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Tempos de cólera, um poema de Edmundo Arruda Jr

Tempos de cólera

Nas cores extremas da “razão”.

Bestas em diapasão.

Nos estertores das pestes insepultas.

 

Tempos de cólera.

Nos ressentimentos fascistas e comunistas.

Bostas em ascensão.

Nos extemporâneos ovos da serpente.

 

Tempos de cólera,

Nos estelionatos ideológicos tardios.

Bandeiras estilizadas de Hitler e Stálin flamulam.

Nos meandros do gradual assassinato da democracia.

ubal

Tempos de cólera.

Nos carrascos de utopias.

Balançando as classes medianas.

Nos labirintos e entranhas das mentiras.

 

Tempos de cólera.

Nos corredores da República de peruca.

Biritas e putas aos leguleios de todos os poderes

Nos bacanais das corrupções possíveis.

 

 

Tempos de Cólera (Celebration, 1.5.17)

Edmundo Lima de Arruda Jr

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