ADRIANA VANDONI, A CONDENADA – Ataque injusto e ilícito da então blogueira contra mim, Enock Cavalcanti, lhe valeu condenação em primeira instância, determinada pela juíza Patrícia Ceni, depois que ela recusou acordo que lhe propus em audiência. Mas o que decidirá a Turma Recursal?

Juiza Patrícia Ceni condena Adriana Vandoni a indenizar Enock Cavalcanti by Enock Cavalcanti on Scribd

Enock Cavalcanti processa Adriana Vandoni acusando-a de calúnia by Enock Cavalcanti on Scribd

Adriana Vandoni

Adriana Vandoni

 

 

 

 

Algumas pessoas me pararam, neste início de semana, para comentar os 4 mil reais de indenização por danos nomes que a economista e ex-blogueira Adriana Vandoni, pode ter que me  pagar pelos assaques que fez à minha honra em seu blogue já falecido. “Vais beber muito chope”, me sugeriu um gaiato, como se eu devesse comemorar. Não, eu não bebo chope. Devido aos achaques da idade e do diabetes, me limito, atualmente, a beber água de copo. Sem uisque. Água de coco, simplesmente. Além do mais, por que haveria eu de comemorar? Os dados ainda estão rolando.
Vejam que nessa fase inicial, na audiência de conciliação que sempre dá início a este tipo de demanda judicial, sentei-me diante da Adriana, que era a processada e, nos autos, é chamada de “demandada”, “requerida” e outros achados do juridiquês e propus um acordo: ela simplesmente escreveria um artigo dizendo que mentira, que não tinha razão nenhum para dizer que eu fora funcionário fantasma no gabinete da professora Serys, no Senado Federal – e eu abriria mão de qualquer coisa mais. Iria pra casa, envelhecer em paz.

Não houve acordo. Ela achava que ficava mal reconhecer a prática do crime de calúnia, sendo ela figura de destaque do governo de Zé Pedro Taques. Algo assim. E em sua ousada contradita à minha argumentaçaõ inicial chegou a dizer que eu agia de má fé.

Cáspite!, ela me imputa uma acusação dessas, de que eu teria surrupiado dinheiro público, ganhando sem trabalhar, sem apresentar qualquer pretensa prova daquilo que afirmava – e eu é que uso de má fé?! Se são deste naipe as figuras de destaque do governo do Zé Pedro, que governo, né?

Está lá na sentença homologada pela juiza Patrícia Ceni: “Cumpre informar que imputar a alguém fato definido como crime, tipifica como infração de calúnia, disciplinado junto ao artigo 138 do Código Penal. (…) Em casos como o presente, a parte reclamante logrou êxito em comprovar o ato ilícito praticado pela reclamada, existindo, destarte, configuração de ilícito, o que torna evidente o elemento culpa.”

Bem, a juiza Patrícia Ceni afastou também a acusação de ma fé, reconheceu o dano moral pela prática do crime de calúnia mas não determinou à Adriana a publicação da retratação.

Adriana já anuncia que haverá um recurso. Aguardemos, portanto, qual será o posicionamento da Turma Recursal, mais adiante. Pode haver, ainda, um esforço maior de procrastinação e a tentativa de se levar o caso até os tribunais superiores, se a Turma Recursal vier a confirmar o que decidiu a juiza Patricia Ceni.

Sigo, portanto, envelhecendo e confiando na Justiça. Bebendo água de coco, sempre que posso, para tentar desintoxicar o corpo, já que o ambiente em derredor segue muito carregado. (EC)

 

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Vejam aqui que a condenação da sra. Adriana repercutiu nos espaços informativos dedicados às práticas do jornalismo em nosso País:

Chefe de gabinete no MT é condenada a indenizar jornalista por danos morais

Da Redação Portal IMPRENSA
O 2º Juizado Especial Cível de Cuiabá condenou a economista Adriana Vandon, chefe do Gabinete de Transparência e Combate a Corrupção do governador Pedro Taques (PSDB), a indenizar o jornalista e advogado Enock Cavalcanti em R$ 4 mil por danos morais. Ainda cabe recurso da decisão.
Segundo o site FolhaMax, Adriana foi processada por uma suposta calúnia publicada contra Cavalcanti em seu blog, Prosa & Política, que atualmente está desativado. A quantia deve ser corrigida com base no Índice Nacional do Preço do Consumidor (INPC) e acrescido de juros.
Antes da publicação do texto, o jornalista havia questionado em seu blog a decisão do então senador Pedro Taques, na época filiado ao PDT, de empregar em seu gabinete Ariane Mendonça, filha do empresário Fernando Mendonça, um dos maiores doadores financeiros de sua campanha eleitoral e investigado pela Operação Ararath da Polícia Federal.
Depois da crítica, Adriana, que militava no PDT, questionou Cavalcanti e o acusou de ter sido funcionário-fantasma no gabinete da ex-senadora Serys Slhessarenko (PRB). “Nada foi feito às escondidas ou de fachada. Diferente do jornalista Enock Cavalcanti, que foi durante anos funcionário fantasma do gabinete da então senadora petista Serys, a Ariane bate ponto no Senado. Trabalha todo dia”, escreveu.
Em sua decisão, a juíza Patrícia Ceni destacou que imputar a alguém fato definido como crime configura em infração de calúnia. O jornalista comprovou, por meio de documentos, que prestou serviços ao Senado e nunca atuou como funcionário fantasma.
“Resta evidente a ocorrência de dano moral, ante os transtornos e dissabores causados a parte reclamante em razão das afirmações não comprovadas e alegadas pela reclamada, sendo desnecessária, nestes casos, a comprovação específica do prejuízo, pois o dano se extrai da verificação da conduta”, afirmou.

2 Comentários

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  1. - IP 201.53.134.177 - Responder

    Totalmente injusta essa condenacao.Enock foi uma farsa ,que nos fez durante um certo tempo,acreditar nas suas boas intencoes de denunciar e desmascarar as negociatas dos politicos,petistas ou nao.Porem,contudo,todavia revelou ser apenas mais um dos provaveis blogs chapas-branca, a mamar nas tetas generosas do governo petista, sendo que , essa distribuicao era comandada pelo crapula do Franklin Martins.

  2. - IP 177.65.156.170 - Responder

    Parabéns Enock, Justiça foi feita.

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