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William Sampaio, ex-presidente PT, defende chapa da esquerda contra candidaturas da direita. E diz que PDT, PSB e PPS não são esquerda em MT

William

Até agora continua o suspense dentro do PT. O partido não definiu seus nomes para a disputa das majoritárias, em Mato Grosso.

A tática definida pela executiva nacional, e referendada no plano estadual, condena as coligações com os partidos que apoiaram o golpe contra a presidente Dilma. Mas faltam os nomes.

As conversas com outras legendas de esquerda e de oposição seguem tímidas. A pressão interna para que o deputado federal Ságuas Moraes assuma a candidatura a governador, na sucessão de Zé Pedro Taques, não resultaram. Ságuas fala que resolveu deixar as disputas eleitorais e retomar sua rotina como médico, em Juína. Com desempenho exemplar como federal, ele seria o candidato natural do PT à governadoria, por isso muitos são os militantes que fazem o apelo para que Ságuas reconsidere sua decisão e dispute contra Zé Pedro.

O sindicalista Domingos Garcia, da Adunemat, e o ex-presidente regional do PT, William Sampaio surgem como opções para a disputa, dentro de uma possível coligação à esquerda com o PC do B e o PCO, mas a aproximação do PC do B com o candidato Wellington tem preocupado os petistas. O sonho de alguns seria a formação de uma chapa com um nome do PT para governador e Maria Lucia Cavalli, a ex-reitora da UFMT, que é comunista, para o Senado.

A ideia de coligar com o PDT atrai alguns petistas, notadamente depois que o partido recebeu o reforço do ex-petista Allan Kardec e de companheiros que, com ele, formavam o grupo do ex-deputado Alexandre César. Mas uma grande maioria rejeita aproximação com os sojicultores Zeca Viana e com Pivetta, que desponta como candidato dos socialistas morenos a governador.

A aproximação do PT com o PSOL, que tem sido viabilizada em alguns estados, segue esharrando, aqui em Mato Grosso, no posicionamento sectário do principal lider da legenda no Estado, o procurador da Fazenda Nacional Mauro Lara, que não aceita sequer sentar na mesa para negociar possível coligação com qualquer outro partido, mesmo os da esquerda.

Sem candidato a governador e senador e sem definição de coligações, o PT segue sem espaço no debate eleitoral, o que é uma contradição com a enorme força que vem demonstrando, nas pesquisas eleitorais, a campanha do presidente Lula, mesmo preso na Policia Federal, em Londrina, em um processo que o PT tem conseguido caracterizar como de perseguição política engendrada pelas forças golpistas que tiraram Dilma do Planalto, e envolveriam setores do Congresso, do Ministério Público Federal, do Poder Judiciário e da mídia corporativa, liderada pela Rede Globo.

Neste início de semana, no Facebook, em comentário publicado no perfil deste blogueiro, defendeu a formação de uma chapa majoritária, com candidatos da esquerda para enfrentar os candidatos dos partidos da direita que já estariam alinhados.

William Sampaio escreveu: “Na disputa de 2018 em MT, teremos uma chapa da direita tradicional (Wellington) enfrentando uma chapa da nova direita, que ficou velha (Taques). Em um quadro político assim as forças políticas de esquerda, a partir do PT, tem todas as condições de se destacar, com uma chapa ao Governo e Senado destinada a falar diretamente aos mato-grossenses pobres e remediados.”

E acrescentou mais o William: “ Me refiro principalmente à esquerda presente no movimento social e, também aos partidos que denunciam o golpe, defendem Lula livre e a democracia.Aqui em MT, partidos como o PDT, PSB, PPS não podem ser definidos como esquerda”

O último candidato a governador do PT foi o médico e ex-vereador de Cuiabá Lúdio Cabral que disputou contra Zé Pedro Taques em 2014. Zé Pedro teve 57,25% dos votos e foi eleito com  833.788 votos, no primeiro turno. Lúdio teve 32,45% dos votos, ficando  472.507 votos , Também disputaram Janete Riva pelo PSD, que ficou com 144.440 votos e Dr. Roberto, pelo PSOL, que ficou com apenas 5.570 votos ,

 

 

1 Comentário

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  1. - Responder

    Ainda tem petista que ostenta orgulhoso a camisa da facção criminosa!Que coisa.

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