“Ataque de Mauro (e Antonio Rosa) a Faiad foi burrice”

Segundo Alfredo Menezes, "o Lúdio, com menos de 10% nas pesquisas, precisava de motivos para polarizar com o Mauro. (Com ação proposta por José Antonio Rosa contra Faiad), deram de graça um gancho para ele e, diz a campanha do Mauro, que vai continuar a briga jurídica em Brasília. Tenha a santa paciência."

A avaliação é do professor Alfredo Menezes que comenta o caso depois que o TRE já deu ganho de causa para a coligação do Lúdio. A critica teria sido melhor posicionada se feita antes mas o estilo bonachão de Alfredo Menezes não lhe permite correr muitos riscos. Ele prefere dar suas alfinetadas ao mesmo tempo que vai ficando bem com todo mundo. Entendo que, neste caso, Alfredo defende a campanha estilo marqueteiro, em que os adversários não se questionam nem se enfrentam. Na minha modesta avaliação, o questionamento lançado sobre Faiad foi aposta ousada da coligação do Mauro e que desestabilizou os primeiros movimentos da campanha do Mauro. Como um tiro de canhão no meio da infantaria, antes da infantaria arremeter. Seguiu-se a tese futebolística do Neném Prancha, segundo o qual a melhor defesa é o ataque. Não houvesse este questionamento, o avanço da tropa do Lúdio contra o Mauro teria sido imediato. O questionamento do Faiad ressultou numa patinação na campanha do PT-PMDB durante vários dias, chegando-se até a escalar Elarmin Miranda para entrar em campo em substituição a Faiad e gerando uma série de confrontos internos tanto no time do PT quanto no time do PMDB. Militantes do PT rejeitavam a substituição por Totó Parente e chegaram a sonhar com uma chapa pura.  Enfim, a sacada do Antonio Rosa embaraçou o planejamento do nucleo duro da campanha do PT-PR. Nesse vai-e-vem, o comando da campanha retardou o ataque contra o Mauro o que, agora, já é mais articulado com presença de ministros, video do Lula, reforço das equipes de rua, e convocação da “quinta coluna” comandada por Éder Moraes. Confira o que escreveu Alfredo da Mota Menezes, depois que o TRE já havia se posicionado. Faltou ao analista a coragem de se posicionar antes. (EC)

 

Alfredo da Mota Menezes, historiador e analista político em Cuiabá

Na campanha
por ALFREDO DA MOTA MENEZES

Mauro Mendes tinha quase 50% das intenções de votos quando sua campanha moveu uma ação jurídica contra o vice da chapa do Lúdio Cabral. Pode até ter fundamento jurídico, mas é de uma burrice política que dói.

O Lúdio, com menos de 10% nas pesquisas, precisava de motivos para polarizar com o Mauro. Deram de graça um gancho para ele e, diz a campanha do Mauro, que vai continuar a briga jurídica em Brasília. Tenha a santa paciência.

Quem liga para vice? O Jô Soares sempre pergunta se alguém se lembra de uma rua ou monumento com nome de vice. Aburrice vai continuar se polemizar com quem quer que seja. O ministro da Saúde esteve em Cuiabá em apoio à candidatura do Lúdio. Ao lado dele, numa entrevista, o ministro defendeu as OSSs. O Lúdio é 100% contra elas e nenhuma campanha explorou esse dado.

A campanha do Lúdio está estribada no alinhamento com o governo federal e estadual. Que, se eleito, Cuiabá receberia mais benefícios de Brasília e do Paiaguás.

Quer dizer que o governo federal vai ajudar mais somente onde tem prefeito do PT? Isso ocorre hoje? O governo federal não diz que não discrimina lugar nenhum?

O dinheiro para a saúde, como exemplo, é distribuído para cada município de acordo com regras claras e definidas. Quer dizer que, se eleito alguém do PT, as regras serão mudadas? Eu gostaria de ver um ministro do PT dizer aqui que vai mudar essas regras para Cuiabá se o Lúdio ganhar.

Quer dizer que o Silval Barbosa vai discriminar Cuiabá se for eleito outro e não o Lúdio? Cuiabá hoje estaria sendo discriminada por Brasília e o Paiaguás? As outras campanhas não usam os argumentos do Lúdio contra ele mesmo.

Guilherme Maluf defende a vinda do trem até Cuiabá. Argui que, se não vier, é porque falta representatividade política de MT em Brasília. Parece que faz campanha pensando numa candidatura a deputado federal. Seria essa força cuiabana lá.

As campanhas do Carlos Brito e do Guilherme estão voltadas para a cuiabania. Ninguém explora outro segmento cuiabano, maior do que o outro, que é o jovem que nasceu aqui e que não tem nada com as tradições mais antigas da cidade.

Gostam daqui, mas não gostam de cururu, siriri ou festa de São Benedito. Não se vê nada nas campanhas dirigidas a esse segmento, só aos mais velhos e tradicionais cuiabanos.

Se o procurador Mauro saísse candidato a vereador, ele ganharia e o PSOL teria quatro anos para se mostrar para o eleitorado. O PSOL aparece somente nas eleições. É pouco, deveria fazer da Câmara da capital uma caixa de ressonância para o estado inteiro.

Alguém como o procurador dentro da estranha Câmara de Cuiabá seria útil para a cidade. Randolfe Rodrigues, senador do PSOL, está fazendo um barulho danado em Brasília. O procurador Mauro poderia fazer o mesmo em Cuiabá e não somente em época de eleição.

ALFREDO DA MOTA MENEZES ESCREVE EM A GAZETA. E-MAIL: [email protected] SITE: WWW.ALFREDOMENEZES.COM

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