Terça, dia 4, 10 horas, servidores do Judiciário e o comando do Tribunal de Justiça se sentam para negociar. Chegou a hora do desembargador Perri assumir seus compromissos diante dos servidores – e cumprí-los, sem tergiversações, à luz das possibilidades financeiras e administrativas do TJ. Ao contrário de Rubens de Oliveira que assinou, prometeu e não cumpriu

 

Rubens de Oliveira, o presidente anterior, que prometeu e não cumpriu; o sindicalista Rosenwal Rodrigues, que tentou driblar dois presidente do TJ com um só compromisso assinado; e o desembargador Orlando Perri, que vive agora o desafio de assumir compromissos que possa efetivamente cumprir

Rubens de Oliveira, o presidente anterior, que prometeu e não cumpriu; o sindicalista Rosenwal Rodrigues, que tentou driblar dois presidente do TJ com um só compromisso assinado; e o desembargador Orlando Perri, que vive agora o desafio de assumir compromissos que possa efetivamente cumprir

Depois de 15 dias desperdiçados em demonstrações de força, de lado a lado, os servidores do Poder Judiciário e o comando do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso vão se sentar à mesa de negociação, em sala bem refrigerada, na próxima terça, dia 4 de junho, a partir das 10 horas da manhã. Antes da negociação, um feriadão de Corpus Christi (será que todo mundo sabe explicar o que os católicos reverenciam nesta data?) a que só os servidores públicos tem direito, para curtir com a familia e os amigos. Motoristas de ônibus, comerciários, a turma da construção civil, etc, etc, labutarão normalmente até mesmo o tal feriado dito religioso mas que não é para todos os cristãos

A principal exigência dos servidores é quanto ao cumprimento da lei que instituiu o Sistema de Desenvolvimento de Carreira e Remuneração (SDCR). As negociações começam na terça-feira, dia 4, pontualmente às 10 horas da manhã. Com ele implantado, a categoria terá um impacto positivo em seus holerites de aproximadamente 30%, segundo a avaliação de alguns especialistas.

Um compromisso assinado pelo então presidente do TJ, o mui respeitável desembargador Rubens de Oliveira, em outubro de 2011, quando os servidores acabavam de sair de outra paralisação, anunciava a implantação da progressão funcional dos servidores até 31 de dezembro de 2012. Esse compromisso, assinado sem muito alarde, não foi, todavia, cumprido dentro do prazo pelo desembargador Rubens, e a cobrança acabou estourando no colo do novo presidente, o desembargador Orlando Perri que assumiu o comando do TJ em 1º de março de 2013 – portanto há apenas três meses.

Com Perri mal instalado ainda na cadeira de presidente, o Sindicato exigiu-lhe que cumprisse o compromisso que o mui respeitável Rubens de Oliveira não conseguira cumprir em 1 ano e quatro meses. Como a resposta inicial de Perri foi negativa, o Sinjusmat puxou então a greve que, segundo dados do TJ, conseguiu entusiasmar os servidores de apenas 11 das 79 comarcas que o Judiciário mantém em Mato Grosso. Em pronunciamento em vídeo, o desembargador Orlando Perri chegou a alegar que não conhecia detalhes do compromisso assumido por seu antecessor. Os servidores, todavia, apelavam para a “responsabilidade institucional” do novo presidente diante do compromisso assinado pelo desembargador Rubens.

Não teve jeito. No mesmo final de semana veio a decisão do desembargador Polegato, declarando a ilegalidade da greve e Perri bateu pé, argumentando que só voltava a negociar com a suspenção da paralisação, o que acabou conseguindo, mesmo porque o movimento paredista não estava tão forte assim. Agora, que a primeira fase desse confronto foi superada, e o diálogo entre as partes se restabeleceu, a expectativa é que Orlando Perri abandone o discurso de falta de compromisso e assuma, efetivamente, novos prazos quanto aos direitos assegurados pela legislação aos servidores, e que precisam ser assumidos e implementados pelo Tribunal de Justiça. O que se vê nas escrivanias,  por esse Mato Grosso adentro,  com poucos e escassos servidores, e servidores sobrecarregados e exigidos sempre além de suas possibilidades, não é algo que recomende o Tribunal de Justiça no quesito do gerenciamento de seus recursos humanos.

Agora, que os servidores lhe ofereceram esta importante trégua, que é a suspensão da greve, Perri não pode mais se escorar na possível derrapada do desembargador Rubens de Oliveira para justificar qualquer protelação que não tenha argumentos e embasamentos muito contundentes e convincentes. Uma derrapada de Perri e de seus companheiros do comando do TJ e a greve poderá ser retomada. Logo se vê que nunca se exigiu tanta competência do comando do TJ na arte de negociar com seus servidores como neste momento.

5 Comentários

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  1. - IP 177.17.201.178 - Responder

    Cada vez fico mais surpresa ao perceber que o Sr. Enock passou de jornalista/blogueiro para comentarista parcial em materias que envolve a nova adminstração do TJ. E gasta boa parte do tempo “batendo boca” com os servidores em defesa da administração do TJ. Que tá havendo??? Are baba!!!!

  2. - IP 189.59.39.207 - Responder

    O fato é que a Lei 8.814 poderá ser facilmente implementada (Cumprida), basta cortar alguns “galhos das Árvores Genealógicas” , Cargos Comissionados (que por um acaso é um número excessivo) e cumprir a determinação e fazer os cortes dos INCORPORADOS. Com essas atitudes, com certeza teremos mais de 60 milhões em caixa para o cumprimento da lei 8.814, e a regularização dos débitos com os servidores.
    Em segundo plano, acabar com projetos e projetos sem futuro (com o objetivo apenas de Marketing) que vemos às dezenas todos os anos sendo anunciados.

  3. - IP 179.253.25.203 - Responder

    O MELHOR MARKETING QUE O JUDICIÁRIO DEVERIA FAZER É VALORIZAR SEUS SERVIDORES QUE CARREGAM A CARGA DO JUDICIÁRIO NAS COSTAS, MAS INFELIZMENTE ELES SÓ VALORIZAM OS JUIZES (NADA CONTRA), MAS SÃO SERVIDORES COMO TODOS NÓS, APENAS COM UMA PATENTE MAIOR. VAMOS VER SE ESSA ADMINISTRAÇAO MUDA ALGUMA COISA!!!

    Podemos comparar ao jogo de futebol, os famosos recebem milhões e os sem fama ainda que correm mais, ganhado bem pouquinho, mas fazer o que é essa a vida neste sistema. abraço a todos os valorosos servidores, vamos a luta.

  4. - IP 201.34.27.81 - Responder

    TENHA PACIENIA CORTA O PONTO DESSES SERVIDORES E PRONTO! E COBRA A MULTA DO SINDICATO PELO DESCUMPRIMENTO LIMINAR 20000 DIA! ORA ESSA GREVE E ILEGAL! acabou vão trabalhar meu!

  5. - IP 189.11.216.49 - Responder

    Infelizmente muitos pessoas que comentam neste site não sobe o quanto um servidor do T J MT, ganha é um salário de fome,fui servidora do TJ por 15 anos e vcs sabem quanto é a minha aposentadoria somente 1760,00 por mês, o senhor presidente reveriam com este salário. Pois é nem na transparência o meu nome aparece eu acho que o TJ tem vergonha de colorar meu nome lá. Então onde esta todo o dinheiro do TJ, nas nossas contas não esta. Eles sempre fizeram que LEIS são para ser cumpridas e não discutidas e a onde esta a LEI para estes Desembargadores, tem que o CNJ tentar abrir a caixa preta do TJ. Pois vai ano e entra ano e nós sempre com migalhas de salários pois sem servidores não há Justiça para minguem. Quando eles presidentes vão cumprir o SDCR, sobem quando nunca. Hoje graças a Deus estou concursada em outra instituição para o complemento do meu salário, mas o TJ ainda esta me devendo PROGRESSÃO e minhas Licença-Prêmio quando vou receber é justo.

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