gonçalves cordeiro

TIRADENTES, HERÓI DO POVO BRASILEIRO: Já está quase tudo pronto para realização do ‘Desenforcamento do Tiradentes: Justiça ainda que tardia’ marcado para o feriado de 21 de abril, terça-feira, que vai revisar, numa iniciativa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a sentença que condenou à forca o mártir da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier. Convidado para atuar na peça no papel de defensor de Tiradentes, o criminalista Técio Lins e Silva avalia que a peça é uma grande oportunidade de destacar, ao mesmo tempo, a história do país e a importância do Tribunal do Júri. Ator Milton Gonçalves representará Tiradentes

Tiradentes ante o carrasco, 1941 Rafael Falco (Oran, 1885- São Paulo 1967) óleo sobre tela,  70 x 55 cm Museu da Câmara dos Deputados, Brasília

Tiradentes ante o carrasco, 1941
Rafael Falco (Oran, 1885- São Paulo 1967)
óleo sobre tela, 70 x 55 cm
Museu da Câmara dos Deputados, Brasília

 

Tribunal de Justiça do Rio patrocina apresentação da peça ‘O desenforcamento do Tiradentes’

 

 

Já está quase tudo pronto para realização do ‘Desenforcamento do Tiradentes: Justiça ainda que tardia’ marcado para o feriado de 21 de abril, terça-feira, às 14 horas, que vai revisar a sentença que condenou à forca o mártir da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier. Nesta quarta, dia 15, o elenco da peça se reuniu para ensaiar a encenação que acontecerá no Salão do Tribunal do Júri do Antigo Palácio da Justiça.

Sob a direção de Silvia Monte, que também é responsável pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ-Rio), a peça vai encenar um júri popular, no qual Tiradentes, representado pelo ator Milton Gonçalves será novamente réu, mas agora com a certeza de uma sentença diferente. O papel de juiz será interpretado pelo desembargador Claudio dell’Orto.

 

Técio Lins e Silva, advogado

Técio Lins e Silva, advogado

Convidado para atuar na peça no papel de defensor de Tiradentes, o criminalista Técio Lins e Silva avalia que a peça é uma grande oportunidade de destacar, ao mesmo tempo, a história do país e a importância do Tribunal do Júri.

“Nós temos nesse evento a possibilidade de uma dupla mensagem: valorizar o Tribunal do Júri, essa forma extraordinária, democrática de se julgar com o voto popular e, também, tratar um assunto fundamental para a democracia brasileira, mostrando a história do país, através do símbolo que representa Tiradentes, vítima do que há de mais perverso em termos da história de alguém que sonhou com um Brasil livre. Infelizmente, hoje, 300 anos depois, não é muito diferente”, avaliou.

Destacar as personalidades históricas do país, na opinião do criminalista Jorge Vacite Filho, que atuará como promotor no julgamento é uma das principais contribuições que a peça irá oferecer ao público que assistir ao espetáculo. “Uma iniciativa como esta deve servir de modelo, principalmente aqueles que objetivam engrandecer os cidadãos que se notabilizaram na história do país”, afirmou.

Para a desembargadora Cristina Gaulia, que terá participação especial na peça, o espetáculo é uma oportunidade de debater sobre a liberdade em confronto com o totalitarismo das ditaduras.

“Quando você conjuga cultura com o direito, você está abrindo as portas do direito para um maior acesso pela população. Então, aquilo que é um mundo hermético, fechado, das leis, do direito propriamente dito, através de iniciativas como esse espetáculo, se abre e vai ao encontro da população. A peça vai ser um encontro de muita riqueza, já que vai ser apresentado no palco um debate de liberdade e sobre as ideias revolucionárias. É, também, sobre a questão do totalitarismo das ditaduras. Tudo isso vem com ideias subliminares no contexto da Inconfidência Mineira e do enforcamento do Tiradentes que vamos, agora, desenforcar”.
FONTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO

 

O quadro Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo (1843-1905

O quadro Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo (1843-1905

Despojos de Tiradentes, de Cândido Portinari

Despojos de Tiradentes, de Cândido Portinari

4 Comentários

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  1. - IP 177.17.202.67 - Responder

    Isso sim,é falta do que fazer,como o Brasileiro é enrolador de tempo,e gosta de masturbação sociológica!

  2. - IP 201.24.172.241 - Responder

    Osmir, um punheteiro convicto, não gosta de Sociologia. Tem todo o direito e liberdade de expressar suas idéias e ruminações.

    • - IP 189.59.54.52 - Responder

      Bira,vá participar do desenforcamento,será ótimo,aproveite e ajude a juntar as partes desmenbradas do corpo do nosso herói,que não tem direito nem de descansar em paz.Depois aproveite para comparar as figuras do seu PT,que estão sendo presas por corrupção,com os feitos heróicos do nosso TIRADENTES!

  3. - IP 177.203.1.95 - Responder

    Osmir seque saber diferenciar Mitologia e História e quer dar aula sobre o que não entende. Tempos de ignorância eloquente… uma merda.

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