VLT fica mais caro: quase um bilhão e meio

Menor proposta para VLT de Cuiabá é R$ 270 mi superior à verba; MT pedirá empréstimo maior

Vinícius Segalla – UOL

Foram abertos na última terça-feira os envelopes com as propostas de consórcios para a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá, capital de Mato Grosso. O valor mínimo ofertado foi de R$ 1, 477 bilhão. O Estado de Mato Grosso previa investir na obra um montante máximo de R$ 1,2 bilhão.

O governo estadual possui garantido para a empreitada um empréstimo da Caixa econômica Federal de R$ 423 milhões. Outros R$ 727 milhões foram solicitados ao mesmo banco estatal, mas a Secretaria do Tesouro Nacional vetou o repasse, alegando que a capacidade de endividamento de Mato Grosso (pouco mais que R$ 5 bilhões) já está completamente compromeitda. A procuradoria do estado tenta liberar o empréstino no STF (Supremo Tribunal Federal).

Agora, será necessário disponibilizar, no mínimo, mais R$ 277 milhões. Isso se o consórcio vencedor vier a ser efetivamente o que fez a menor proposta, já que o fator preço não é o único que se leva em conta no modelo de licitação chamado RDC (Regime Diferenciado de Contratações), criado exclusivamente para acelerar as obras da Copa. Outras três propostas ainda estão na disputa, com valores que vão até R$ 1,8 bilhão.

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, José Lacerda, o resultado da concorrência sairá dentro de dez dias. Quando isso acontecer, as autoridades públicas informarão qual será a fonte dos recursos que ainda faltam: “As propostas serão estudadas. Quando sair a empresa vencedora, o Estado vai fazer a complementação orçamentária. O Estado está com a sua capacidade de endividamento no nível ideal”, acredita o secretário, dando a entender que um novo pedido de empréstimo está por vir.

Pelas contas do governo estadual, no próximo dia 26 será conhecido o consórcio vencedor. A partir daí, há um período para entrega da documentação, assinatura do contrato, finalização do processo de RDC e análise de recursos das empresas perdedoras.

Depois disso, o governo emite a primeira ordem de serviço da obra. Por contrato, a partir desta data, o consórcio vencedor terá 24 meses para construir e colocar em funcionamento o sistema ferroviário, que terá 23 quilômetros e 33 estações.

Como as verbas federais que serão utilizadas na obra são exclusivas para projetos de preparação do Brasil para a Copa, e por isso possuem juros menores e prazos de pagamento maiores, e como o RDC só pode ser utilizado nos projetos ligados ao Mundial, o governo de Mato Grosso segue informando que sua expectativa é entregar a obra para a Copa.

Considerando que os trâmites legais para início das obras levem inéditos cinco dias, a ordem de serviço estaria pronta para ser assinada no dia 31 de maio. A obra, assim, deveria ser entregue no dia 1º de junho de 2014 , a menos de duas semanas para a Copa, e isso para um período de testes que não costuma ser inferior a 60 dias.

Assim, para que fosse entregue a duas semanas da Copa, para então receber os trens para o início das operações, esta obra que atrasou dois anos para ter um projeto básico deveria correr, a partir de agora, sem um dia mais de atraso.

Confira as propostas reveladas pelo governo de Mato Grosso nesta terça-feira:
Consórcio Expresso Verde: R$ 1.850.977.101,36

Formado por seis empresas: Engeglobal Construções Ltda, China National Machinery Import & Export Corporation – CMC, Construtora RV Ltda, Convap Engenharia e Construções S/A, Três Irmãos Engenharia Ltda, Ecoplan Engenharia Ltda.

Consórcio Tranvia Cuiabá: R$ 1.596.018.626,03

Formado por oito empresas: S/A Paulista Construções e Comércio, Trans Sistemas de Transporte S/A, Isolux Projetos e Instalações, Corsán-Corviam Construccion S/A, Isolux Ingeneria S/A, Vossloh España S/A, Vossloh Kiepe, Vetec Engenharia.

Consórcio Mendes Júnior Soares Costa/Altom: R$ 1.547.152.071,95

Formado por três empresas: Mendes Junior Trading e Engenharia S.A, Sociedade de Construções Soares da Costa, Alstom do Brasil Engenharia e Transporte.

Consórcio VLT Cuiabá: R$ 1.477.617.277,15

Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda, Astep Engenharia Ltda.

 

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OPINIÃO
Finalmente o VLT irá unir mais ainda Cuiabá e VG
por PAULO ZAVIASKI

Finalmente o VLT conseguiu suplantar – até agora – as máfias do transporte coletivo desta região e os interessados em descontar na capital de Mato Grosso o mérito da escolha para ser a subsede da Copa do Pantanal 2014.

O famoso grupo que se reune diariamente na casa de Irene bebe demais e muitos estão com cirrose hepática e, agora, também com um calo na inteligência pela frustração em presenciar o chute bem dado pela Cidade Verde, portal do pantanal, nesse penalti cobrado contra tais alienígenas inimigos do progresso daqui.

É impressionante a carta de um menino leitor, Euzébio, de 9 anos, que alerta para tamanha burrice de alguns que não querem enxergar duas coisas: a diferença entre o veículo leve sobre trilhos – VLT e o ônibus sanfona de transporte rodoviário que é o BRT.

Enquanto – e talvez, diz o leitor de 9 anos, seja por isso – o BRT, é um ônibus sucata retirado do ferro velho, lixado, pintado e soldado, pregado, um no outro, tipo sanfona do caos, enfeiando a cidade e arrebentando com o meio ambiente, o VLT é totalmente diferente.

A nova geração dos cuiabaninhos fazem com que marmanjos que se dizem cuiabanos da velha guarda se envergonharem em deixar para o futuro tantas incompetências. Pontapés nesse falsos arautos do desespero e que só escrevem de vez em quando apenas para aparecerem em busca de notoriedade e de possíveis convites para empregos em castelos dos escalões do governo.

Conheço um arquiteto ou engenheiro sanitarista, sei lá, que vive azucrinando o povo dizendo que ele come ferrugem, detritos e engole lixo e ainda está vivo… Por isso, torce para que o lixo BRT sanfona seja implantado em Cuiabá.

Êita cuiabano burro e matreiro do lado errado.

Quem torce pelo BRT – podem notar – diz o garotinho de 9 anos, cuiabaninho leitor de espaços inteligentes em nossa imprensa bororo, são políticos desesperados para tirarem pedras poderosas de seus caminhos rumo aos votos apenas dos burros e dos inimigos do bom-senso e de Cuiabá.

O BRT – sanfona enferrujada tem pneus, leiam borrachas da máfia disso ai.

O BRT – sucata gasta gasolina, óleo, suja as ruas, colocam em perigo a vida humana, contribuem e consolidam o caos no trânsito e pertencem à máfia dos combustíveis que financiam determinados políticos.

O BRT – não obedece as normas que favorecem os passageiros, como silêncio, ar condicionado, poltronas, proibição de viajar em pé, atrasos, segurança, espaço contra esse rala-rala dos tarados dos horários de picos lotados dos sovacos/axilas podres da pobreza sem água pois a venderam por aí…

De repente vem esse advogado dos quintos dos infernos e dá entrevista afirmando que o defeito do VLT que é o lindo veículo silencioso sobre trilhos é o contraste com Cuiabá.

Disse ele que Cuiabá é feia e bagunçada, por isso não merece o VLT cujas características são a regularidade, o ar condicionado, o silêncio, pois não possui motor de explosão, não gasta petróleo de modo algum, não gasta pneus, não necessita de asfalto, protege o meio ambiente, é rápido, limpo, todos sentados, macio, não é recauchutado e nem possui ferrugens, possui som ambiente e tela de TV, revistas e jornais, rodomoças e une Cuiabá e Várzea Grande ainda mais.

É caro – dizem os heróis bandidos extraterrestres inimigos gratuitos desta capital – por isso querem tirá-lo daqui e implantá-lo, mesmo sendo caro, em outras plagas… Em suas pragas!

Quando tal assunto não era conhecido, fui o primeiro a publicar os dois clipes sobre as diferenças do VLT e do BRT neste espaço, logo após descobrir o esquema que estavam montando em favor de seus ferros-velhos que até já tinham tirado do lixo e os amontoado no pátio sujo de certas empresas do mal.

Por sorte, houve alguém que leu. Por sorte, leram os outros que publiquei. A partir daquela data, foi um espanto de repercussão.

Cuiabá pode até perder para o poder dessa máfia descontrolada, porém ninguém poderá falar em omissão nossa perante um sonho e amor por esta nossa cidade natal.

Fizemos a nossa parte. É lógico que estamos de peito estufado!

Mas, a luta continua.

verpz@terra.com.br

Categorias:Jogo do Poder

2 Comentários

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  1. - IP 187.54.244.175 - Responder

    E os aditivos que certamente virão?

  2. - IP 177.132.240.137 - Responder

    Baseado em que informações ou dados as autoridades governamentais divulgaram amplamente que o VLT custaria R$ 1,1 inicialmente, e depois R$ 1,2 bi, visto que as propostas das empresas que disputam a construção da obra mostraram importâncias bem acima do(s) valor(es) anunciado(s)? Será a incompetência que tem servido para pavimentar a marcha do governo de Silval Barbosa para o fundo do poço? Ou a má fé usada para manipular os rumos dos acontecimentos, caracteristica de uma administração que a cada dia soma mais desconfiança e isolamento na opinião pública?

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