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Zé Pedro Taques diz que Alan Maluf é mentiroso, irresponsável e leviano; Maluf declara na Justiça que Zé Pedro cometeu Caixa 2

Diante da juíza Selma Arruda, o empresário Alan Malouf, conhecido e reconhecido como um dos arrecadadores da campanha eleitoral de Zé Pedro Taques, nas eleições de 2014,  reafirmou nesta quinta-feira (8), que o governador tinha pleno conhecimento do esquema de desvios de recursos da Secretaria de Educação do Estado. Maluf foi mais além e disse que Zé Pedro cometeu Caixa 2 nas eleições passadas, já que o dinheiro doado para a campanha de Taques pelo empresário Giovani Guizardi,  R$ 200 mil, não foi declarado à Justiça Eleitoral, nem o dinheiro doado por ele, R$ 2,5 milhões. Mal começaram a circular as informações relativas ao depoimento do seu antigo parceiro político, o governador divulgou nota classificando como “mentirosas, irresponsáveis, levianas e sem provas” as declarações do empresário que é primo do deputado estadual Guilherme Maluf, a quem também acusa de se beneficiar do esquema de propina montado da Seduc.
O QUE ALAN MALUF DISSE

“No final da campanha havia um saldo devedor e houve um rateio para saldar a dívida, a pedido do próprio governador”, declarou Maluf, que liderou as manchetes nas mídias regionais, afogando até mesmo o interesse pela possível cassação do presidente Temer  no TSe.

Sobre o esquema de desvios, o empresário confirmou que nunca participou de reunião para tratar da forma com que o dinheiro seria desviado e por isso não tem conhecimento da porcentagem cobrada e nem quais empresas pagavam. Ele confirmou que foi beneficiado com o valor de R$ 260 mil.
O montante, segundo ele, lhe foi entregue em três oportunidades: duas em sua empresa e uma em sua residência. Questionado sobre como iniciou os desvios, Malouf contou que apresentou Giovani Guizardi ao então secretário Permínio Pinto, mas que não tinha interesses escusos.
Ele disse que a finalidade seria inserir as empresas de Guizardi para atuar em obras do Governo do Estado. Sobre a divisão da propina, o empresário confirmou que parte foi para Permínio e outra para seu primo Guilherme Maluf que, segundo ele, recebeu R$ 40 mil de suas mãos.
Alan Malouf contou ainda que logo que estourou a Operação Rêmora, procurou o governador do Estado e este lhe recebeu no Palácio Paiaguás, em companhia do chefe da Casa Civil, Paulo Taques.
Na ocasião, ele relembrou Taques que Giovani, que havia sido preso, era um dos doadores de sua campanha e lhe pediu ajuda. Zé Pedro teria lhe dito que era pra resolver e para ficar calmo. O mesmo teria acontecido quando da prisão de Permínio, reafirmando que o governador tinha conhecimento de tudo o que acontecia.

 INTEGRA DA NOTA DE ZÉ PEDRO TAQUES. ELE CHAMA ALAN DE MENTIROSO E LEVIANO

Veja a nota na íntegra assinada em nome do governador pelo secretário Kleber Lima:
“O governador Pedro Taques reagiu com indignação às declarações mentirosas, irresponsáveis, levianas e sem provas do senhor Alan Malouf sobre a existência de um suposto “caixa 2” na sua campanha de 2014.
O governador reitera o que já disse publicamente sobre o caso: não houve caixa dois em sua campanha e que sua prestação de contas foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral, onde pode ser acessada por qualquer pessoa.
O governador também esclarece que tomou todas as medidas que competiam ao Estado assim que a operação do MPE foi deflagrada para apurar a existência do esquema de conluio de empresários, entre os quais o senhor Alan Malouf, e servidores públicos para fraudar licitações na Secretaria de Estado de Educação.
Entre as medidas, foi realizada uma auditoria pela Controladoria Geral do Estado, e todos os servidores públicos citados foram exonerados (no caso dos exclusivamente comissionados) ou afastado de suas funções até conclusão do respectivo Processo de Administrativo Disciplinar (no caso do servidor efetivo).
Esclarece, ainda, que dos 16 contratos denunciados pelo Ministério Público nas três fases da Operação Rêmora, o Governo rescindiu 14 deles, impedindo a materialização de prejuízos ao Erário, além de outras medidas, inclusive judiciais, para ressarcimento de valores que eventualmente tenham sido desviados dos cofres públicos. Dois contratos não foram rescindidos porque já estavam com sua execução praticamente concluída, sem prejuízo de eventuais sanções por comprovação de alguma ilegalidade.
Portanto, o governador rechaça com veemência a insinuação mentirosa do senhor Alan Malouf – réu confesso de receber propina do esquema e apontado pelo MPE como líder da quadrilha – de que ele tivesse conhecimento prévio das ilegalidades.
Por fim, o governador Pedro Taques reitera sua confiança na Justiça e no Ministério Público, e tem convicção que ao final das investigações e ações judiciais em curso, a verdade prevalecerá, e todos aqueles que tiverem responsabilidade nos crimes cometidos serão punidos na forma da lei.
Cuiabá-MT, 08 de junho de 2017.
GCOM – Secretaria do Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso”

COM INFORMAÇÕES DO PONTO NA CURVA E DA TV CENTRO AMÉRICA

1 Comentário

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  1. - Responder

    Pera aí… deixa eu ver se entendi: o homem do dinheiro fala tudo… dá nome aos bois, às vacas e aos bezerros… explica de forma lógica e coerente como tudo aconteceu e ainda é taxado de mentiroso??? É… acho mesmo que a Terra é o centro do universo, que a Inquisição foi acertada e que o holocausto foi algo bom prá todo mundo e que eu, na minha modesta lógica de entender o mundo, devo ser mesmo é um E.T.

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