Wellington sugere que tanto Jayme Campos (DEM), quanto Carlos Fávaro (PP) pagaram muita grana para serem candidatos ao lado de Pedro Taques (PDT). Mesmo depois da Operação Ararath, Mato Grosso continua mergulhado na velha política. Veja aqui, em vídeo, discurso em que Wellington dedurou trairagem já confirmada de Percival (PPS) e possível trairagem de Mauro Mendes (PSB)

Ao invés de reagirem positivamente às revelações da Operação Ararath, os políticos de Mato Grosso parecerem que resolveram fazer da bandidagem política a sua cartilha. Vejam que, neste início de semana, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), que é homem de Blairo Maggi, voltou a acusar o senador Pedro Taques (PDT) de montar um palanque com base na grana. Está no Olhar Direto e outros espaços da midia, Wellington falando, literalmente: ““Pelo que todos sabe, houve negociação de vaga trocada por dinheiro na chapa de oposição. Negociaram a vaga de senador e de vice a preço alto. A vaga de vice é tanto. E de senador é tanto”.

Quer dizer, o que Welington sugere é que, para ser candidato a senador, no palanque, ao lado de Pedro Taques, o senador Jayme CAmpos(DEM), candidato à reeleição, pagou uma boa grana. O empresário Carlos Fávaro, que é uma das lideranças do agronegócio no Mato Grosso e no Brasil, teria pago outra fortuna para ser candidato a vice na chapa direitista de Pedro Taques.

Welington acusa e Pedro Taques, baixinho e esquivo, faz de contas que não é com ele. Pedro Taques, segundo o Ronaldo Pacheco,afirmou que deseja discutir projetos e que não vai entrar “na discussão de Jayme e Wellington que disputam o Senado”.

Ora, quem conhece o PDT e se lembra do emblemático Leonel Brizola, criador do partido, que agora estaria tendo seus ideais prostituidos em Mato Grosso, sabe que Brizola sempre disse que o menos importante, numa disputa eleitoral, são os projetos e os programas. Projetos e programas, segundo Brizola, se comprava em qualquer esquina – já que o papel aceita tudo. Projetos e programas, segundo Brizola, não passam de bla bla bla. O candidato escreve uma porção de promessas, depois não cumpre uma sequer dessas promessas, como no caso do PDT que prometia dar um jeito na Saúde de Cuiabá e agora é o que se vê.

Então, se os projetos tem um valor tão relativo, Pedro Taques não deveria zelar pela honra dos componentes de sua chapa – ou será que honra é item pouco valorizado nesta chapa da direita mato-grossense?

Então, deveria haver uma reação mais altissonante de Pedro Taques quando ouve Wellington Fagundes dizer que o que vale para os candidatos majoritários da coligação PDT-PSDB-DEM-PPS é a grana.

Mas, diante deste quadro tão desanimador, quem decide, no final das contas, é o eleitor. No destaque você confere, em video, o discurso de Wellington no encontro do PT, no domingo (29), em que ele anunciou a trairagem de Percival Muniz (PPS) e Mauro Mendes (PSB) em seu favor. Será que também tem dinheiro nesse acordo em torno da votação pro Senado?
Confira o noticiário. (EC)

Eles podem não subir no palanque da situação, mas Welington Fagundes, em discurso no ato pró-Lúdio garantiu que terá o apoio ainda que velado de Mauro Mendes, presidente do PSB e prefeito de Cuiabá, e de Percival Muniz, presidente do PPS e prefeito de Rondonópolis. Já dá pra ver que a campanha deste ano, em Mato Grosso, terá muita bandidagem política

Eles podem não subir no palanque da situação, mas Welington Fagundes, em discurso no ato pró-Lúdio garantiu que terá o apoio ainda que velado de Mauro Mendes, presidente do PSB e prefeito de Cuiabá, e de Percival Muniz, presidente do PPS e prefeito de Rondonópolis. Já dá pra ver que a campanha deste ano, em Mato Grosso, terá muita bandidagem política

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Wellington volta insinuar que houve barganha financeira em montagem de chapa da oposição; Taques diz que não tem nada a ver

Da Reportagem Local – Ronaldo Pacheco
OLHAR DIRETO

O presidente do PR, deputado federal Wellington Fagundes, afirmou que não houve acordo financeiro para aprovar sua candidatura ao Senado e voltou a insinuar que houve barganha financeira na composição da chapa encabeçada pelo senador José Pedro Taques (PDT) ao governo de Mato Grosso, tendo o senador Jayme Campos (DEM) à reeleição. “Pelo que todos sabe, houve negociação de vaga trocada por dinheiro na chapa de oposição. Negociaram a vaga de senador e de vice a preço alto. A vaga de vice é tanto. E de senador é tanto”, afirmou Fagundes.

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Jayme Campos não atendeu nem retornou às ligações da reportagem do Olhar Direto. Pedro Taques afirmou que deseja discutir projetos e que não vai entrar “na discussão de Jayme e Wellington que disputam o Senado”. Pedro Taques sugeriu que os candidatos discutam propostas para o desenvolvimento de Mato Grosso.

O candidato a senador pelo PR disse que não pretende atacar ninguém, durante a campanha, e lembrou uma ensinamento do empresário João “Baiano” Fagundes (in memorian), seu pai: “Não me batam, senão, tenho que revidar”.

“Ao invés de ficar com brigas que não somam nada, vamos somar. Do lado de lá existem muitos que estão descontentes com os adversários que desejam vir. Serão bem vindos. Sou amigo do prefeito Percival [Muniz] e no coração do prefeito Mauro [Mendes]. A política passa e a amizade continua. O eleitor é livre”, afiançou Fagundes, sobre os apoios de Muniz e Mendes.

“Muitos estão descontentes com a arrogância, coisa que não pode existir nem em família. Eu não aceito picuinha. Não sou adversário da população. E o adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã”, emendou o presidente do PR, para a reportagem do Olhar Direto.

Comparação

Wellington Fagundes disse que deseja comparar os seus últimos oito anos de mandato de deputado federal com os oito de Jayme, no Senado. “Em tese, um senador vale por 6,33 deputados federais. Porém, desejo comparar apenas o meu mandato com o dele, simplesmente tête-a-tête”, cobrou o presidente do PR.

“Se lá tem uma montanha de dinheiro, aqui vai ter montanha de fé, esperança e trabalho”, afirmou Fagundes. “Mas pretendem manter o dabate num nível elevado”, completou ele.

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