VICENTE VUOLO: Mato Grosso precisa pensar grande. Estudar a vocação econômica de cada município e região. Fazer um planejamento estratégico. E desenvolver projetos alternativos para alavancar nossa produção e o gigantesco potencial turístico. Um desses projetos poderia ser a construção de uma Estrada de Ferro ligando Cuiabá a Chapada dos Guimarães para atender a crescente demanda turística da região

Vuolinho é filho do senador Vicente Vuolo, o pai da ferrovia em Mato Grosso

Vuolinho é filho do senador Vicente Vuolo, o pai da ferrovia em Mato Grosso

Ferrovia Cuiabá-Chapada

Por Vicente Vuolo

 

 

 

O Estado de Mato Grosso precisa pensar grande. Estudar a vocação econômica de cada município e região. Fazer um planejamento estratégico. E desenvolver projetos alternativos para alavancar nossa produção e o gigantesco potencial turístico.

Um desses projetos poderia ser a construção de uma Estrada de Ferro ligando Cuiabá a Chapada dos Guimarães para atender a crescente demanda turística da região.

Nesse percurso, seria obrigatória a passagem pelo imenso Lago do Manso, localidade das mais procuradas pelos mato-grossenses.

Paralelamente à ferrovia, poderíamos retirar da gaveta o projeto de construção de um teleférico – que foi anunciado no período pré-Copa do Mundo – na região montanhosa para acompanhar a chegada da ferrovia em Chapada dos Guimarães.

O Governador Pedro Taques poderia se inspirar na iniciativa do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de recuperar os 47 km da malha ferroviária entre as cidades de Campos do Jordão e Pindamonhangaba, no Estado de São Paulo, prestando serviço em seis estações: Pindamonhangaba, Expedicionária, Piracuama, Eugênio Lefévre, Abernéssia e Emílio Ribas e obedecendo a 22 paradas. “Em todos os países desenvolvidos e em vários países em desenvolvimento, a indústria do turismo ganha cada vez mais importância no Produto Interno Bruto, gera recursos e empregos. Em Mato Grosso podemos fazer o mesmo”

Lá, a Estrada de Ferro Campos do Jordão – cuja operação iniciou-se em 1914 – é propriedade do Governo do Estado de São Paulo, sendo atualmente administrada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Os paulistas pensaram grande para manter um dos principais atrativos do chamado Circuito da Mantiqueira.

A E.F.C.J. foi concebida pelos médicos sanitaristas Emílio Ribas e Vitor Godinho, seu objetivo inicial era o transporte de doentes tísicos para os sanatórios de tratamento, então localizados em Campos do Jordão.

Com o desenvolvimento dessa cidade, a E.F.C.J. consolidou-se como o principal meio de acesso à região, tornando possível o transporte não só de doentes e de seus familiares, mas de todos que residiam e precisavam chegar às localidades situadas na área de influência da ferrovia.

Em Campos do Jordão existe, também, um teleférico muito utilizado, que acompanha a ferrovia. E por isso, recebeu por parte do governo de São Paulo nova iluminação em suas torres.

A tecnologia empregada é de LED com alto padrão de desempenho e eficiência permitindo uma diminuição de consumo de energia em aproximadamente 70% comparada com a tecnologia convencional.

Esse novo sistema possibilita o gerenciamento individual de cada projetor na utilização das cores e na intensidade da luz criando várias imagens lúcidas pré-programadas.

As lâmpadas, também, foram instaladas nas cadeiras e nos 560 metros de cabo permitindo assim o funcionamento do teleférico durante a noite.

Temos potencial turístico e história, mas precisamos de infraestrutura compatível. Um plano de turismo não pode ser tratado como sendo algo ligado ao “departamento de passeios”, como muitos gestores tratam pejorativamente a área.

Em todos os países desenvolvidos e em vários países em desenvolvimento, a indústria do turismo ganha cada vez mais importância no Produto Interno Bruto, gera recursos e empregos. Em Mato Grosso podemos fazer o mesmo.

Um plano estratégico de turismo, com visão e ações para os próximos 10 anos, deve contemplar os investimentos em infraestrutura, com a nova linha férrea que proponho, e também deve se articular um programa intensivo de capacitação de pessoas e de empresas, de, de conscientização da população sobre a importância do turismo e dos benefícios que o turista trás ao Estado como um todo.

Criatividade e boa gente, nós temos, falta juntar isso e não deixar passar as oportunidades.

VICENTE VUOLO é economista, cientista político e analista legislativo do Senado Federal.
vicente.vuolo10@gmail.com

2 Comentários

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  1. - IP 200.175.253.105 - Responder

    Sem noção,não sabe nem quanto custam as obras,pelo amor de Deus,porque não se cala?

  2. - IP 66.102.8.151 - Responder

    Como e mesmo o seu nome?vuolo né. voot vc ta usando bagulho estragado não. ferrovia p chapada. Conta outra vai.isso não e sonho e pesadelo..

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