PREFEITURA SANEAMENTO

Deputado Wagner Ramos (PR), da turma do Blairo, é acusado de embolsar salário de sua ex-assessora Sandra Regina Piovesan. Com holerite de R$ 2,8 mil, Sandra diz que era obrigada a repassar R$ 1,8 mil para o deputado. Em 2013, Wagner Ramos teria se apropriado do 13º salário da assessora. Wagner nega tudo.

O deputado Wagner Ramos (agachado, à direita, na foto), que compõe o PR - partido liderado em Mato Grosso por Blairo Maggi e Wellington Fagundes -, é um dos deputados que tem respaldado e elogiado a atuação do deputado José Geraldo Riva (PSD) dentro da Assembleia de Mato Grosso. Sempre alheio às denúncias do MP contra Riva, Wagner agora tem seus próprios problemas para enfrentar.

O deputado Wagner Ramos (agachado, à direita, na foto), que compõe o PR – partido liderado em Mato Grosso por Blairo Maggi e Wellington Fagundes -, é um dos deputados que tem respaldado e elogiado a atuação do deputado José Geraldo Riva (PSD) dentro da Assembleia de Mato Grosso. Sempre alheio às denúncias do MP contra Riva, Wagner agora tem seus próprios problemas para enfrentar.

 

 

“Wagner Ramos tomava parte do meu salário”, acusa ex-servidora da AL

Acusação contra deputado Wagner Ramos é formal e corre na Justiça do Trabalho

 

O deputado estadual Wagner Ramos (PR) está respondendo na Justiça do Trabalho a acusação de ter exigido de uma servidora, nomeada por ele para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a devolução de parte do salário que ela recebia por seu trabalho. Sandra Regina Piovesan decidiu contar tudo depois de ter sido ameaçada pelo primo do deputado, o também assessor Valdeny Ramos, conhecido como “Nego”. Na ação que tramita no Judiciário, a ex-servidora diz que seu salário era de R$ 2 mil e 851 reais, porém ela fica com R$ 1 mil e devolvia R$ 1 mil e 800 reais para Wagner Ramos. O dinheiro era depositado na conta da esposa de um assessor do deputado. Além disso, Sandra conta que em abril do ano passado Wagner Ramos começou a exigir de cada um dos servidores de seu gabinete a importância de 100 reais para o pagamento de uma dívida contraída por ele. Agora, na Justiça do Trabalho, Sandra tenta receber tudo o que teve que devolver ao deputado. Ela também quer os direitos trabalhistas que não recebeu e indenizações. Na Justiça a ex-servidora cobra um total de R$ 221 mil 510 reais e 57 centavos.

A DEMISSÃO – Sandra Regina relata que com o passar do tempo desenvolveu quadro de depressão, quando então o próprio deputado Wagner Ramos teria pedido que ela se afastasse. A promessa do deputado era de que ela não seria demitida. “Porém, nada foi cumprido”, afirma Sandra na ação judicial. Sandra Regina foi demitida em janeiro de 2013, quando então contou a um amigo que iria procurar a Justiça. Em seguida, explica a ex-servidora, o próprio deputado Wagner Ramos a readmitiu na Assembleia, mas agora com um salário de 929 reais. Apesar de ter sido recontratada, Sandra conta que o clima no trabalho ficou ruim, tendo inclusive sido humilhada na frente de outras pessoas. No dia 14 de maio deste ano ela foi chamada pelo deputado ao gabinete. Wagner Ramos teria dito que queria mantê-la como servidora, mas que não queria mais que ela comparecesse ao seu gabinete. Orientada a ir para casa, no dia 24 de maio, ao procurar informações no gabinete de Wagner Ramos, Sandra foi então informada que havia sido exonerada.

Ex-servidora teria sido ameaçada por primo de Ramos

O caso teve repercussão na esfera criminal. Na Delegacia de Polícia Especializada na Defesa da Mulher, em Cuiabá, foi registrado o Boletim de Ocorrência 2013.164706. À Polícia, Sandra contou ter sido ameaçada por Valdeny Ramos, conhecido como “Nego”, que é primo do deputado Wagner Ramos (PR). De acordo com o documento da Polícia Civil, no dia 21 de junho deste ano, às 16h, Nego foi até a residência de Sandra Regina, no Jardim Imperial, em Cuiabá, e a pressionou. Segundo a vítima, o primo do deputado prometeu que arrumaria “algumas pessoas” para conseguir o que queria. “O objetivo era fazer com que eu desistisse do processo”, afirmou Sandra em depoimento aos policiais.

As provas: Ela guardou comprovantes dos depósitos

Inconformada com a obrigação de ter que devolver parte de seu salário ao deputado, Sandra Regina conta ter guardado todos os comprovantes dos depósitos que fez. O dinheiro era depositado na conta da esposa de outro assessor de Wagner Ramos (PR). Além dos comprovantes de depósito, Sandra entregou à Justiça cópia dos extratos de sua conta como comprovação da devolução de parte do salário que recebia. Ela também entregou cópias de outros documentos para comprovar sua história como atos de nomeação, ato de exoneração, cópia do Boletim de Ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher e comprovantes de Imposto de Renda e de tempo de contribuição.

13º SALÁRIO – Em 2012, segundo Sandra Regina, o deputado Wagner Ramos ainda ficou com o seu 13º salário integral. Os R$ 2 mil e 800 reais que ela recebeu da Assembleia foram exigidos pelo deputado. Nossa reportagem tentou, por celular, contato com o deputado, mas em todas as tentativas a chamada foi encaminhada para a caixa postal.

FONTE DIÁRIO DA SERRA

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Deputado é acusado embolsar salário de ex-assessora; ele nega

Jacques Gosch
RD NEWS

O deputado estadual licenciado Wagner Ramos (PR) está respondendo na Justiça do Trabalho por, supostamente, se apropriar de parte do salário da ex-servidora da Assembleia Sandra Regina Piovesan, que era lotada no gabinete do republicano. Na ação, ela relata que recebia R$ 2,8 mil mensais, mas era obrigada a repassar R$ 1,8 mil para o parlamentar e ficava com apenas R$ 1 mil. As informações são do jornal Diário da Serra, de Tangará da Serra, onde o acusado tem base eleitoral.

Conforme a denúncia, o dinheiro era depositado na conta da esposa de outro assessor do deputado. Na Justiça Trabalhista, Sandra tenta reaver os valores que devolveu ao deputado e os direitos trabalhistas que alega não ter recebido, totalizando R$ 221, 5 mil. Além da devolução dos valores, a ex-servidora ainda alega que Wagner exigia dos funcionários do gabinete um “pedágio” de R$ 100 mensais. O dinheiro seria usado para pagamento de dívidas de campanha.

Ao Diário da Serra, Sandra relatou que resolveu denunciar o esquema após ter sofrido ameaças do assessor Valdeny Ramos, conhecido como Nego. O denunciado é primo do deputado e teria ido até a residência da ex-servidora, no Jardim Imperial, em Cuiabá, para pressioná-la a desistir da ação judicial. A suposta ameaça foi registrada na Delegacia da Mulher.

Sandra, que foi demitida em janeiro de 2013, acabou recontratada ao ameaçar ingressar com ação judicial. Ela conta que passou a sofrer assédio moral por parte do deputado até ser exonerada no último dia 24 de maio.

Para comprovar a apropriação de parte do salário, Sandra guardou os comprovantes de cada depósito de R$ 1,8 mil. Além dos comprovantes, ela entregou à Justiça cópia dos extratos da conta e outros documentos como atos de nomeação, ato de exoneração, cópia do Boletim de Ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher e comprovantes de Imposto de Renda e de tempo de contribuição. Em 2012, segundo a ex-servidora, Wagner se apropriou do 13º salário integral.

Outro lado

Ao RDNews, Wagner confirmou que Sandra trabalhou em seu gabinete. O parlamentar, entretanto, garante que nunca se apropriou ou exigiu parte do salário da ex-servidora. Além disso, afirma que foi surpreendido pela ação trabalhista e que seus advogados já estão tomando as providências cabíveis. “Nunca me apropriei do salário de ninguém. Falo isso com toda sinceridade”, concluiu.
FONTE RD NEWS

7 Comentários

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  1. - IP 189.59.49.96 - Responder

    Que vergonha!!!!! já ganham salários + vebas de gabinete e se sujam por tão pouco! Lamentável ver a esperteza das pessoas.

  2. - IP 189.11.200.144 - Responder

    Cade o mp e a ONG moral. … Há já sabemos Ademar esta omprometido com o trt. .. Fica quieto ademar

  3. - IP 189.59.53.224 - Responder

    É tudo verdade,pois senão fosse,uma pessoa humilde não viria a público denunciar. É só ver o que era depositado na conta e se os saques eram em espécie, de valores constantes,e entregues para a mesma pessoa.SIGAM O CAMINHO DO DINHEIRO!

  4. - IP 177.193.190.136 - Responder

    Este esquema de corrupção acontece com grande maioria dos parlamentares.

  5. - IP 177.193.164.168 - Responder

    se o que o sr gilmar diz é verdade, deve-se fazer uma auditoria nos salários de todos os servidores de todos os gabinetes para constatar e punir toda esta patifaria

  6. - IP 177.203.40.133 - Responder

    Todos em nosso pais relacionados a politica são pessoas corrompíveis, e o sistema é que possibilita isto. Pessoas de caráter não se veem atraídas a lutar por modificações em um sistema que sugere que se assimile ou sera assimilado. Indivíduos mesmo com índole exemplar tendem a serem envoltos pela podridão da politica BRASILEIRA, e se tornarem assim lixos humanos, como os muitos que estão por ai . Esta situação não será revertida nas urnas como muitos “inocentes” pregam. O Brasil caiu em um caminho sem volta. Esta legislação medíocre e falhosa que temos não pode frear a ganancia desdes lixos humanos criados pela impunidade de leis lacunosas.

  7. - IP 177.198.105.101 - Responder

    Ninguém é bozinho

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