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Tribunal de Contas de MT investe em comunicação e se aproxima da imprensa e da sociedade

Pode soar estranho, mas até 2000 a imprensa do Mato Grosso pouco conhecia e divulgava o trabalho do Tribunal de Contas do Estado. Os jornalistas se limitavam a chegar apenas até a recepção e não tinham acesso a profissionais e informações importantes sobre os municípios, contas etc. Mas depois de um trabalho intenso do departamento de Comunicação, que também cresceu ao longo dos anos, a imprensa, além de ter fontes importantes no TCE, consegue informações através de um portal que reúne fotos, vídeos, telejornal, boletim de rádio e muito mais.

A jornalista Alice Matos, que trabalha na comunicação externa, acompanhou essa evolução. Ao ser contratada, recebeu a missão do então presidente do tribunal, Ubiratan Spinelli, de fazer o departamento de comunicação funcionar.

Alice lembra que fazia reportagens para o SBT e esteve apenas uma vez no TCE para a posse de um presidente do tribunal. “Nós tínhamos dificuldades de saber do trabalho do tribunal. Lembro que havia um assessor que cuidava apenas da clipagem e atendia timidamente a imprensa”.

A maior dificuldade da jornalista foi convencer conselheiros e técnicos a falar com a imprensa. “Havia muita resistência. Ainda há um pouco, mas conseguimos mudar bastante o quadro”. Para conseguir ela mesma ter acesso a informações para passar para os jornalistas, ela procurava o presidente. A ordem tinha que vir dele.

O departamento de Comunicação passou a levar os jornalistas para o TCE. O site do órgão entrou no ar e um jornalzinho passou a circular internamente, embora em preto e branco, já que não dispunham de dinheiro para fazer algo mais moderno. “Precisávamos na época provar que o TCE podia ter uma assessoria sem muito investimento”. Aos poucos, o TCE passou a aparecer na mídia. “Lembro que o presidente era muito polêmico, não se escondia e se posicionava sobre vários assuntos, o que facilitou nosso trabalho”.

De 2000 para cá, muita coisa mudou, e para melhor. Além do site, criou-se um house organ, uma revista, o jornal Mural, outro informativo que passou a ser colorido e distribuído interna e externamente – tem 3 mil exemplares -, jornais passaram a publicar anúncios do TCE. Foi implantado um programa de TV, transmitido na web e na TV Assembléia, onde as sessões também são transmitidas, uma rádio, a intranet e publicações passaram a ser impressas, como o livro que relata a história dos 50 anos do tribunal, além de cartilhas.

A partir de fevereiro de 2008, Américo Correia assumiu a coordenação da Comunicação, dividida em três núcleos: Comunicação Externa, Comunicação Interna e Propaganda. Alice o define como “um grande empreendedor”.

Correia entregou um projeto para a presidência do TCE, que se baseava em usar a comunicação como finalidade da instituição. “Já havia uma plataforma boa montada. Queríamos mostrar o TCE como instrumento de relacionamento com o cidadão. E a comunicação trabalha em cima desse conceito. Do ponto de vista estratégico, foi feita uma organização do trabalho, dividindo a comunicação em núcleos”, explica.

A Comunicação Externa, coordenada pela Dora Lemes, faz atendimento à imprensa, atualiza o site com notícias, vídeos, boletins de rádio e fotos. Trabalha em conjunto com uma produtora, que faz os telejornais e grava as sessões no TCE, e com uma profissional que cuida exclusivamente da rádio. Um fotógrafo reforça a equipe. Um dos maiores orgulhos dessa área foi a implantação do Portal do Cidadão, onde os internautas encontram todas as contas dos municípios do Estado. Até dezembro, as contas do próprio TCE e do governo do Mato Grosso também estarão disponíveis naquele espaço. 

A comunicação interna, de responsabilidade de Janaína Cajueiro, faz o house organ, o jornal Mural e cobre eventos internos. O setor de propaganda, comandado por Rodrigo Canellas, faz toda a produção gráfica e trabalha junto com uma agência, que ganhou licitação no final do ano, para cuidar da mídia. 

O trabalho chamou a atenção de outros tribunais. O TCE-MT recebeu recentemente dez representantes de outros tribunais para saber como foi implantado o sistema de TV, além de outros serviços prestados pelo departamento de Comunicação.

“Temos dois marcos no departamento de Comunicação. Em 2000, o Ubiratan deu decisão política de informatizar o tribunal. Começou a pensar de forma estratégica. Na gestão passada, o presidente José Carlos Novelli começou a trabalhar a base. O tribunal passou a entender que tem que abastecer a sociedade com comunicação. Antonio Joaquim, o atual presidente, diz que não existe controle social se o cidadão não tiver informação”, resume Correia.

Fonte Portal Comunique-se
 
 

Categorias:Cidadania

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