cerca de uma hora após o início da discussão entre a executiva. A direção do PT ainda não anunciou formalmente o lançamento da pré-candidatura de Humberto Costa, que continua reunido com a cúpula do PT na sede nacional do partido.

Embora a reunião tenha ocorrido com as portas fechadas, o clima era de visível tensão, e nenhum cacique petista quis falar à imprensa antes das conversas. Oficialmente, o PT diz que só irá se manifestar sobre o tema por meio de nota, que deve ser divulgada ainda hoje.

O coordenador da corrente majoritária da legenda, Franciso Rocha da Silva, da CNB (Construindo um Novo Brasil), negou que tenha havido intervenção da executiva nacional sobre o PT municipal de Recife e disse que a decisão foi “política”.

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