PREFEITURA SANEAMENTO

UMA PAUTA QUE A EQUIPE DO WILLIAM BONNER NÃO ENXERGA – Só agora, depois do lançamento do filme “Lincoln”, o Estado do Mississipi, nos Estados Unidos, aboliu a escravidão. O horror! O horror!

Nos jornais da Rede Globo (e no blogue da Adriana Vandoni, é claro!), diariamente somos bombardeados com informações sobre práticas abomináveis das pessoas em países como Cuba, Venezuela, Irã, Coréia do Norte, que  parecem pontificar como a causa permanente do desequilibrio e da falta racionalidade em nosso mundo moderno. Nada contra que se informe sobre práticas abomináveis mas não podemos esquecer quem diz ter mais responsabilidades sobre os rumos deste mundo, não é mesmo? Por isso, me diga lá, ilustre passageiro desta nave mãe Terra:  existe alguma  explicação decente para o fato de que a  Rede Globo de Televisão, com tantos repórteres fixados lá nos Estados Unidos, não tenham atentado para o fato de que, até algumas semanas atrás, a escravização de cidadãos negros, era perfeitamente legal em dos principais estados rebelados na Secessão norte-americana, o Mississipi? Realmente, William Bonner, um furo desse é uma vergonha! Não investigar, não problematizar, não apronfundar reportagem em torno deste tema é deixar evidente que a Globo mantém não um departamento de jornalismo mas um aparelho de doutrinação ideológica. Contra os paises comunistóides, a gente dispara tudo – mas contra o Império, continua a se mostrar, basicamente, festas elegantes e bem cheirosas como a cobertura do Oscar! Ainda bem que existem blogues e sites sujos como o Opera Mundi para estabelecer um contraponto. Confira a noticiário. (EC)

Escravidão é oficialmente abolida no Mississippi por causa do filme “Lincoln”

Estado já havia ratificado a 13° Emenda em 1995, mas nunca havia entregado cópia ao Arquivo Federal

 

Wikicommons

O 16° presidente dos EUA, Abraham Lincoln, aboliu a escravidão no país em 1864

Quase 150 anos após o presidente dos EUA durante a Guerra Civil Americana, Abraham Lincoln, ter abolido a escravidão no país, o estado de Mississippi ratificou a 13° Emenda constitucional e, assim, oficializou a liberdade dos negros na região.

Tudo começou quando Ranjan Batra, professor de neurobiologia na Universidade de Mississippi, assistiu em novembro ao filme “Lincoln”, dirigido por Steven Spielberg e nominado a várias estatuetas do Oscar. Na história – e na vida real – o presidente e o Congresso aprovam a medida que dá um fim à escravidão, mas cada um dos 36 estados de então deveriam fazê-lo individualmente.

Os três quartos necessários para a lei entrar em vigor foram atingido quando a Georgia ratificou o decreto, em 1865. Os últimos foram New Jersey, em 1866; Delaware, em 1901; e Kentucky, em 1976. Mas o estado de Mississippi continuava com um asterisco ao lado de seu nome na lista, escrito que havia “ratificado a emenda em 1995, mas como o estado nunca havia oficialmente notificado o arquivista federal, a decisão não era oficial”.

E foi justamente isso que Batra descobriu quando saiu da sala de cinema se perguntando quando cada estado havia concordado com a lei. De origem indiana e nacionalizado norte-americano em 2008, consultou seu colega de trabalho Ken Sullivan e descobriu o site usconstitution.net e o atraso do estado.

Batra e Sullivan entraram em contato com o secretário de Estado do Mississippi, Delbert Hosemann, para que finalizasse o processo – que nunca chegou ao fim porque o secretário de 1995, quando a lei passou no Senado e na Câmara, por motivos desconhecidos não enviou uma cópia ao Registro Federal. No dia 7 de fevereiro de 2013, o estado do Mississippi – historicamente conhecido pelo conservadorismo dos Estados Confederados do sul e pelo trabalho escravo nas plantações de algodão – oficialmente aboliu a escravidão.

* Com informações de The Clarion Ledger

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