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A MEMÓRIA É QUE FAZ A HISTÓRIA: Mídia errou, nós erramos. Delcídio do Amaral não é o primeiro, é o nono senador da República preso no exercício do mandato. Um décimo foi preso quando ainda não fora eleito suplente de Luis Carlos Prestes, mas mereceu citadão nas “Memórias do Cárcere”, de Graciliano Ramos

Delcídio, preso, e Riu Barbosa, que fugiu para não ser preso

Delcídio, preso, e Riu Barbosa, que fugiu para não ser preso

Delcídio não é o primeiro senador preso no exercício do mandato

Do blog da  Hildegard Angel

 

Não procede a informação de que Delcídio do Amaral é o primeiro senador da República preso no exercício do seu mandato em toda a história republicana.

Delcídio só não é o décimo senador brasileiro a ser aprisionado porque o senador Rui Barbosa fugiu do risco de ver o sol quadrado, indo dar aulas de inglês a brasileiros na Inglaterra, quando soube que o presidente Floriano Peixoto estava prestes a encarcerá-lo, como fez com mais quatro senadores: Amaro Cavalcanti, João Soares Neiva, João de Almeida Barreto e Eduardo Wandenkolk.

Na mesma linha, o presidente Prudente de Morais decretou a prisão de dois senadores, e por crime mais sério do que o imputado a Delcídio. João Cordeiro e Pinheiro Machado pretendiam assassinar o presidente do Brasil, com a cumplicidade do vice presidente Manuel Vitorino, por sua vez, presidente do Senado, de acordo com a Constituição vigente. Presos os três.

Pra quem me acompanha, até aqui são sete senadores presos. Somados ao senador Lauro Sodré, mandado prender pelo presidente Rodrigues Alves por levantar a Escola Militar contra a vacina obrigatória, chegamos ao senador número 8. Mas só Delcídio, o nono, foi preso pelo Supremo, com a anuência de sua casa , o Senado. Isso sim é totalmente inédito na história da Republica.

Com os agradecimentos à pesquisadora Maria Lucia Horta Ludolf de Mello, servidora aposentada da Casa de Rui Barbosa.

presidentes do brasil

 

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 E VEJAM QUE HILDEGARD ANGEL AINDA ESQUECEU UM QUE PODE ENTRAR NA LISTA:

Como esquecer de Abel Chermont?

http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=5300&id_coluna=2

 

“Trecho do pronunciamento do senador Inácio Arruda:

Abel de Abreu Chermont foi eleito suplente de Prestes nas eleições complementares realizadas em 19 de janeiro de 1947. Advogado e jornalista, nasceu em Belém, em 21 de junho de 1887. Participou do levante militar no Pará em 1916, que depôs o governador Enéas Martins para ascensão do governador Lauro Sodré em 1917. Foi deputado federal de 1918 a 1920, pelo Partido Republicano Federal, prefeito de Belém, em 1921, deputado federal de 1933 a 1934, pelo Partido Liberal Paraense, e senador pela União Popular do Pará de 1935 a 1936. Fundou o Grupo Parlamentar Pró-Liberdades Populares que enfrentou os integralistas.

Foi ele, como advogado, quem impetrou, no dia 2 de março de 1936, habeas-corpus em favor de Harry Berger, militante alemão enviado ao Brasil pela Internacional Comunista, que fora preso em dezembro do ano anterior e torturado até a loucura. Dezenove dias depois, o próprio Abel Chermont foi preso, episódio que é referido por Graciliano Ramos nas suas Memórias do Cárcere, onde narra que ele foi ‘arrancado violentamente de casa, entrado em luta física desigual, levado a braços como um fardo resistente, metido no cárcere e aguentado sevícias, por se haver oposto, no Senado, aos desmandos selvagens da ditadura policial reinante’ “.

 

Ou seja, Chermont foi preso anos antes de se consagrar como suplente do senador Luis Carlos Prestes, que passou à história como O Cavaleiro da Esperança

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Primeiro preso

Deu no Uol, na seção Curiosidades, que a prisão de Delcídio do Amaral (PT) não foi o primeiro caso de um senador a ser preso em pleno exercício do mandato. “Na década de 1960, o fogo cruzado, literalmente, entre os parlamentares causou a primeira prisão de um senador da república, mais especificamente de dois congressistas”, escreveu o colunista Dennys Marcel, que narra episódio envolvendo os senadores Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello) e Silvestre Péricles, ambos representantes do estado de Alagoas.

 

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Primeiro senador a ser preso assassinou parlamentar dentro do Plenário do Congresso

O caso, que ocorreu em dezembro de 1963, causou a morte do senador José Kairala, após ser baleado no abdome. O tiro foi disparado pelo também senador Arnon de Mello, que queria matar o colega de bancada Silvestre Péricles

O Senado Federal já foi palco de um assassinato, em 1963
O Senado Federal já foi palco de um assassinato, em 1963 – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A prisão do parlamentar Delcídio do Amaral (PT) não foi o primeiro caso de um senador a ser preso em pleno exercício do mandato. Se os atuais escândalos de corrupção deixam qualquer produtor de ‘House of Cards’ com inveja, as disputas no passado dentro do Congresso Nacional também não eram das mais tranquilas. Na década de 1960, o fogo cruzado, literalmente, entre os parlamentares causou a primeira prisão de um senador da república, mais especificamente de dois congressistas.

A fatalidade, que ocorreu durante uma sessão no Senado Federal em dezembro de 1963, foi o final de uma longa disputa política e pessoal entre dois dos principais membros daquela Legislatura. Se os responsáveis pela briga não se feriram, um inocente acabou sendo morto dentro do Plenário do Congresso. A antiga rixa envolvia os senadores Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello) e Silvestre Péricles, ambos representantes do estado de Alagoas.

A confusão generalizada começou muito antes do assassinato do inocente senador José Kairala, do Acre, que acabou baleado durante a tentativa de evitar um tiroteio entre ambos, dentro do Congresso. A rixa entre Péricles e Arnon existia desde a época em que eram lideranças regionais de Alagoas e se estendeu por anos, mas o auge da disputa foi quando o senador Péricles ameaçou durante um discurso matar seu rival. Para se defender, o pai do atual senador Collor passou a usar uma ‘Smith Wesson 38’ em sua cintura. O enredo para a tragédia estava escrito.

No dia 4 de dezembro de 1963, Péricles chamou o seu rival de “crápula” durante um discurso e partiu para cima dele com uma arma. Numa cena ao melhor estilo filme de velho-oeste, ambos os parlamentares sacaram seus revolveres e o tiroteio começou. Na tentativa de evitar uma tragédia, os senadores Kairala e João Agripino (tio do atual senador José Agripino, do DEM) se engalfinharam no chão com Péricles para lhe tirar a arma das mãos. Neste momento, Arnon disparou duas vezes contra o rival e acabou atingindo acidentalmente em Kairala. Baleado no abdome, o parlamentar foi levado em estado grave ao Hospital Distrital de Brasília, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu depois de quatro horas.

Após a tragédia, os senadores responsáveis pelo tiroteio foram presos em flagrante e assim como na atual Constituição, a Carta Magna da época também previa que a prisão de parlamentares fosse submetida ao voto de seus pares para ser aprovada ou não. Sob pressão popular, o Senado aprovou por 44 votos a favor e 4 contra a prisão em flagrante de Silvestre Péricles e Arnon de Mello. Após um curto período de tempo no cárcere, ambos ganharam a liberdade. Cinco meses após o assassinato, o Tribunal do Júri de Brasília julgou o caso e inocentou os dois parlamentares. Numa curiosa matéria divulgada naquela época pela imprensa do Distrito Federal foi citado que durante o período em que Silvestre Péricles esteve preso, ele não se separava de “seu 38, cano longo de cabo madrepérola”, causando constrangimento aos guardas que faziam a segurança do presídio.

Fonte Ecoviagem

1 Comentário

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    tinha que ser do PT o primeiro Senador a ser preso, durante o exercício do mandato, devido a acusações de atuar para atrapalhar as investigações da Justiça.

    O PT é maior.

    Ninguém ganha do PT.

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