ALEXANDRE APRÁ: Lideranças políticas se movimentam, inclusive dentro do próprio PDT, para esvaziar candidatura de Pedro Taques a governador em 2014

Valtenir Pereira é uma das lideranças políticas que estariam abandonando o barco de Pedro Taques. Blairo Maggi, na moita, também trabalha pela candidatura do primo Eraí e as denúncias que se avolumam contra Mauro Mendes  passam a transformá-lo em "muy amigo" do pretenso candidato a governador pelo PDT

Valtenir Pereira é uma das lideranças políticas que estariam abandonando o barco de Pedro Taques. Blairo Maggi, na moita, também trabalha pela candidatura do primo Eraí e as denúncias que se avolumam contra Mauro Mendes passam a transformá-lo em “muy amigo” do pretenso candidato a governador pelo PDT

Por eleições de 2014, lideranças já trabalham em “Operação Isola Taques”

Após Eraí deixar PDT, Valtenir oficializa saída do PSB; grupo de senador começa a se esfacelar

ALEXANDRE APRÁ
ISSOÉ NOTICIA

Com perfil de difícil trato político, senador Pedro Taques começa a ter candidatura “fritada” por liderenças de seu próprio grupo Diversas lideranças políticas trabalham, nos bastidores e sem alarde, para isolar o senador Pedro Taques (PDT), pretenso candidato de oposição ao governo do Estado. Por conta do difícil relacionamento político do parlamentar pedetista, até membros de sua sigla já trabalham para fritar sua candidatura.

O primeiro a deixar o barco é o megaempresário Eraí Maggi, que deixou as fileiras do PDT e está de malas prontas para se filiar ao PMDB, mesmo partido do governador Silval Barbosa (PMDB). Essa articulação para tirar Eraí da legenda, segundo informações de bastidores, partiu do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, Luiz Antônio Pagot (PTB).

Conforme revelou o jornalista Romilson Dourado, do RD News, uma reunião ocorrida na semana passada entre o senador Blairo Maggi (PR)o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilson Sachetti (PDT) e o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Piveta (PDT) deu início oficialmente às articulações para emplacar Eraí Maggi como candidato representante do agronegócio na sucessão de Silval Barbosa (PMDB).

Como se pode ver, até mesmo lideranças do PDT, como Pivetta e Sachetti já trabalham para fritar Taques. As expectativas é que a saída de Eraí da sigla pedetista, além de enfraquecer Taques, também provoque o esvaziamento da legenda, principalmente na região norte do Estado, considerada base forte do eleitorado ligado ao agronegócio.

O próximo a “pular” do grupo de Taques é o deputado federal Valtenir Pereira, presidente da Executiva Regional do PSB. Após divergências com o não menos truculento prefeito Mauro Mendes (PSB), Valtenir está decidido a migrar para o PROS, sigla que está em fase de criação.

Não diferente do PDT, no PSB, a saída de Valtenir também deve causar um violento impacto na sigla. O parlamentar, que conquistou 101 mil votos em 2010, deve arrastar para o Pros cerca de 10 prefeitos e mais de 50 vereadores em todo o Estado. Devem permanecer como liderança da legenda socialista Luciane Bezerra e Mauro Mendes

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VEJA O QUE ROMILSON DOURADO PUBLICOU SOBRE ESVAZIAMENTO DA CANDIDATURA DE PEDRO TAQUES

 

 

Do PDT, Sachetti e Pivetta se unem a Maggi e querem Eraí ao Governo

Romilson Dourado – RD NEWS

 

Foto: Arthur Monteiro

Foto: Arthur Monteiro -- Pedro Taques, pré-candidato ao Governo, começa a ficar isolado no próprio PDTPedro Taques, pré-candidato ao Governo, começa a ficar isolado no próprio PDT

Companheiros da cúpula regional do próprio PDT levaram Pedro Taques ao forno e já começaram a fritá-lo. O ambiente escolhido para fechar o combinado foi o tradicional restaurante Okada, no CPA, em Cuiabá. Ali, há cerca de 12 dias, se reuniram os pedetistas Otaviano Pivetta e Adilton Sachetti e o senador Blairo Maggi (PR). Avaliaram que os segmentos do agronegócio deveriam se unir em busca de alternativa de poder em Mato Grosso e que essa via não poderia ser Taques.

O trio “costurou”, então, entendimento para jogar na fogueira o nome do primo de Blairo, Eraí Maggi, que não estava presente, mas sabia das articulações.

Na retaguarda estava também o prefeito rondonopolitano Percival Muniz (PPS). Todos se dizem aliados do pedetista, mas, nos bastidores, buscam isolá-lo. Querem entrar em outro barco rumo ao Palácio Paiaguás.

A primeira ação seria a saída de Eraí da legenda pedetista. E assim o “rei da soja” procedeu. Este Blog apurou que, na ótica do grupo, Taques ficará sozinho porque é um parlamentar de difícil relacionamento político, representa oposição ao governo Dilma Rousseff e não ajuda o agronegócio. Embora estejam em partidos e até grupos diferentes, Pivetta, Maggi, Eraí, Percival e Sachetti têm interesses em comum. São do agronegócio e pelo setor são capazes de, no jogo político, matar ou morrer abraçados.

Nos bastidores, eles comentam que precisam se unir para eleger um governador que esteja sintonizado com o Palácio do Planalto com vistas a buscar resolver questões que travam o desenvolvimento, principalmente de infraestrutura. Como entendem que Taques não tem esse perfil, passaram a criar ambiente para Eraí Maggi encarar candidatura ao governo estadual. Aos poucos, assim que consolidá-lo, vão abandonar Taques, fazer o chamado corpo mole ou até atravessar a campanha eleitoral em posição de “neutralidade”.

Num combinado com os pedetistas Pivetta e Sachetti e também apoiado por Percival, Maggi tratou de colocar Eraí frente a frente com a presidente Dilma durante visita da petista a Rondonópolis, no último dia 19. A conversa rápida não foi suficiente e Eraí seguiu no avião presidencial para Brasília. Se empolgou com o incentivado recebido da presidente. Ele avalia cinco opções de filiação: PTB, PSB, PSD, PMDB e PR.

Até o prefeito cuiabano Mauro Mendes ofereceu abrigo a Eraí no PSB, embora entenda que essa cooptação será difícil de conseguir por causa da conjuntura nacional, já que o PSB se firma como oposição e com Eduardo Campos como provável candidato à Presidência. Eraí tem 12 dias para decidir o novo partido. Sua entrada no páreo, sob empurrão dos segmentos do agronegócio, mexeu com o tabuleiro político e, Taques que vislumbrava caminho livre rumo ao Paiaguás, começa a ficar cabreiro, tanto dentro do PDT, porque muitos já não defendem-no como antes, como com o surgimento de possíveis concorrentes de peso, como Eraí e o juiz federal Julier Sebastião da Silva, que ainda segue de “namoro” com o PT e PMDB.

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ARTICULAÇÃO |

Pivetta confirma reunião, mas nega ação para “fritar” Taques

Patrícia Sanches – RD NEWS

 

 

 -- Prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta

O prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT) confirmou ter participado de reunião com o senador Blairo Maggi (PR) e o ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti (PDT), no restaurante Okada, no CPA, mas garante que não está fritando o correligionário, senador Pedro Taques – pré-candidato ao governo nas eleições do ano que vem. “Não tenho intenção de articular pró-Eraí Maggi (ex-PDT), sem chance, sem tentação. Política se faz com lealdade. Se for para perder ou para ganhar, vou trabalhar para construir a candidatura do senador Pedro Taques”, asseverou em entrevista ao RDNews. Ele reforça ainda que o posicionamento é o mesmo de Adilton Sachetti, que também participou do encontro.

As afirmações acontecem após o RDNews revelar a realização do encontro há 12 dias na Capital. Na oportunidade, se reuniram na peixaria Pivetta, Sachetti, o senador Blairo Maggi (PR) e o presidente do Luverdense, ex-suplente de deputado Helmute Lawisch. Nos bastidores, a informação é que os segmentos do agronegócio avaliaram que deveriam se unir em busca de alternativa de poder em Mato Grosso e que essa via não poderia ser Taques. Neste caso, o “escolhido” seria o rei da soja, Eraí Maggi – que surgiu no cenário nos últimos dias para o governo, tendo recebido convites para se filiar ao PTB, PR e/ou PMDB. O empresário, inclusive, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff (PT).

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“Se for para perder ou para ganhar, vou trabalhar para
construir a candidatura do senador Pedro Taques”
Pivetta
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O prefeito de Lucas do Rio Verde, entretanto, nega articular contra Taques, mas confirma que trataram de política. Ele detalha que o senador Maggi aproveitou o encontro com os aliados de longa data para reforçar que não vai ser candidato ao governo e que o republicano vê o nome de Taques ao Palácio Paiaguás com simpatia, embora hajam “ressalvas”. Pivetta, entretanto, não quis detalhar quais seriam esses detalhes negativos. “Não cabe a mim falar em nome de Maggi”, pontua.

Eles fizeram ainda, segundo Pivetta, uma análise geral sobre o cenário atual, ponderando sobre várias lideranças. Neste contexto, o pedetista argumenta que é difícil falar de Mato Grosso sem citar Eraí. “Afinal, Eraí tem se posicionado da maneira dele. Não quero elogiar ou criticar. Não sei se ele saiu do PDT, mas, para mim, já saiu há 2 anos”, diz o prefeito de Lucas do Rio Verde, numa referência a ausência do rei da soja nas articulações do partido. Logo depois, Pivetta emendou reforçando que é leal a Taques.

Em 2010, Taques e Pivetta caminharam juntos na campanha vitoriosa do senador. O prefeito, entretanto, disputou o posto de vice-governador de Mauro Mendes (PSB), ambos foram derrotados pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e pelo vice Chico Daltro (PSD). No ano passado, Pivetta e Mauro foram eleitos prefeitos de Lucas do Rio Verde e de Cuiabá, respectivamente

 

FONTE RD NEWS

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - IP 177.193.143.70 - Responder

    Se não ocorrer financiamento público de campanha, os megaempresários continuarão elegendo quem eles querem! Assim, o Brasil continua nas mãos de empreiteiras, banqueiros e do agronegócio!
    Tem que ter financiamento público, pois assim nivela. Todo mundo larga na mesma posição no grid.

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