Inquérito que investiga Maggi parado há 15 meses

Mauro Viveiros, corregedor geral, Paulo Prado, procurador geral de Justiça e o ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR-MT)

Mauro Viveiros, corregedor geral, Paulo Prado, procurador geral de Justiça e o ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR-MT)

O atual procurador de Justiça chama-se Paulo Prado, que voltou mais uma vez ao cargo, depois que a função fora exercida por Marcelo Ferra por dois mandatos. O corregedor geral de Justiça é o procurador Mauro Viveiros, reeleito. Eles é que tem que responder, diante da população, pela demora no inquérito que investiga a possibilidade de denunciar Blairo Maggi por possivel envolvimento no chamado Escândalo dos Maquinários, que, apesar de proposto pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, onde pontificam promotores como Célio Fúrio, Mauro Zaque e Roberto Turin, não consegue avançar nos meandros de um Ministério Público de Mato Grosso que, curiosamente,  luta tanto, na atual conjuntura, para manter o seu direito de investigar. As denúncias do empresário Pérsio Briante, que adotou a delação premiada, serviram de base para todas as denúncias já formuladas, até aqui, pelo MPE. Confira o que publica, sobre este caso, o Issoé Notícias. (EC)


Inquérito que investiga Blairo Maggi está parado há 15 meses no MPE
Procurador Syger Tutiya não finaliza nem comenta investigação contra ex-governador

ALEXANDRE APRÁ
ISSOÉ NOTICIA

Quinze meses depois de o Conselho Superior do Ministério Público Estadual (MPE) decidir prosseguir o inquérito civil para investigar a participação do ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR) no chamado “Escândalo dos Maquinários”, o procurador Syger Tutiya, que assumiu o comando das investigações, até agora, não anunciou se vai propor ou não ação civil pública contra o republicano.

O inquérito que investigava Maggi era conduzido, inicialmente, pelo procurador Hélio Fredolino Faust, coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do MPE. Entretanto, em seu entendimento, não havia indícios de participação de Maggi no escândalo que, segundo o próprio Ministério Público, desviou mais de R$ 44 milhões em compras de maquinários pesados superfaturados.

No entanto, o Conselho Superior do MP decidiu prosseguir com o inquérito. A decisão pelo prosseguimento foi tomada durante do Conselho, no dia seis de fevereiro do ano passado.

Segundo a assessoria do MP, o procurador Syger Tutiya não dá entrevistas e nem aceitou repassar as informações sobre o rumo das investigações.

Enquanto isso, os ex-secretários de Infraestrutura e Administração, Vilceu Marchetti e Geraldo De Vito, respectivamente, já respondem à ação civil pública proposta pelos promotores do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público do MPE. Eles já tiveram, inclusive, os bens bloqueados por decisão do juiz Luis Aparecido Bertolucci, titular da Vara Especializada da Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá.

A continuação da investigação de Maggi foi aprovada por sete votos contra quatro que votaram pelo arquivamento. Votaram favoráveis à continuação das investigações os procuradores Siger Tutiya, Edmilson da Costa Pereira, Luiz Eduardo Jacob, José de Medeiros, Vivaldino Ferreira de Oliveira e Mauro Viveiros.

Votaram pelo arquivamento do inquéritos o promotor Marcelo Ferra (ex-procurador-geral de Justiça) e os procuradores Paulo Prado, Mauro Delfino César e a procuradora Eliana Maranhão.

O promotor Marcelo Ferra, que ocupava o cargo de procurador-geral à época, justificou seu voto alegando que dar seguimento ao inquérito civil não era necessário, uma vez que as investigações do procurador Hélio Faust não apontaram participação alguma de Maggi no desvio de verbas.

No entanto, o corregedor do MP, procurador Mauro Viveiros, discordou. Durante seu voto, ele afirmou que Maggi foi o idealizador do Programa “MT 100% Equipado” e, por isso, acompanhou o processo e pediu por celeridade na aquisição das máquinas e caminhões.

Isso, segundo ele, poderia ter motivado os ex-secretários de Administração e Infraestrutura, Geraldo De Vitto e Vilceu Marchetti, respectivamente, a “pular etapas”.

“Na pressão”

Nos bastidores, à época da decisão, comentava-se que havia uma manobra para “livrar” Maggi das investigações. Os procuradores que votaram pelo arquivamento, considerados “aliados” do ex-governador, tentaram, de todas as formas, arquivar o inquérito.

5 Comentários

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  1. - IP 189.59.69.195 - Responder

    Sai do “armaggio” Tutiya !!!!!!!!!!1

  2. - IP 189.59.37.110 - Responder

    Em MT o crime compensa.E como compensa.Enquanto isso o MP,dorme em berços esplendidos.Sem confrontos com o poder!

  3. - IP 189.59.36.150 - Responder

    Isso porque o Viveiros diz que é HONESTÍSSIMO!!!!!! Tá bom…

  4. - IP 189.31.57.126 - Responder

    O mp esta investigando vc sabe quem. Se ficar anunciando o que esta fazendo, a investigação não dá em nada. Eu acredito no mp nesse caso, pois quem investiga foi um dos que impediu o arquivamento. Se há corrente no mp a favor do maggi, se estivesse no lugar de quem investiga, não seria o caso de fazer isso de modo discreto, sem antecipar publicamente o q vai fazer? Acorda pessoal.

    • - IP 189.59.69.195 - Responder

      Pelo menos eu cheguei de ver o Marcelo Ferra em eventos políticos junto com Blairo Máqquinas….

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