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TUTTI BUONA GENTE – Maurício Guimarães, substituto interino de Éder, na Secopa, é réu por fraude em licitação e falsidade ideológica

Interino da Secopa é réu por fraude em licitação

Flávia Borges – MidiaJur

O secretário interino Maurício Guimarães, da Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de 2014), é réu em processo criminal por suposto envolvimento no episódio que ficou conhecido como “Caso Braserv”.

Ele é acusado, junto com mais cinco pessoas, por fraude em licitação pública e falsidade ideológica.

Os crimes teriam sido praticados em 2008, quando ele era coordenador financeiro da Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

O processo está sob responsabilidade do juiz José Arimatéia Neves Costa, da Vara Criminal Especializada Contra o Crime Organizado, Ordem Tributária e Econômica. A fase de instrução já foi concluída, restando agora a fase dos memoriais para, em seguida, ser proferida a sentença.

Maurício Guimarães assumiu a Secopa no dia 20 deste mês, após a queda do então secretário Eder Moraes.

A investigação foi feita pela promotora Ana Cristina Bardusco Silva, da 14ª Promotoria Criminal Especializada na Defesa da Administração Pública e Ordem Tributária.

Os outros seis acusados são: Paulo Pereira Lessa, Edson Leandro Burigo, Silva Regina Lira de Andreatto, Maurício Souza Guimarães e Edson Monfort de Albuquerque.

Segundo o MPE, além de utilizar informações inverídicas nos contratos sociais das empresas Pavicon Construções Ltda. e Braserv Locações e Serviços Ltda., os denunciados são acusados de fraudar o pregão nº 005/2007, realizado pela Secretaria de Estado da Administração (SAD). Esse pregão contratou a Braserv para prestar serviços na Secretaria de Estado da Justiça (SEJUSP).

Amigo de Pagot

Segundo a denúncia, os contratos celebrados através do pregão foram feitos “sem o devido processo licitatório e tiveram suas execuções fraudadas”. O texto da promotora Ana Cristina Bardusco Silva afirma que o saldo disponível para a contratação da empresa foi “elevado criminosamente”.

A denúncia destaca que o denunciado Paulo Leão transitava com desenvoltura por diversos órgãos públicos, “sempre adiminstrando, clandestinamente, os interesses das empresas às quais estava vinculado”.

Segundo a investigação da promotora, essa desenvoltura “era fruto da longa amizade que mantém com o ex-secretário de Estado, Luiz Antônio Pagot.

Outro lado

Procurado pelo MidiaJur, Maurício Guimarães afirmou que ainda não foi notificado pela Justiça para apresentar os memoriais. Ele disse que está “absolutamente tranquilo” quanto ao desfecho da ação.

“É um dos processos mais injustos que já aconteceu na vida pública de alguém. E venho enfrentando isso com muita tranquilidade”, afirmou.

Segundo ele, o processo licitatório pelo qual é acusado de participar de fraude foi todo realizado com base em atos firmados pela Secretaria de Estado de Administração (SAD), sem envolvimento direto dele.(MidiaNews)

Categorias:Cidadania

1 Comentário

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  1. - Responder

    Lendo a noticia veiculada pergunto: Será que existe alguém sem processo para assumir essa coordenação? Ou o governador acredita na impunidade.

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