Vice de Obama elogia “foco de raio laser” de Dilma

Vice dos EUA elogia “foco de raio laser” de Dilma

Roberto Stuckert Filho: Brasília - DF, 31/05/2013. Presidenta Dilma Rousseff recebe o senhor Joe Biden, vice-presidente dos Estados Unidos da América, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Joe Biden veio fazer o convite formal para que a presidente Dilma Rousseff faça sua primeira visita de Estado aos Estados Unidos, em outubro; vice-presidente americano destacou que o gesto é uma demonstração da relevância das relações entre Brasil e Estados Unidos e não poupou elogios à presidente: “Agora compreendo porque o presidente Obama acha que a presidenta Dilma é uma parceira tão boa. Raramente se faz uma visita de Estado aos EUA”

 

31 de Maio de 2013 às 15:14

Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff deve fazer a primeira visita de Estado aos Estados Unidos em 23 de outubro. O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou hoje (31) que fez o convite formalmente à presidenta. Segundo ele, visitas de Estado ocorrem, em geral, uma vez em anos, nos Estados Unidos. De acordo com Biden, é uma demonstração da relevância das relações entre Brasil e Estados Unidos.

Biden elogiou Dilma. O vice-presidente disse que ela é uma líder que olha para frente. “A presidenta é uma líder que olha com o foco de raio laser para as questões que são mais importantes para o povo brasileiro”, disse Biden. Ele concedeu uma declaração à imprensa ao lado do vice-presidente Michel Temer, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

O vice-presidente lembrou da admiração do presidente norte-americano, Barack Obama, em relação a Dilma. “Agora compreendo porque o presidente Obama acha que a presidenta Dilma é uma parceira tão boa. Raramente se faz uma visita de Estado aos Estados Unidos.”

Biden ressaltou que é necessário buscar a consolidação das metas definidas entre Estados Unidos e Brasil. “Palavras só não bastam. Temos de trabalhar muito”, destacou o vice-presidente que passou três dias no Brasil conhecendo a realidade local, conversando com autoridades e empresários.

Bem-humorado, o vice-presidente disse que não queria mais voltar para os Estados Unidos. Biden contou ter viajado para o Brasil acompanhado pela mulher e as netas. “Não quero voltar para casa e queria ficar mais tempo aqui e aproveitar a hospitalidade”, disse ele, lembrando que a mulher e as netas conheceram o Lago Paranoá, cartão-postal de Brasília, e desfrutaram a piscina do hotel.

Comércio

Biden defendeu que norte-americanos e brasileiros intensifiquem as parcerias comerciais. “Não há razão para que a maior economia do mundo [EUA] e a sétima mundial [Brasil] não possam multiplicar por cinco vezes o comércio bilateral”, disse. “Ambos reconhecemos que há lacunas e discutimos uma agenda ambiciosa sobre a qual devemos nos concentrar”, acrescentou.   Para Biden, as visitas ao Brasil do presidente norte-americano, Barack Obama, em 2011, e de dez ministros do governo dos Estados Unidos, assim como a da presidenta Dilma Rousseff ao país, em outubro, demonstram o interesse de incrementar as relações bilaterais. Ele disse que há interesse nas áreas de energia, segurança, educação, ciência e tecnologia.

“Temos muito a aprender com vocês”, disse Biden. “Também discutimos o fato de que vocês podem aprender conosco”, acrescentou ele. De 2008 a 2012, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu 11,3%, passando de US$ 53,1 bilhões para US$ 59,1 bilhões.

Em 2011, a corrente de comércio alcançou recorde histórico em decorrência do aumento das importações brasileiras (25,6%). Em 2012, os Estados Unidos foram o segundo parceiro do Brasil no mundo, com participação de 12,7% no total do comércio exterior brasileiro.

Edição: José Romildo

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As revoluções simultâneas de Dilma

Por Wanderley Guilherme dos Santos, no blog O Cafezinho:

A Lei de Responsabilidade Fiscal de Fernando Henrique Cardoso foi um dos últimos atos da república oligárquica brasileira, atenta à estabilidade da moeda e fiadora de contratos. Necessária, sem dúvida, mas Campos Sales, se vivo, aplaudiria de pé em nome dos oligarcas. Mas já não ficaria tão satisfeito com que o veio a seguir. Depois de promover drástica rearrumação nas prioridades de governo, o presidente Lula instaurou no país uma trajetória de crescimento via promoção social deixando para trás, definitivamente, a memória de Campos Sales e de seus rebentos tardios. Milhões de famílias secularmente atreladas às sobras do universo econômico foram a ele integradas como ativos atores e consumidores. Desde agora, para desgosto de alguns e expectativa de todos os demais, a história do Brasil não se fará sem o concurso participante do trabalho e das preferências desse novo agregado a que chamamos de povo.

Com Dilma Rousseff instalou-se a desordem criadora, aquela que não deixa sossegada nenhuma rotina nem contradição escondida. Não há talvez sequer um segmento da economia, dos desvãos sociais e das filigranas institucionais que não esteja sendo desafiado e submetido a transformação. Da assistência universal à população, reiterando e expandindo a trilha inaugurada por Lula, à reformulação dos marcos legais do crescimento econômico, à organização da concorrência, à multiplicação dos canais de troca com o exterior, ao financiamento maiúsculo da produção, aos inéditos programas de investimento submetidos à iniciativa privada, a sacudidela na identidade nacional alcança de norte a sul. A cada mês de governo parece que sucessivas bandeiras da oposição tradicional tornam-se obsoletas. Já eram.

O tempo é de revoluções simultâneas, cada qual com seu ritmo e exigências específicas, o que provoca inevitáveis desencontros de trajetos. Uma usina geradora de energia repercute na demanda por vários serviços, insumos, mão de obra, criando pressões, tensões, balbúrdias. Li em Carta Maior (9/4/13) que a Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção informa que, no Brasil, convivem hoje 12.600 obras em andamento e agendadas até 2016.

Ainda segundo a mesma fonte, das 50 maiores obras em execução no planeta, 14 estão sendo realizadas no país. Claro que os leitores não serão informados pela mídia tradicional. A monumental transformação do país, que não precisa apenas crescer, mas descontar enorme atraso histórico, produz entrechoques das dinâmicas mais díspares, o que surge, na superfície, como desordem conjuntural. É, contudo, indicador mais do que benigno. Mas disso os leitores só são informados em reportagens e manchetes denunciando o que estaria sendo o atual desgoverno do país. Qual…

Os melhores informativos do estado geral da nação encontram-se nos portais do IBGE, do IPEA e afins. Os antigos jornalões apequenaram-se. São, hoje, nanicos.

 

WANDERLEY GUILHERME DOS SANTOS é cientista político, autor de vários livros e artigos na área de Ciências Sociais. Notabilizou-se a partir do texto “Quem Vai Dar o Golpe no Brasil” – que prenunciou a derrubada do presidente Goulart em 1964 e se tornou referência bibliográfica nos meios acadêmicos

1 Comentário

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  1. - IP 201.57.233.221 - Responder

    Gostaria de saber se é possível uma DEMOCRACIA COM TANTA CORRUPÇÃO como o atual.. ASSISTI O FANTASTICO DO DOMINGO DE 02/05 E FIQUEI ABISMADO COM A MÁFIA QUE INSTALOU NO BRASIL PARA ROUBAR O DINHEIRO PÚBLICO… O DINHEIRO QUE ERA PRA IR PARA SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, QUE ANDAM UMA BOSTA… FORA ESSE GOVERNO CORRUPTO

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