TARIFA DE ÔNIBUS: Mauro enfrenta panelaço nesta 4ª

Protestos contra nova tarifa

REAJUSTE – Entidades sindicais prometem realização de ‘panelaço’ em frente ao Palácio Alencastro dia 9

Valor pago pelos usuários passou de 2,70 para 2,95

Em nota de repúdio, grupo diz que aumento é ‘duro golpe na democracia, pois foi decidido na calada da noite, sem divulgação e consulta à população, lembrando os piores momentos da ditadura militar’

GLÁUCIO NOGUEIRA
A GAZETA

Cerca de 40 entidades sindicais, movimentos estudantis e sociais assinaram uma nota de repúdio contra o aumento da tarifa do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. O grupo, que questiona o aumento da passagem, que entrou em vigor em 28 de dezembro, organiza manifestações nas redes sociais e um “panelaço”, em frente ao Palácio Alencastro, sede da prefeitura da Capital, programado para esta quarta, dia 9. Os protestos exigem a revogação da Lei que definiu o aumento.

No documento, divulgado nesta sexta-feira (4), criticam a decisão do ex-prefeito, Chico Galindo (PTB), de não anunciar com antecedência o reajuste.

“Esse aumento trata-se de um duro golpe na democracia, pois foi decidido na calada da noite, sem divulgação e consulta à população, lembrando os piores momentos da ditadura militar”, afirma trecho da nota.

A articulação da campanha pelo cancelamento do reajuste foi definida em reunião, realizada no Diretório Central Estudantil (DCE), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), nesta quinta-feira (3). “O aumento na tarifa significa a exclusão de milhares de trabalhadores do direito de se locomover com o transporte público”, narra outro trecho do texto.

Acadêmico da UFMT e membro do DCE, o estudante Fábio Ramirez prevê a realização de diversas ações em Cuiabá repudiando o aumento da tarifa. “Pretendemos que o prefeito Mauro Mendes (PSB) nos receba para entregarmos documentos pedindo a revogação da tarifa, além de definir critérios técnicos e transparentes para que se chegue a um preço justo”.

Nas redes sociais, o grupo já articula um abaixo-assinado eletrônico que, em pouco tempo, já contava com mais de 400 “assinaturas”.

Entre os apoiadores dos protestos, a grande maioria defende os princípios de transparência e justiça, caso de Rômulo Fernandes dos Santos. “Se é para pagar algo, que seja então um preço justo pelo transporte coletivo que temos atualmente”.

A sensação de justiça, segundo eles, seria haver uma melhora perceptível na qualidade do transporte, antes de se promover um reajuste. “Falta de respeito aumentar as passagens. Acho que deveria primeiro melhorar a qualidade do serviço para um posterior aumento de tarifas”, destacou Nilton David Madeiros.

O Ministério Público do Estado (MPE) já instaurou um inquérito civil público para investigar os dados usados na composição do custo do transporte coletivo, apresentados em reunião do Conselho Municipal de Transporte (CMT) em 7 de dezembro, que autorizou reajuste de 12%. Promotor responsável pelo caso, Ezequiel Borges de Campos aguarda informações da SecretariaMunicipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) para dar continuidade ao caso.

OUTRO LADO

Mauro Mendes afirma que o reajuste obedece à legislação e que o aumento é votado em um conselho que conta com a participação da população. O prefeito garantiu que irá fiscalizar e cobrar um serviço de qualidade.

————–

 

CONFIRA AGORA INTEIRO TEOR DA NOTA DE REPÚDIO DAS ENTIDADES

NOTA DE REPÚDIO

Nós, entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais, reunidos no dia 03 de janeiro de 2013 na sede do DCE-UFMT, repudiamos o aumento da tarifa de ônibus em Cuiabá, que entrou em vigor no dia 28 de dezembro de 2012.

Esse aumento trata-se de um duro golpe na democracia, pois foi decidido na calada da noite, sem divulgação e consulta à população, lembrando os piores momentos da ditadura militar.

O aumento na tarifa significa a exclusão de milhares de trabalhadores do direito de se locomover com o transporte público. Uma atitude política que só favorece os empresários do transporte.

Sabemos que o prefeito eleito, Mauro Mendes, pode reverter essa situação se assim quiser, por isso exigimos já a REVOGAÇÃO DO AUMENTO DA TARIFA e um transporte público de qualidade.

Assinam:

Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFMT)

DCE-UNIC,

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)

Associação dos Docentes da UFMT (ADUFMAT-SSIND)

Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (SINDIMED-MT)

Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (SINDIJUFE-MT)

Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (SINETRAN-MT)

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN),

Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT)

PT-Cuiabá

PSOL-Cuiabá

Intersindical

Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBio)

Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia (CONEP)

Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)

Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO)

Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais (ANECS)

Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos)

CA de Biologia-UNIC

CA Eng. Florestal-UFMT

CA de Psicologia-UFMT

CA de Química-UFMT

CA de Serviço Social-UFMT

CA de Ciências Sociais-UFMT

CA de Educação Física-UFMT

CA de Eng. Elétrica-UFMT

Diretório Acadêmico de Enfermagem-UFMT

CA de Letras-UFMT

Alternativa Sindical Socialista (ASS)

Movimento Rumo Ao Socialismo (MRS)

Juventude Marxista (JM)

Resistência Popular-MT

Contraponto

Articulação de Esquerda (AE)

Coletivo Autonomia e Luta

Une Pela Base

Coletivo Rompendo Amarras

Coletivo A Voz Da Base (Oposição Correios)

Diretor de Movimentos Sociais da UNE (Sandoval V. Silva)

Redes Sociais

Dia do Basta

Representantes de sindicatos, centros acadêmicos, movimentos de esquerda e partidos políticos se reuniram na sede do DCE da UFMT para preparar o panelaço contra o reajuste da tarifa de ônibus

 

Faixas de protesto, para a primeira manifestação popular de 2013, já estão sendo preparadas

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 177.3.35.70 - Responder

    E assim caminha a humanidade, digo, exploração. Até quando? É hora do povo ir para as ruas e dizer não aos patrões e seus amigos donos do transporte público.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

1 × 1 =