PREFEITURA SANEAMENTO

ACABOU-SE O FORO PRIVILEGIADO: José Riva, que sempre pontificou como o político mais processado por corrupção em Mato Grosso mas conseguia sempre se manter em liberdade, voltou a ser preso pelo Gaeco na tarde deste sábado, em sua mansão, no Santa Rosa. Ordem de prisão foi dada pela juiza Selma Arruda, da Vara Especializada em Combate ao Crime Organizado. LEIA INTEIRO TEOR DA DENÚNCIA QUE LEVOU RIVA PARA A PRISÃO

MP denuncia Riva por peculato e formação de quadrilha e pede a sua prisão by Enock Cavalcanti

E agora, José Riva? A festa acabou...

E agora, José Riva? A festa acabou…

A modorrenta tarde deste sábado chuvoso, 21 de fevereiro de 2015,  em Cuiabá, deixou de ser modorrenta, de repente.

É que a notícia da prisão do ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva (PSD) caiu sobre a capital de Mato Grosso como se o viaduto da Sefaz tivesse desabado  sobre a cidade. Parece que o que está desabando, finalmente, é o esquema de corrupção que teria atuado dentro do Legislativo estadual nos últimos 15 anos, desde que Riva, beneficiado pelo apoio de políticos como Dante de Oliveira e Antero Paes de Barros, do PSDB, ascendeu ao poder naquela Casa de Leis.

De acordo com o que informa a Polícia Civil, o político mais processado por corrupção em Mato Grosso, que deixou de ser deputado estadual no dia 31 de janeiro de 2015, perdendo assim o seu foro privilegiado (só podia ser preso com autorização da Assembleia Legislativa e outros que tais)  foi preso na tarde deste sábado (22), em sua mansão no bairro Santa Rosa, em Cuiabá, e ainda não se sabe direito para onde será levado. Se fosse um negro denunciado por envolvimento com tráfico ou com pequenos assaltos nas periferias, o destino natural seria o antigo Presidio Estadual do Carumbé. Como se trata do homem que, até bem pouco tempo, dava as cartas em todas as esferas de poder deste Estado, e também na nossa valorosa imprensa, as decisões se confundem um pouco. Há que ter calma, por que as tropas de advogados já devem ter sido acionados para o socorro ao grande homem.

A prisão foi comandada por agentes a serviço do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que reúne autoridades do Ministério Público Estadual, da Policia Civil e da Polícia Militar, por conta das investigações da operação Edição Extra, deflagrada no final de 2014 pela Polícia Civil em Mato Grosso. A Operação Edição Extra investiga esquema de desvio de dinheiro público através de licitações fraudulentas, envolvendo grandes gráficas de Mato Grosso e também as estruturas de comunicação do Governo do Estado, na administração do governador Silval Barbosa (PMDB) e da Assembleia Legislativa.

 

Juiza Selma Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado, atendeu a pedido do MP e  determinou a prisão de Riva

Juiza Selma Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado, atendeu a pedido do MP e determinou a prisão de Riva

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Janaína não entende a prisão do pai, enxerga perseguição e assegura fé na Justiça

Da Reportagem Local – Ronaldo Pacheco/Olhar Direto

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Janaína Riva não entendeu os motivos da prisão do pai

Janaína Riva não entendeu os motivos da prisão do pai

Remanescente da família na vida pública, a deputada estadual Janaína Riva (PSD) afirmou estar surpresa com a prisão do ex-deputado José Geraldo Riva (PSD), seu pai, ocorrida no início da tarde deste sábado (22). “Eu não entendi nada. Nem sei por qual motivo isso [a prisão] a aconteceu”, afirmou a Janaína, que está na residência da família, no bairro Santa Rosa, considerada área nobre de Cuiabá.

Janaína disse que está cuidando de sua avó, dona Maria Piovani, 78 anos, mãe do seu pai. “Ela está nervosa. Em estado de choque”, lamentou a neta, para a reportagem do Olhar Direto, na porta da residência da família Riva.

“Sem dúvida é perseguição, porque meu pai não representa risco nenhum à sociedade. Ele possui residência fixa e não apresenta perigo de fuga ou possa atrapalhar as investigações”, argumentou Janaína.

Sendo filha do ex-presidente por seis vezes do Poder Legislativo de Mato Grosso, ao iniciar seu primeiro mandato, Janaina Riva percebeu que estaria  obrigada a marcar posição, por ter a responsabilidade de carregar o sobrenome e espólio político de seu pai. Por isso, tratou de questionar a postura do Ministério Público em relação às investigações sobre o José Geraldo e sua própria prestação de contas de campanha.

Ouça  bom conselho

Pouco antes da filha tomar posse como deputada estadual, única mulher entre os 24 na 18ª legislatura, em fins de janeiro, José Riva aconselhou publicamente a filha a não o defender, para não ser perseguida pelo Ministério Público. Ele explicou apenas que sempre tratou de investir os recursos para o bom funcionamento do Poder Legislativo.

“O Ministério Público precisa passar a entender que a Assembleia não é só esse prédio, o Edifício Dante Martins de Oliveira. A Assembleia é o Estado. São 24 deputados percorrendo diuturnamente o Estado. Isso demanda gastos, deslocamento, estrutura, mobilização. Enfim, a Assembleia não pode ser vista como esse prédio, a Assembleia é o Estado”, explicou Riva, em sua última entrevista coletiva, antes de deixar o comando do Poder Legisaltivo – seu quinto mandato se encerrou em 31 de janeiro de 2015.

27 Comentários

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  1. - IP 186.213.231.126 - Responder

    Foi preso o grande aliado dos petistas em Mato Grosso, aquele que teve o genro eleito presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, com o apoio e o voto do PT.

    Riva é aquele que pertence a um partido que sempre foi aliado do governo federal dos petralhas e petstas.

    Riva é também aquele que foi aliado dos peiistas nos governos Blario Maggi e Silval.

  2. - IP 189.99.130.233 - Responder

    Não foi preso antes por relaxamento da PGJ-MT, pois motivos nunca faltaram. Faltou ação e vontade de Paulo Prado. Agora, sem foro priviligiado, não depende mais do chefe do MP para pedido de prisão.
    Ainda bem …

    • - IP 89.155.39.229 - Responder

      Eram parceiros Ademar. O Riva apoiava, aprovava, votava, todos os projetos de lei que o Paulo Prado apresentava, mesmo que inconstitucionais, imorais, ilegais. A moeda de troca qual era? A impunidade, claro! Uma mão lava a outra! Foi assim que o Ministério Público conseguiu os penduraquilhos que engordam seus salários.

    • - IP 200.163.63.229 - Responder

      Que bobagem, hein meu amigo? Está esquecendo que José Riva tinha imunidade processual e não poderia ser preso preventivamente por causa do foro por prerrogativa? Está esquecendo que ano passado nem o STF conseguiu mantê-lo preso, pois foi só o Dias Toffoli ficar sabendo que ele era deputado revogou a prisão? Vai estudar, amigo. Aliás, vai lá no TJ e verifica quem assinou a maior quantidade de denúncias contra Riva, antes de falar esse calhamaço de bobagens.

  3. - IP 189.31.3.19 - Responder

    Tadinho do Riva. Chutar cachorro morto é fácil. Rei posto, rei morto. Eu quero ver pegarem o Blairo, aquele dos maquinários.

  4. - IP 191.33.162.251 - Responder

    A história do dep. Riva é de longe não dá Enoque para julgar,condenar e sentenciar. E preciso lembrar que todos estiveram ao lado deles. Não negue o PT nesse grupo se realmente você e um jornalista sério. Não acuse quem não está aqui em vida para se defender. Dante sempre será o grande estadista deste Estado. Fico indignada com esse radicalismo quem não consegue olhar nk espelho e ver os próprios equívocos. A deixo de ler as suas matérias hoje….podre envolver o Dante.

  5. - IP 200.101.25.147 - Responder

    Pois é , agora que é somente um “zé ruela” tá mais fácil prender. O triste é que nossa tradição manda que seja feito um grande espetáculo , depois vem os habeas corpus; relaxamento , liminares e logo ele vai estar dizendo: “Estou tranquilo em relação às acusações” ; ou ainda aquela clássica que ele gosta muito : “Eu confio na justiça”.

  6. - IP 216.223.27.30 - Responder

    Esse tal de Ademar é brincadeira, fala um monte de bobagens, sem conhecimento e sem noção. O Foro do RIVA era o TJ e se você buscar informações vera que ele responde a inúmeras ações criminais subscritas pelo Dr. Paulo Prado, o porquê até agora ele não foi condenado deve ser perguntado ao Judiciário. Se vc tem algo contra o Dr. Paulo resolva logo, mas não seja tão tendencioso. Só pra vc saber, o Gaeco trabalha afinado com o Dr Paulo Prado e há muito tempo vinha monitorando essa quadrilha, basta vc lê a denúncia e parar de falar pelos cotovelos. Digo mais, outras ainda virão. DEIXA DE SER RANZINZA ADEMAR!

  7. - IP 177.7.119.196 - Responder

    Riva foi aliado de Dante, Antero, Rogério Salles e Wilson Santos. Foi dos quadros do PSDB.

    • - IP 186.213.231.126 - Responder

      É verdade, todos esses aí foram aliados do Riva, mas o PT, dos petralhas e petistas tmbém se aliaram a ele, e com gosto, tanto que o ajudaram com apoio e voto para eleger o genro dele, João Emanoel, para presidente da Câmara Municipal.

      O PT aliou-se ao Riva também nos governos Silval, Blairo, e Dilma.

    • - IP 177.132.243.216 - Responder

      Verdade… Muito bem lembrado…

  8. - IP 177.144.192.147 - Responder

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  9. - IP 179.225.137.141 - Responder

    Há muito tempo o STF decidiu que o mandato de parlamentar em curso , não acoberta crime de mandato anterior.
    Assim, não dependia de licença da Assembleia o processamento de ações penais.
    Por que o PGJ não fez valer essa jurisprudência para conseguir a condenação do Riva nas ações penais ?
    O coleguinha aí cima é que precisa estudar e deixar de bajular o Gordo.

  10. - IP 189.10.10.161 - Responder

    Esse Ademar Adans é um brincalhão. Se faz de desentendido. Olha cara desencana, você não sabe fazer outra coisa, então criticar o Dr. Paulo Prado? Você devia saber que o papel do MP é apurar os fatos e fazer a denúncia. Se vc fizer uma pesquisa no site do TJ verá que o Dr. Paulo fez uma dezena de denúncias em face do RIVA as quais caminham a passos de tartaruga. Se alguém está prevaricando não é o Dr. Paulo, mas o TJ. Porque vc não critica o TJ? Tem medinho é? Saiba mais uma vez que o PGJ sempre atuou forte para que o RIVA fosse punido. Me lembro de uma decisão do TJ há uns seis anos atrás suspendendo todas as ações do RIVA e o Dr. Paulo foi pessoalmente no STJ e conseguiu anular essa decisão, dando prosseguimento as ações. Vc também desconhece qualquer regra acerca de imunidade parlamentar, não sabe das dificuldades de se prender um político com mandato, diante de uma série de leis que o protege, principalmente se tratando do RIVA que sempre teve a AL e o Governo em suas mãos. Não sou bajulador de ninguém, apenas conheço a realidade dos fatos. Já vc ou age com ma fé ou é um ignorante total. Existe uma máxima que diz: existem dois grupos de pessoas que odeiam o Ministério Público, são as pessoas voltadas aos ilícitos e os ignorantes. Aqueles por que são autuados pelo MP sabem muito bem por que criticam e os ignorantes, deixa pra lá, não sabem o que dizem. Ademar, afinal:’a qual desses grupos vc pertence? Mesmo assim, um bom dia.

    • - IP 179.253.6.231 - Responder

      José, concordo com tudo o que disse. Especificamente sobre a “máxima” dos que odeiam o MP, quero lhe dizer que também existe outro grupo, e que possui muitos adeptos: os recém formados que almejam um cargo de Defensor Público justamente porque, durante a academia, perceberam o estrelismo e a arrogância de membros do MP, e por verem diversas barbaridades e injustiças cometidas pela sanha acusatória e elitista desses membros. Esse comentário não tem nada a ver com o fato RIVA, mas sim com a contaminação dessa importante instituição.

  11. - IP 191.8.207.178 - Responder

    Os coxinhas sempre tentam envolver a gang PT nos assuntos locais…
    Ocorre que em MT nunca houve PT…nasceu morto…
    E foi morto no momento em que o jayme ladrao chefe da quadrilha infiltrou seus capachos nessa gang…
    Politicos eleitos pelo PT em MT rezam na cartilha do Dem…
    Aqueles que se meteram a ser petistas foram perseguidos e alguns sofreram atentados…lembram…?
    Os vagabundos que usam a militancia petista para se elegerem, como por exemplo o tal brunetto sao petistas de mentirinha que cagam de medo do ratinho chefe da AL…outros como alexandre cesar foram parar no bolso da mafia a muito tempo…
    O HAMSTER ALICIOU A TODOS QUE ENTRARAM NA AL COM MANDATO OU SUPLENCIA!

    PAREM DE ACHAR QUE ENGANAM A TODOS SEUS MALANDROS!

  12. - IP 179.216.213.56 - Responder

    José da Silva: nos ilumine com seu vasto conhecimento e explique como o MPE não viu NENHUMA das supostas falcatruas que a PF/MPF DESCOBRIRAM SOZINHOS com a Ararath, que teriam “supostamente” ocorrido nos últimos 12 (doze) anos?!? Pegar as provas levantadas pelo MPF para ingressar com ações em nível estadual é bem fácil, quero ver ter o peito e de coletar as provas! Aliás, para quem tem memória, em 2002 ocorreu a mesmíssima coisa na operação Arca de Noé e os cheques da AL: a Policia Federal descobriu os cheques da AL – que o MPE nunca nem imaginou que existissem – e que serviram de prova aos famosos “mais de 100 processo do Riva”. Para resumir: se não fosse pela PF/MPF ninguém saberia de nada! #dormecomessebarulho

  13. - IP 189.59.69.195 - Responder

    José da Silva (sabe lá quem seja…), deve ser um bajulador do Paulo Prado ou até um pseudônimo dele mesmo. De tanto tempo no comando do MP, o referido procurador já se assemelha ao Riva, tanto em distribuir benesses aos pares, quanto a ficar ao lado dos governadores de plantão.
    Jamais podem me acusar de odiar o MP-MT, pois durante muitos anos tenho acompanhado de perto a luta de tanto promotores e procuradores dignos. Jamais ataques a instituição. Como dirigente da Ong Moral estive inúmeras vezes nesta casa para colaborar com as investigações. Logo, não adianta querer me indispor com o MP-MT, porque lá muito conhecem a minha luta.
    Mas continuo afirmando: Se Riva não foi preso antes foi por leniência da PGJ-MT, que após a gestão do procurador Luiz Eduardo Jacob, que começou em abril de 2003, teve uma ação muito tímida contra as falcatruas na Assembleia de MT.

  14. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Agora, é obrigação moral dos petistas darem apoio moral ao Riva que que há muito tempo é aliado deles.

  15. - IP 216.223.27.52 - Responder

    Artur, não é muito difícil responder suas indagações. Acho que você está muito desinformado quanto aos fatos da operação Ararath. Em primeiro lugar, cabe esclarecer que essa operação tem por objeto a repressão a crimes financeiros, como lavagem de dinheiro. Se você não sabe, esse crime é de competência da justiça federal, portanto, o MPE não pode investigá-lo. Cabe ainda informá-lo que essa investigação, ao contrário do que vc afirma, não foi iniciada pela PF/MPF, mas pelo ministério público estadual, nos idos de 2007, onde a mesma era dirigida pelo Gaeco, tendo à frente o Promotor Dr Joelson. Como com o aprofundamento das investigações, constatou-se a ocorrência de crimes financeiros, o mesmo declinou de suas atribuições e encaminhou ao MPF. Digo mais, lá no MPF essa investigação ficou parada, isso mesmo, parada por três anos, esquecida numa gaveta, até que o Procurador Mauro Lúcio Avelar percebeu o erro e determinou a instauração e apuração. Portanto, não foi bem o MPF que descobriu, apenas tardiamente ele deu prosseguimento à uma investigação do MPE. Quanto a prova colhida pelo MPF usada pelo MPE na ação do RIVA, isso é um fato corriqueiro no meio jurídico, chama-se compartilhamento da prova. Tanto o MPE usa do MPF, quanto este usa do MPE. Só pra você ter uma ideia, as provas mais contundentes colhidas até agora na Ararath São os depoimentos do Eder Moraes, as quais estão sendo usadas na Ararath. Sabe onde essas provas foram colhidas? No MPE, pois todos os vídeos divulgados recentemente na imprensa, inclusive o de ontem no fantástico, foram depoimentos colhidos por promotores estaduais. Se você tiver dúvidas do que acabo de postar, de-se ao trabalho de pesquisar que aqui mesmo no site do Enoque encontrará as respostas do que falo. Sabe qual é o problema de pessoas como vc é o ADEMAR? É que não tem conhecimento do que falam, não tem compromisso com a verdade, falam pelos cotovelos. Procurem se informar melhor e parem de postar comentários e assuntos que não conhecem.

  16. - IP 216.223.27.59 - Responder

    Artur, para vc não me atacar em vão e achar que sou tão desinformado quanto vc, vou reproduzir matéria publicada aqui no site e no olhar direto, que confirmam o que falei.. Vê se tem a humildade de pedir desculpas pelas asneiras faladas, ok segue a matéria.

    “Olhar Direto” lança nova luz sobre atuação do MPF e do MP na chamada “Operação Ararath” – e sugere que investigações sobre esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária, que já estariam se articulando em torno da factoring de Junior Mendonça, começaram em 2007, por iniciativa do Gaeco. Nas revelação de Flávia Borges, o MPF e o então procurador Mário Lúcio Avelar não aparecem em seus melhores momentos. Falar nele, por onde anda Mário Lúcio Avelar, depois que foi a pique (*) sua candidatura a governador de Tocantins?
    Por Enock Cavalcanti em Justiça dos homens – 21/01/2015 20:11
    MPF “engavetou” Ararath por três anos no auge do esquema que movimentou R$ 500 mi ilegalmente

    Da Redação – Flávia Borges
    Foto: Olhar Direto

    MPF “engavetou” Ararath por três anos no auge do esquema que movimentou R$ 500 mi ilegalmente

    As investigações que culminaram na Operação Ararath, cuja primeira fase foi deflagrada em novembro de 2013, tiveram início em 2007, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Documentos obtidos pelo Olhar Jurídico revelam que as investigações, desde que foram repassadas para o Ministério Público Federal, ficaram praticamente três anos estagnadas. Se a investigação tivesse prosseguido, a maior parte dos crimes investigados poderia ter sido evitada. Estima-se que R$ 500 milhões foram movimentados ilegalmente pelo esquema.No documento, o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel fala do procedimento instaurado para averiguar a existência de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro, tendo como principal investigado Gércio Marcelino Mendonça Júnior, sócio da empresa Globo Fomento.Conforme o documento emitido pelo promotor, foram efetuadas diligências constatando pessoas físicas e jurídicas que mantinham relacionamento particular e comercial com Júnior Mendonça, além de declarações da ex-esposa dele, Karina Nogueira.O procedimento foi encaminhado ao procurador da República Mário Lúcio Avelar, “para as providências necessárias, haja vista terem sido constatadas irregularidades nas operações financeiras praticadas pelo investigado”.Em 28 de novembro de 2008, um ano após o envio do procedimento, o procurador Mário Lúcio Avelar emitiu o despacho 6693/2008. Ele informa que após análise no sistema Arp, foi constatado a existência de Procedimento Administrativo sigiloso no cartório procedimental.“Assim determino que protocole o expediente e encaminhe-se ao cartório procedimental para análise da conexão com o procedimento administrativo supramencionado”, diz o procurador em seu despacho.
    Somente no dia 30 de agosto de 2010 a delegada da Polícia Federal Heloísa Alves de Albuquerque instaurou inquérito policial visando apurar os fatos narrados pelo Gaeco que “anunciam que a empresa Globo Fomento Mercantil vem atuando como instituição financeira sem autorização para tal e auxiliando criminosos no branqueamento de capitais advindos de atividade ilícita”. A delegada encaminhou em 1º de setembro de 2010 o ofício 6277/2010 à procuradora da República Ludmila Bortoleto Monteiro comunicando a instauração do inquérito policial.

    Em 12 de novembro de 2013, 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região foram cumpridos para coletar provas materiais e dar continuidade nas investigações de um esquema de lavagem de dinheiro e agiotagem.

    Operação Ararath

    A Operação Ararath investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro – cuja estimativa de movimentação ultrapassa R$ 500 milhões – para o ‘financiamento’ de interesses políticos no Estado. Uma lista apreendida pela PF aponta que pelo menos 70 empresas utilizaram ‘recursos’ oriundos de esquemas fraudulentos de empréstimos.

    A primeira dase da operação foi deflagrada no dia 12 de novembro de 2013, quando a Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão para coletar provas materiais e dar continuidade as investigações de um suposto esquema de lavagem de dinheiro e agiotagem. Entre os locais “batidos” pela PF estavam a cobertura de luxo de Júnior Mendonça, principal nome das investigações, no condomínio Maison Paris, em Cuiabá, e postos de combustíveis da rede Amazônia Petróleo, da qual ele é sócio.

    Mendonça era sócio proprietário da factoring “Globo Fomento Mercantil”, empresa que, segundo a PF, foi usada como fachada para negócios de agiotagem e lavagem de dinheiro. Todas as transações financeiras supostamente ilegais eram movimentadas através de contas da factoring e da rede Amazônia Petróleo.

  17. - IP 179.216.213.56 - Responder

    José da Silva, se o MPF tivesse engavetado alguma coisa, nem eu nem você teríamos a presente matéria para estar comentando!

    Me responda de onde vem as provas das recém descobertas ação cíveis públicas do mpe e de todas as mais de 100 ações contra o riva. Se não forem de órgãos federais me desculpo na hora!!!

  18. - IP 179.216.213.56 - Responder

    Detalhe José da Silva: acho que li um comentário seu anterior afirmando que é concurseiro, caso realmente seja, sabe que antes de todo crime de lavagem de dinheiro tem um crime precedente. Esses crimes precedentes que seu amado mpe não viu nem rastro!

  19. - IP 179.216.213.56 - Responder

    Ou será que tão lavando dinheiro limpo?

  20. - IP 177.116.169.156 - Responder

    Artur, não vou ficar discutindo contigo pois é perda de tempo, você jamais irá se convencer de algo. Apenas para finalizar o debate, já que vc sem argumento partiu para a apelação e a calúnia, insinuando que os membros do MP levariam dinheiro para não investigar os criminosos aqui mencionados. Vou te esclarecer que mais uma vez está equivocado, pois quando vc diz que os crimes financeiros são precedidos de outros e que o mpe não os viu, prova que é um ignorante jurídico. Ora, se o mpe iniciou a investigação é porque realmente existiam outros crimes, necessariamente da competência da justiça estadual. Com as investigações descobriu-se também os crimes financeiros da competência da justiça federal. Como se tratavam de crimes conexos, foram todos atraídos pela justiça federal que passa a ser competente em todos. Foi por esse motivo que o mpe enviou a investigação para o MPF. Talvez vc não queira enxergar tudo isso porque deve ter algum interesse ou é um daqueles advogados frustrados ou defensor de bandido que só olha o MP como adversário. Passe bem.

  21. - IP 177.116.169.156 - Responder

    Artur, tinha esquecido. O MPF engavetou sim a investigação por três anos. Pois ela foi enviada pelo mpe em 2007 e somente teve andamento em 2010. Não acredito que isso foi proposital. Acho que foi um descuido, cumulado com excesso de serviço. Mas que ficou parada por três anos, ficou. Basta pesquisar e ver o movimento da investigação.
    Vc deveria aplaudir a investigação do Gaeco neste caso das gráficas, monitoramento e fotografias dos larápios há no a do caixa e na entrega dos valores. Trabalho de alto nível. Leia a denúncia e veja que primor de trabalho. Orgulha esse Estado.

  22. - IP 179.216.213.56 - Responder

    Jamais acusei membro algum do MPE de ter recebido nada para engavetar qualquer coisa que seja, pode ler todos os meus comentários, acredito que 99% dos membros desta instituição, como das demais sejam compostas de pessoas sérias. O que disse e repito é que o MPE, nesta gestão continuada continuada deste atual grupo que já dura mais de uma década, simplesmente ficou inerte perante as acusações que pairam contra o executivo e legislativo, caso as mesmas se provem verdadeira. Afinal todas ocorreram na última década e o parquet estadual não descobriu nenhuma na época dos fatos, estou falando alguma mentira? Quanto aos famosos vídeos do éder na sede do mpe, todos foram feitos após a deflagração da operação ararath no final de 2013, pode pesquisar aí. Também cansei dessa retórica com você, se acha que o mpe apurou tudo no momento correto, sucesso na sua vida! Abs

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