(65) 99638-6107

CUIABÁ

A sociedade contra o crime

Investigado por homicídios e ocultação de corpos de duas mulheres, homem é condenado a 35 anos de prisão

Publicados

A sociedade contra o crime


Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Um homem investigado há dois anos pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP) pela morte e ocultação dos cadáveres de duas mulheres passou pelo Tribunal do Júri em Cuiabá e foi condenado pelos crimes a mais de 35 anos de reclusão, somando as duas penas recebidas.

Pelo primeiro crime, o réu, Adilson Pinto da Fonseca, 50 anos, foi condenado a 17 anos e 11 meses de prisão. O Tribunal do Júri foi presidido pela juíza Mônica Catarina Perri. No segundo julgamento, realizado nesta sexta-feira, o réu foi condenado a 17 anos e três meses de reclusão.

Ele foi indiciado pela Polícia Civil em 2019 pelas mortes e ocultação dos cadáveres da namorada e da ex-mulher dele, ambas ocorridas em 2013. Ele enterrou os corpos no terreno de sua casa, no bairro Nova Conquista, na Capital. Durante as investigações, Adilson foi preso em flagrante por ocultação de cadáver.

As duas vítimas desapareceram em julho e dezembro de 2013. Os restos mortais foram localizados no quintal da casa do réu, após diversas buscas e escavações realizadas seis anos depois.

A investigação dos crimes, tratados até então como desaparecimentos, foi conduzida pelo delegado Fausto Freitas, que na época coordenava o Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP. Mesmo diante das poucas informações angariadas até então e o espaço temporal dos desaparecimentos, os policiais persistiram em esclarecer o que havia acontecido com as vítimas, em resposta aos familiares.

Leia Também:  Polícia Civil prende traficante com mais de 50 porções de drogas prontas para venda

A primeira vítima, Talissa de Oliveira Ormond, de 22 anos, namorada do suspeito, teve a comunicação do desaparecimento registrada em julho de 2013. A segunda vítima, Benildes Batista de Almeida, 39 anos, desapareceu em dezembro do mesmo ano. Ela foi casada com o réu, contudo, já não vivia mais com ele e morava fora do Brasil.

Desaparecimentos

A mãe de Talissa informou à Polícia Civil que ela saiu para trabalhar em uma empresa de telefonia e não deu mais notícias. Na empresa, a chefe da moça disse à mãe que naquele dia ela trabalhou o dia todo e quando saiu, havia um rapaz moreno em uma motocicleta à espera dela. Mas ninguém a viu sair com ele. No dia seguinte, a vítima teria ligado na empresa pedindo socorro. Depois não houve mais contato.

A segunda vítima,  Benildes, desapareceu em 17 de dezembro de 2013. Ela morava na cidade de Asturia, na Espanha, e tinha vindo ao Brasil onde passou cinco meses com a família. A filha dela entrou em contato com a Polícia Federal, que não identificou a saída de Benildes do Brasil.

Os inquéritos, com mais de dois volumes de informações colhidas ao longo dos anos da investigação, direcionavam para o suspeito.

Buscas pelos restos mortais

Em maio de 2019, a DHPP realizou buscas na residência do réu, após autorização judicial. Com apoio de uma equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Corpo de Bombeiros, da concessionária Águas Cuiabá e um professor de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso, foram realizadas escavações no quintal da casa.

Leia Também:  Polícia Civil localiza desaparecido que há mais de cinco anos não dava notícias para a família no Piauí

O réu foi levado pelos policiais até o local das buscas e após a primeira ossada ser localizada, ele acabou confessando as duas mortes e disse onde teria enterrado a segunda vítima.

“A partir do momento que localizamos a primeira ossada, que seria da Talissa, o suspeito demonstrou vontade de colaborar com as investigações. A princípio, não tínhamos informações de que o corpo da Benildes também tivesse ocultado nesse local, mas ele deu localização exata e através disso conseguimos achar os restos mortais dela”, declarou o delegado Fausto.

Restos mortais da segunda mulher desaparecida foram encontrados na manhã do dia 14 de maio. Os ossos estavam a três metros de profundidade, no mesmo local onde foi localizada a outra ossada, todos enterrados na calçada da casa de Adilson, no bairro Nova Conquista.

O delicado trabalho de retirada dos ossos foi realizado pelas equipes da Politec, que removeu osso por osso dos buracos escavados, a fim de preservar o material para os exames periciais, que depois confirmaram a identidade das duas vítimas.

Quanto à motivação, o homem alegou que cometeu os crimes por ciúmes, depois de discussões ocasionais com as vítimas.
 

Fonte: PJC MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

A sociedade contra o crime

Réu pela morte da ex-convivente tem prisão cumprida pela Polícia Civil

Publicados

em


Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Um homem de 53 anos, réu pelo feminicídio da ex-convivente, ocorrido em 2018 na cidade de Castanheira, noroeste do estado, foi preso nesta segunda-feira (18.10) pela Polícia Civil, em Nova Lacerda. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela equipe do delegado Ricardo Marques Sarto.

O réu foi preso em sua residência, localizada no centro da cidade, e estava aguardando o julgamento em prisão domiciliar.
Contudo, a decisão foi revogada e um novo mandado foi expedido pela 3a Vara Criminal da Comarca de Juína, onde tramita o processo do feminicídio. Agora, ele aguardará o júri em regime fechado.

A vítima, Rosana Borges das Neves, 31 anos, foi morta pelo réu que invadiu a residência de familiares dela, em Castanheira, e a atingiu com vários disparos de arma de fogo. Conforme o registro da ocorrência, a vítima ainda gritou por socorro e tentou fugir do autor do crime, mas foi atingida pelas costas.

Após os trâmites legais de formalização do mandado de prisão na Delegacia de Comodoro, o preso foi encaminhado à unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Leia Também:  Mais integrante de facção criminosa alvo da operação fechamento é preso em Barra do Garças

Fonte: PJC MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA