Vejam “O Livre” na terça-feira e verão um jornalista, o velho Eduardo Gomes, no ápice de sua carreira.

Eduardo Gomes na TV
Por Enock Cavalcanti

Meus amigos, meus inimigos: para a próxima terça, 7, está agendada a entrevista do jornalista Eduardo Gomes na telinha da Band. O nosso Eduardo Gomes é chamado pelos amigos de Brigadeiro – por ter o mesmo nome do heroico militar brasileiro, o brigadeiro Eduardo Gomes, que comandou a Revolta dos Tenentes, na década de 20 e, na década de 40 disputou, sem sucesso, a Presidência da República. Talvez venha daí alguma simpatia do nosso Eduardo pela ditadura dos militares, a partir de 64, mas essa é outra conversa.

Já se vê que discordo do Eduardo Gomes em algumas coisas, mas respeito profundamente a sua trajetória como jornalista. Invejo nele este faro de, rotineiramente, e com a maior disposição, percorrer este Estado de cabo a rabo, descobrindo e revelando histórias dos nossos principais agentes políticos – mas também da gente simples que, através dos anos, e contra tudo e contra todos, vem construindo este Mato Grosso de tantas maravilhas e de tantas danações.

Sim, no programa “O Livre”, de terça, na Band MT, que deve ser transmitido não só para a capital mas também para o interior, teremos o Eduardo Gomes conversando sobre Mato Grosso, seus políticos e suas histórias. Acho que vale a pena a gente se agendar para curtir este momento.

A entrevista, na verdade, já foi gravada há uns 15 dias e soube que sua apresentação tem sido adiada, por conta de outras pautas mais novidadeiras. Vejam que, na última terça, Augusto Nunes e seus comandados adiaram a entrevista com o nosso Brigadeiro para colocar no ar uma entrevista com a deputada Janaina Riva.

Ora, acho esta uma priorização equivocada. Todos sabemos que a Janaina, viciada em mídia, rivaliza com as notícias sobre o tempo, as chuvas, o calor, na mídia de Mato Grosso. Janaina tem aquele requisito que nossa mídia adora: é uma loira bonitona e virou uma espécie de Anitta do noticiário regional. Se a audiência tá caindo, bota lá a Janaina com seus joelhos esplendorosos que a audiência sobe.

Mas eu estava falando do Brigadeiro e entendo que merecem nossas homenagens os profissionais da Band que abrem espaço para que se pronuncie este velho jornalista que se dedica a um trabalho exemplar em Mato Grosso. Vejam que além dos textos para o Diário de Cuiabá e para a sua revista MT Aqui, Eduardo Gomes tem publicado uma série de livros que documentam a nossa História contemporânea.

São poucas as pessoas, em nossa mídia, que se dedicam a contar verdades sobre a vida de personalidades como Dante de Oliveira, Jayme Campos, Jonas Pinheiro, Geraldo Riva, Carlos Bezerra, Frederico Campos, Garcia Neto, Júlio Campos, Gilmar Fabris, Romualdo Junior, Permínio Pinto, Silval Barbosa e tal e tal. Contar verdades e explicitar opinião. Eduardo Gomes tem essa coragem e isto, no meu modesto entender, é altamente didático.

Vejam “O Livre” na terça-feira e verão um jornalista no ápice de sua carreira. E se está no ápice, por que Eduardo Gomes não é valorizado, paparicado, lambido pelas multidões em busca de um melhor esclarecimento?

Sei que a vida tem muitos mistérios. Pelo muito que sabe e pelo muito que diz sobre o Estado de Mato Grosso, Eduardo Gomes deveria ser best-seller, personalidade convidada para palestras e conferências, nas escolas, universidades, encontros empresariais. Na terça-feira, vendo o programa da Band, todo mundo vai poder conferir tudo que falo – se o programa não for mais uma vez adiado, claro, para azar nosso.

ENOCK CAVALCANTI, jornalista e blogueiro, é editor de Cultura do Diário de Cuiabá

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