gonçalves cordeiro

VICENTE VUOLO: “Nossa sociedade precisa se mobilizar para pressionar por melhorias rápidas e urgentes na saúde. Trazer para Cuiabá o programa “Mais Médicos” é um passo importante e necessário”.Cuiabá não pode se dar ao luxo de recusar uma programa do governo federal gratuito”

Vicente Vuolo passa a orientação: "Cuiabá não pode se dar ao luxo de recusar uma programa do governo federal gratuito.  Para se ter uma idéia da importância do Programa "Mais Médicos", a jornada de trabalho será de 40 horas semanais, para as quais os médicos terão direito a uma bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde. Portanto sem ônus para o município."

Vicente Vuolo passa a orientação: “Cuiabá não pode se dar ao luxo de recusar uma programa do governo federal gratuito.
Para se ter uma idéia da importância do Programa “Mais Médicos”, a jornada de trabalho será de 40 horas semanais, para as quais os médicos terão direito a uma bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde. Portanto sem ônus para o município.”

Mais Médicos em Cuiabá, urgente!

* Vicente Vuolo

Uma dos assuntos mais preocupantes em nossa capital está relacionado, sem dúvida alguma, a questão da saúde: precariedade do pronto-socorro, demora no atendimento, longas filas para consultas e ausência de médicos. E uma das perguntas que mais se ouve nas ruas é por que a capital mato-grossense é a única que não aderiu ao Programa “Mais Médicos” ?
É do conhecimento de todos que Cuiabá possui dezenas de bairros pobres, inclusive favelas, que colocam em risco a saúde de milhares de crianças, idosos, mulheres, muitas delas, grávidas. Como não existe médicos com dedicação exclusiva nessas comunidades carentes, são exatamente eles, os pobres que sofrem, sem saber, de alguns males como diabetes e hipertensão e que hoje têm medicamentos distribuídos gratuitamente pelo governo federal.
O programa “Mais Médicos” foi lançado em 8 de julho de 2013 pela presidente Dilma Roussef com dois eixos: O primeiro é fixar médicos, brasileiros ou estrangeiros, na rede pública de saúde de municípios do interior e nas periferias das grandes cidades. O segundo é ampliar o curso de medicina em dois anos – proposta já flexibilizada pelo próprio governo frente a uma avalanche de críticas.
Após a primeira fase, destinada à inscrição de médicos formados no Brasil ou que já têm autorização para atuar no país para trabalharem nos locais onde há poucos profissionais ter atendido apenas 6% da demanda, é que foram abertas as inscrições para médicos que atuam no exterior. Os médicos estrangeiros tiveram que passar semanas sob avaliação de uma Universidade antes de trabalhar. Os profissionais brasileiros tiveram prioridade no preenchimento das vagas ofertadas. As vagas remanescentes foram oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros.
Para se ter uma idéia da importância do Programa “Mais Médicos”, a jornada de trabalho será de 40 horas semanais, para as quais os médicos terão direito a uma bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde. Portanto sem ônus para o município. Ou seja, Cuiabá não pode se dar ao luxo de recusar uma programa do governo federal gratuito.
É lamentável que administradores públicos transformem um bom programa de saúde em luta partidária, numa politização no mal sentido. Ao contrário, deveria ser olhada exclusivamente a partir da vida das pessoas, das angústias, dos que sofrem com depressão, que precisam de prevenção, carinho, apoio. A falta desse médico coloca em risco todos os dias a vida de crianças, idosos e trabalhadores das periferias. Esse médico, que queremos para Cuiabá, é o amigo que se pode confiar e contar todo dia, toda hora. Porque ele tem necessidades que transcendem a atividade de trabalho, como todos. O médico tem filhos na escola, família também.
Cuiabá deveria estar seguindo o exemplo de muitas outras cidades que estão, com o apoio do governo federal, reformulando seus sistemas de saúde, integrando o Programa de Saúde da Família, com Unidades de Pronto Atendimento (que funcionam 24 horas por dia), com redes de postos de saúde ligados a Hospitais Especializados. Há recursos e várias capitais estão se valendo deles. Porque será que Cuiabá ainda não tomou essa iniciativa? Se está faltando uma boa dose de mobilização social, é hora de organizá-la.
Cuiabá precisa sim dos “Mais Médicos”. Aderir ao programa será um gesto acima de tudo , de solidariedade. O papel do médico está mudando. Ele é um membro da comunidade e humanista. A medicina não consiste apenas em tecnologia, mas é, antes disso, envolvimento e confiança. Nossa sociedade precisa se mobilizar para pressionar por melhorias rápidas e urgentes na saúde. Trazer para cá o programa “Mais Médicos” é um passo importante e necessário. Não podemos perder mais tempo!
Mais Médicos para Cuiabá, urgente !

* VICENTE VUOLO é cientista político e analista legislativo do Senado Federal

 

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ENTENDA O CASO

ATENÇÃO BÁSICA
Mais Médicos já trouxe 188 médicos para o Mato Grosso

 

O Programa Mais Médicos trouxe, em abril, 57 novos profissionais para reforçar o atendimento em atenção básica no Mato Grosso. Com a chegada deste grupo, o estado passou a contar com 188 médicos do Mais Médicos em atividade. A atuação desses profissionais impacta na assistência de 650 mil pessoas. Nenhum médico, até agora, chegou para atuação em Cuiabá, capital de Mato Grosso.

“Com esse programa, estamos conseguindo prestar atendimento a uma quantidade muito maior de pessoas, com maior qualidade, tratar o povo com dignidade e com mais respeito. A grande maioria dos brasileiros que estamos atendendo nunca teve contato com uma equipe de saúde da família completa”, ressalta o ministro da Saúde Arthur Chioro.

Mais de 75% dos 13.235 médicos estão alocados em regiões como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade. Em relação à distribuição por região, o Sudeste e o Nordeste concentram o maior número de profissionais, com 4.170 e 4.147 médicos respectivamente. O Sul conta com 2.261, seguido do Norte (1.764) e do Centro-Oeste (893). Outros 305 médicos estão atuando em distritos indígenas.

Desde o início do programa, a presença dos profissionais que estão em atuação em todo o país já traz resultados positivos na assistência à população. Um levantamento do Ministério da Saúde feito em municípios que receberam profissionais do Mais Médicos mostrou que, em novembro de 2013, houve um crescimento de 27,3% no atendimento a pessoas com hipertensão em comparação com o mês de junho do mesmo ano, antes da chegada dos profissionais.

Houve aumento ainda, neste mesmo período, de 14,4% na assistência a pessoas com diabetes, de 13,2% no número de pacientes em acompanhamento e de 10,3% no agendamento de consultas. Nas cidades que contavam com médicos do programa foram realizadas 2,28 milhões de consultas em novembro, 7% mais que o total registrado em junho. O levantamento foi feito em 688 municípios onde atuavam 1.592 médicos.

Ainda está em andamento a seleção de médicos para participação no quinto ciclo, mas a previsão é que em junho eles já estejam em atividade nos municípios. Como nas demais etapas do Programa, têm prioridade nas vagas os médicos formados no Brasil, seguidos dos brasileiros com diplomas do exterior e dos estrangeiros. As vagas ociosas serão completadas por médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde.

Entre os critérios de vulnerabilidade utilizados para pré-selecionar os municípios do quinto ciclo estão ter 20% ou mais da população em situação de extrema pobreza; ter IDHM baixo e muito baixo; com comunidades quilombolas ou assentamentos rurais; e as regiões dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira; do Semiárido; e as periferias de grandes cidades.

“Com esse reforço, concentrado naquelas cidades de IDH baixo ou muito baixo, vamos chegar a mais de 14 mil médicos. Mais do que profissionais, teremos 14 mil equipes de atenção básica completas, atendendo 49 milhões de brasileiros que não tinham acesso a esse atendimento tão fundamental”, explica o ministro.

O PROGRAMA – Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em Medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.
Com informações do Ministério da Saúde

 

 

 

PARA SABER MAIS SOBRE MAIS MÉDICOS:

http://paginadoenock.com.br/vereador-allan-kardec-cuiaba-e-a-unica-capital-do-brasil-que-nao-adotou-o-programa-mais-medicos-por-que-nao-fez-isso-e-questao-ideologica-e-uma-questao-politica-qual-e-o-motivo-se-a-ge/

http://paginadoenock.com.br/vicente-vuolo-nossa-sociedade-precisa-se-mobilizar-para-pressionar-por-melhorias-rapidas-e-urgentes-na-saude-trazer-para-cuiaba-o-programa-mais-medicos-e-um-passo-importante-e-necessario-cu/

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