Tentativa de golpe – II

O jornalista Marcos Coutinho vai de mal a pior. Começamos este domingo, constatando que o seu site, o Olhar Direto, parece ter virado uma espécie de bunker da campanha do professor João Valente, que tenta influenciar a comissão eleitoral da UFMT, no sentido de impedir a proclamação da vitória da professora Maria Lúcia Cavalli Neder EM PRIMEIRO TURNO!

Assumindo abertamente o lado dos derrotados, o Olhar Direto divulga o seguinte:

Valente estuda medida judicial para evitar ”manipulação descarada”20/04/2008 às 11:57

Assessoria

O professor João Valente, candidato a reitor da Universidade Federal de Mato Gross, afirmou agora há pouco através de sua assessoria, que estuda a adoção de uma medida jurídica para evitar as “tentativas descaradas de manipulação” sobre o processo de apuração das eleições, assim como esclarecer a sociedade sobre “os absurdos” que estão acontecendo na sucessão da instituição.

A comissão eleitoral concluiu a apuração dos votos, mas não divulgou o resultado final por dificuldades de aplicar o cálculo de proporcionalidade. “Tenho convicção de que estou no segundo turno”, afirmou Valente. A apuração ficou assim definida: Chapa 1 (3.565 votos de alunos, 656 de professores e 588 de funcionários), Chapa 2 (1.888; 321 e 764, respectivamente) e Chapa 3 (1.046, 179 e 129, respectivamente).

Segundo Valente, o grupo da candidata situacionista, Maria Lúcia Cavalli Neder, está tentando mudar as regras do jogo para forçar uma vitória no primeiro turno. “Eles querem alterar a resolução que determina os critérios de cálculo de proporcionalidade. Ao invés de considerar a base do colégio eleitoral, como define a norma, eles querem considerar apenas o número de votantes. Isso é uma tentativa desesperada de manipulação. Irei até as últimas instâncias para impedir que isso aconteça”.

Valente criticou a forma “truculenta” da candidata Neder e seu grupo. “Ontem, o deputado Alexandre César acompanhou a apuração e tentou tumultuar o processo, constrangendo a comissão eleitoral, se fazendo de advogado da candidata da situação e forçando para que eles a declarassem vencedora. Isso é um disparate, e comprova a ligação dela e do atual reitor com o PT, fato que eles tentavam negar”, afirmou.

O candidato ainda lamentou tamanha desorganização no processo eleitoral. “Estamos falando de uma instituição referencial para Mato Grosso. Sinceramente, eu não imaginava que houvesse tanta desorganização, falhas e possibilidades de manipulação. Isso expõe a UFMT ao ridículo e mostra o quanto ela precisa avançar, sobretudo do ponto de vista administrativo”, disse. Segundo as normas eleitorais, os candidatos têm 48 horas para apresentar recursos e questionamentos em relação à apuração. Depois disso, a comissão eleitoral tem até três dias para apresentar o resultado final.

Categorias:Cidadania

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