ADEMAR ADAMS, em poema, discute as ameaças de apequenar o Supremo Tribunal Federal

 

À pequena Calu
POR ADEMAR ADAMS

 

 

 

Apequenar este supremo?

Sai pra lá dona Calu!

Um tribunal tão pequeno,

Do porte de um gabiru.

Que solta bandido a rodo,

Que permitiu o engodo

Do golpe parlamentar.

Agora essa conversa,

Essa trola tão perversa,

Do supremo apequenar…

II

Como apequenar o supremo?

Este sodalício anão,

Que a Cunha deu o permício,

De armar a encenação,

Pra tirar uma presidente,

Que todos sabem, inocente!

E eleita pela nação.

E deixar nadar de braçada,

Toda essa corja safada,

Chefiada por um ladrão.

III

Este supremo miúdo,

Que deixa vender o Brasil,

Pré-sal, energia, tudo,

E ao povo canga e canzil.

Os tubarões festejando,

Os políticos roubando

A CLT destroçada.

A volta do pelourinho,

E o supremo caladinho,

Pro povo não vale nada.

IV

Não rima com excelência,

Essa tal excrescência,

Do auxilio moradia….

Concedido por liminar,

Como podem justificar?

Monstruosa patifaria!

É isso que os apequena,

Todos morando em mansões,

Desfilando nos carrões,

O povo sofrendo a pena.

V

E vejam como é o destino,

Do metalúrgico atacado,

Numa hora de desatino,

Deu-lhe o capelo afamado.

Tirou-a da insignificância,

Jogou na mais alta instância,

E veja o que já aprontou,

Com uma atitude malsã,

Foi quem salvou o Renan,

E o golpe consolidou.

VI

Querem prender o barbudo…

Prova definitiva não há!

Mas não prenderam, contudo,

Aécim, Sarney e Jucá…

E o Barata e o Dantas,

Cujas provas são tantas,

Libertados por Gilmá…

Por isso preste atenção,

Chega de dar bafão,

Dona Calu, sai pra lá!

——–

Cuiabá, fevereiro de 2018

 

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - IP 189.59.39.208 - Responder

    Infelizmente devo concordar com este comunista desinformado e abduzido pelo lulismo!

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