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Vistoria do Crea constata: prédio da Secretaria de Agricultura precisa de reforma urgente. Até quando Silval vai continuar de costas viradas para a Sedraf?!

Vistoria do Crea, acompanhada pelos sindicalistas Dianny Dias e Gilmar Brunetto, constatou que o prédio da Sedraf está caindo aos pedaços - e os servidores trabalham amontoados em espaços atulhados e que representam riscos constantes à saude

Governo tem um mês para sanar deficiências no prédio da Sedraf e suas vinculadas

Sindicalistas Dianny Dias e Gilmar Brunetto  acompanharam a vistoria no prédio, que poderá ser interditado se o governo não tomar providências no prazo

Alexandra Araújo/Sintap-MT

Em outubro o Crea-MT divulgará o relatório de mais uma vistoria do Crea-MT  no prédio da Sedraf, na qual foi constatado os mesmos problemas detectados em 2008, porém, agravados, além de outras problemáticas que comprometem a segurança das pessoas que transitam no local. Esta foi a conclusão do engenheiro civil que nesta semana (4) vistoriou a sede da secretaria e suas vinculadas, Arquimedes Pereira Lima Neto – Engenheiro Civil do Crea-MT, acompanhado da presidente do Sinap-MT, Diany Dias e pelo presidente do Sinterp, Gilmar Brunetto. Arquimedes ressaltou a urgência de uma reforma, pela possibilidade de infiltração e até fogo nas instalações, os quais põem a vida de inúmeras pessoas em risco, e ainda poderão deteriorar ou destruir por completo principalmente a documentação histórica do estado de Mato Grosso.

“Isto aqui está comprometendo e pode romper a laje.” Este foi apenas um dos diversos sinais de alerta do engenheiro civil do Crea-MT, ao percorrer o prédio da Sedraf. Neste caso, ele se referia ao banheiro do segundo pavimento, onde fica o Indea-MT, avaliando que foram feitos drenos entre as lajes como paliativos, o que não tem impedido de constantes infiltrações, mesmo quando não ocorra chuva.  “Fica pingando o dia inteiro, a menos que não tenha água no prédio”, ressaltou a presidente do Sintap-MT.

Para Arquimedes, o sistema hidráulico e elétrico está bastante comprometido, a exemplo dos banheiros e a distribuição da energia na operação de equipamentos, cuja demanda aumentou muito ao longo dos anos, sem adequação para tal; e à esta realidade, ele atribuiu a superlotação.  “Toda construção funciona como o ser humano, ou seja, sofre doenças ao longo dos anos, estas patologias precisam ser tratadas, curadas com o passar do tempo, com uma manutenção preventiva freqüente. No início, a edificação comportava menos de 100 pessoas, e hoje aglomera cerca de 400”, explicou o engenheiro.

Bombeiros – “Nada mudou para melhor. Comparando com o relatório de 2008, as mesmas irregularidades permanecem, em relação a hidrantes, luminárias, extintores, etc.” A constatação veio do cabo da Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico, do Corpo de Bombeiros, Paulo Cezar Lazari. Ele lembrou que após a vistoria de 2008 fora feita uma notificação ao órgão, devido à crítica realidade detectada na época, e desta vez, mais uma foi confeccionada. Segundo ele, a legislação impõe um prazo de 30 dias para regularização, ou pelo menos dar entrada em projeto, senão, apresentando ofício para aumentar o prazo.

Ao ser perguntado por que o prédio não foi interditado na vistoria anterior, já que nenhuma providência no sentido de solucionar os problemas fora tomada pelo órgão, o vistoriante do Corpo de Bombeiros, Fábio Pereira Leite Júnior, atribuiu à legislação que vigorava na época, de 2005. Segundo ele, somente em  2010 um decreto acrescentou além da notificação, também a multa e interdição. “Nós não poderíamos retroagir à lei, uma vez que a vistoria fora realizada em 2008, e o decreto veio em 2010. Agora, se a realidade for de interditar, isso, acordado com o Crea-MT, tendo vencido o prazo, iremos fazê-lo se necessário”, concluiu.

O presidente do Sinterp-MT, Gilmar Brunetto acompanhando o CB, que flagrou extintores vencidos

Sintap-MT – “O prédio está comprometido desde suas fundações, que se apresentam abaladas, além do piso e as paredes apresentarem rachaduras, além das instalações elétricas e hidráulicas, em que esta já gerou alagamento na sede, e a outra está na eminência de gerar incêndio grave, pois funcionários já apagaram fogo por conta dos fios expostos. Os servidores estão trabalhando em ambiente insalubre, principalmente por conta das infiltrações, que  prejudicam a saúde dos mesmos. Quem chega no prédio, já na parte externa percebe as gambiarras feitas com canos PVC e fios improvisados e expostos, denunciando o risco à vida de quem circula no prédio. OS trabalhadores estão aglomerados em cubículos, pois o número de funcionários quadruplicou ao longo dos anos e não houve adaptação para acomodá-los, com sala que comporta mais de vinte mesas, e quantidade equivalente de pessoas, quase que empilhadas neste espaço. As escadas demonstram que os transeuntes com deficiência física não foram lembrados neste contexto. Sem falar na falta de equipamentos para que  cada um faça jus à sua função em condições ideais, pois há concursado que foi empossado no final do ano passado e não tem computador próprio para trabalhar.  Enfim, a situação exige providências imediatas, mas não como paliativos, conforme vem sendo feito. Os servidores precisam de um prédio novo para atuar com dignidade e segurança”, finalizou Diany.

Em conversa com o engenheiro do Crea-MT, Arquimedes Pereira Neto, a sindicalista Diany confirma que o arquivo do Intermat está em risco

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