TCE - NOVEMBRO 2

TRUCULÊNCIA TOGADA: Na ânsia de defender o juiz Márcio Guedes, Amam ataca de forma agressiva, gratuita e indevida a imprensa de Mato Grosso e, mais diretamente, o Midiajur

Por que a Amam, através do seu presidente, juiz Agamenon Moreno, partiu para o ataque à imprensa e procura tirar o foco das denúncias apresentadas pelo empresário contra o juiz ? Imagino que são as denúncias que se deva esclarecer, prioritariamente.

O presidente da Amam, juiz Agamenon Moreno, trocou as mãos pelos pés, neste episódio do juiz Márcio Aparecido Guedes. Seu ataque contra a imprensa e, mais diretamente (sem ter a coragem de citá-l0) contra o site Midia Jur é absolutamente indevido. Se existe uma denúncia contra o magistrado, cabe à imprensa registrar esta denúncia e à Corregedoria do TJ investigá-la, como aliás já se dispõe a fazer. Na cobertura das denúncias do empresário Douglas Yoshimura, o Midia Jur executou um trabalho, ao meu juizo, exemplar. Se a Amam pretende apoiar e assessorar o juiz diante da situação criada, tudo bem. É o seu papel. Mas que respeite a atuação dos jornalistas e da imprensa mato-grossense. O juiz Agamenon Moreno, neste episódio, dá demonstração de que está mal informado e mal assessorado. Espero que não esteja também, ao atacar a imprensa de forma tão inconveniente, mal intencionado. Por que a Amam partiu para o ataque à imprensa e procura tirar o foco das denúncias apresentadas pelo empresário? Imagino que são estas denúncias que se deve esclarecer. Confira o noticiário. (EC)

Amam defende juiz e ataca imprensa; editor rebate
Agamenon Alcântara Moreno Júnior tacha site de “irresponsável” e “sensacionalista”; Luiz Acosta discorda

DO MIDIAJUR

O presidente Agamenon Alcântara Moreno Júnior, da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), divulgou uma nota, na manhã desta segunda-feira (17), onde diz repudiar “qualquer manifestação que macule a imagem do Judiciário do Estado e de juízes e desembargadores que atuam em Mato Grosso”.

Ele referiu-se às reportagens publicadas pelo MidiaJur sobre a denúncia do empresário Douglas Yoshimura, do Expresso Juara Ltda., que diz ter sido procurado por supostos intermediários interessados na venda de uma decisão judicial.
“Diante da notícia veiculada pela imprensa mato-grossense envolvendo o juiz da 1ª Vara Especializada de Fazenda Pública de Cuiabá, Márcio Aparecido Guedes, a Amam destaca que até então, não havia qualquer representação contra o magistrado junto à Corregedoria, demonstrando dessa forma o interesse meramente midiático sobre o tema. É lamentável que, alguns veículos de comunicação, na ânsia por audiência e público, apelam por notícias sensacionalistas e irresponsáveis, que prejudicam a imagem de pessoas sérias”, disse Moreno Júnior, na nota.

“É natural que o presidente da associação se posicione, para defender, com espírito corporativo, seu segmento. Mas nos parece exagero tachar a imprensa de ‘irresponsável’ e ‘sensacionalista’. Aliás, prova de que as reportagens do site não são ‘irresponsáveis’ é o próprio fato de o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rubens de Oliveira, ter rapidamente agido, numa demonstração de transparência e zelo, para averiguar a denúncia, e solicitado abertura de inquérito policial à Secretaria de Estado de Segurança Pública”
Mais adiante, ele disse que “é válido ressaltar ainda a atuação honrosa dos magistrados deste Estado, que trabalham diuturnamente para garantir que os processos sejam julgados em tempo recorde, mesmo diante das dificuldades físicas e de pessoal, com o número de magistrados e servidores reduzidos”.
Moreno Júnior afirmou, ainda, que a associação “não medirá esforços, inclusive sob a égide judicial, para manter a imagem do Judiciário mato-grossense fortalecida, pois reconhece o esforço de seus membros em garantir uma prestação jurisdicional digna à sociedade”.

“A Amam aguarda o desdobramento dos fatos e está atenta e atuante na defesa dos direitos dos magistrados mato-grossenses”, finalizou, na nota.
Papel da imprensa

O jornalista Luiz Acosta, editor do MidiaJur, rebateu as críticas do presidente da Amam, negando “interesse meramente midiático” sobre o tema.

“Trata-se de denúncia grave, feita formalmente por um empresário, que mostrou o rosto, recebeu a reportagem e concedeu entrevista gravada. Além disso, o empresário Douglas Yoshimura revelou ao site o áudio com a gravação dos supostos intermediários. Isso mostra que, em nenhum momento, partiu do MidiaJur as acusações sobre o caso”, disse Acosta.

Além disso, o jornalista ressaltou que o MidiaJur não “envolveu” o juiz Márcio Guedes no noticiário, como disse Moreno Júnior na nota.

“Foram o empresário e seu advogado, Rolf Talys Osorski Santiago, que citaram o referido magistrado, por sua filha ter advogado para uma das partes. Mais uma vez, é importante ressaltar que o site reproduziu, ou reportou, um posicionamento de dois cidadãos, devidamente identificados e que se dispuseram a vir à público”, disse.

“É natural que o presidente da associação se posicione, para defender, com espírito corporativo, seu segmento. Mas nos parece exagero tachar a imprensa de ‘irresponsável’ e ‘sensacionalista’. Aliás, prova de que as reportagens do site não são ‘irresponsáveis’ é o próprio fato de o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rubens de Oliveira, ter rapidamente agido, numa demonstração de transparência e zelo, para averiguar a denúncia, e solicitado abertura de inquérito policial à Secretaria de Estado de Segurança Pública”, afirmou Acosta.

“A própria Corregedoria Geral de Justiça de Mato Grosso, na figura da juíza auxiliar Selma Rosane Santos Arruda, também agiu prontamente e já tomou o depoimento do empresário. Ora, será que o comando do Tribunal de Justiça do Estado tomaria tais medidas, exemplarmente ágeis, se se tratasse de uma reportagem ‘irresponsável’?”, questionou o jornalista, ressaltando que a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso também se manifestou em relação ao caso.

Segundo ele, é papel da imprensa reportar assuntos de interesse social, inclusive em forma de denúncias, desde que com responsabilidade e seguindo os preceitos legais e profissionais.

“O site tem feito seu trabalho de forma isenta e imparcial, sem formar juízo de valores, pois esse não é o seu papel. Além disso, foi oportunizada a posssibilidade de todas as partes se posicionarem e, em nenhum momento, o site jogou suspeitas sobre o magistrado”, disse.

Apesar de discordar da posição do presidente da Amam, o editor Luiz Acosta disse que a respeita.

“Ele usa de suas prerrogativas e está no seu direito. Mas, somos obrigados a discordar frontalmente das suas palavras, até porque a imprensa tem papel fundamental para as manutenção das garantias constitucionais – e para a depuração das instituições, como o próprio Poder Judiciário. Exemplo disso são as atuações da imprensa no chamado ‘Escândalo do Mensalão’, na Operação Asafe, que investiga comércio ilegal de decisões judicias; e no próprio afastamento compulsório de magistrados de Mato Grosso pelo Conselho Nacional de Justiça”, afirmou.

Márcio Aparecido Guedes, juiz de direito

Veja abaixo a  íntegra da nota da Amam:

“A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) repudia qualquer manifestação que macule a imagem do Judiciário do Estado e de juízes e desembargadores que atuam em Mato Grosso. Diante da notícia veiculada pela imprensa mato-grossense envolvendo o juiz da 1ª Vara Especializada de Fazenda Pública de Cuiabá, Márcio Aparecido Guedes, a AMAM destaca que até então, não havia qualquer representação contra o magistrado junto à Corregedoria, demonstrando dessa forma o interesse meramente midiático sobre o tema.

É lamentável que, alguns veículos de comunicação, na ânsia por audiência e público, apelam por notícias sensacionalistas e irresponsáveis, que prejudicam a imagem de pessoas sérias.

É válido ressaltar ainda a atuação honrosa dos magistrados deste Estado, que trabalham diuturnamente para garantir que os processos sejam julgados em tempo recorde, mesmo diante das dificuldades físicas e de pessoal, com o número de magistrados e servidores reduzidos.

A Associação não medirá esforços, inclusive sob a égide judicial, para manter a imagem do Judiciário mato-grossense fortalecida, pois reconhece o esforço de seus membros em garantir uma prestação jurisdicional digna à sociedade. A AMAM aguarda o desdobramento dos fatos e está atenta e atuante na defesa dos direitos dos magistrados mato-grossenses”.

AGAMENON ALCÂNTARA MORENO JÚNIOR

Presidente da AMAM

 

10 Comentários

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  1. - Responder

    Respeito e admiro o juiz Agamenon, mas me parece que ele passou do limite como presidente da Amam, ao defender liminarmente o colega magistrado, sem avaliar que a denúncia do site já provocara a imediata ação da Corregedoria e da Presidência do TJ. Assim, não se pode culpar a imprensa, se alguém faz uma denúncia contra uma autoridade e assume o que diz. Neste caso o Midiajur agiu dentro das normas jornalísticas. Não é uma denúncia que macula o judiciário. Quem pode macular são seus membros quando agem fora da lei. Como eu sempre digo, o espelho não é culpado da feiura, ele apenas a reflete.

    • - Responder

      Ahhhh se nao fosse a imprensa!! Graças a Deus que a transparência existe e evita que pessoas inescrupulosas e corruptas enriqueçam sob as sombras da ilegalidade! A AMAM foi, sim, truculenta e abusiva. Ainda bem que nao tem qualquer autoridade sobre a imprensa. Parabéns a quem denuncia!

  2. - Responder

    ACHO QUE O ADEMAR ADAMS DEVERIA IR CATAR COQUINHOS………GOSTA DE POLEMIZAR TUDO…..ACHO QUE ESTÁ UM POUCO SEM AFAZERES…KKKK

    • - Responder

      E a genitora como está, seu covarde anônimo?

  3. - Responder

    Na minha opinião é uma vergonha a amam agir assim. Corporativismo? Vamos apurar com rigor.

  4. - Responder

    AdemAr adams sempre nervosinho. A minha sei onde esta e ela vai bem. E a sua? Qdo nao tem argumdntos apela kkkkkk

  5. - Responder

    Pois é, graças á imprensa que estamos como estamos. Ainda mais essa imprensa de MT que, como bem diz o Enock, age como “pau mandado” do seo Riva. Verdadeiros cordeiros amestrados que, diante de tantas falcatruas em julgamento, nao redigem uma linha sequer sobre o assunto. Pior: enrolam o rabicho e sentam sobre o mesmo. E parabens ao dr. Agamenon que fez o papel de presidente da Associaçao do Magistrados Matogrossenses, defendendo um de seus membros contra o ataque, costumeiro, dessa imprensa totalmente parcial do Estado de Mato Grosso.

  6. - Responder

    Esse “Pe de Pano” é um tremendo covarde, fala sem se identificar, alguem que age assim é porque tem lgo a temer, seja homem e assuma o que faz,

  7. - Responder

    Fabio VTNC kkkkkkkkk

  8. - Responder

    Acho horrível uma entidade de classe agir desse jeito. Será que estaria querendo jogar tudo para debaixo do tapete? Por que a imprensa não pode divulgar a notícia?

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