gonçalves cordeiro

Bruneto cobra transparência; Zanata quer sigilo sobre incentivos

O secretário Alan Zanatta, surpreendentemente, quer manter nome de empresários que se beneficiam da renúncia fiscal sob sigilo. Gilmar Brunetto, do Fórum Sindical, pressionou Assembleia, para realização de audiência pública e também recorreu à Justiça tentando abrir a caixa preta dos chamados incentivos fiscais

O que se vê, atualmente, na política de Mato Grosso é a luta de classes, ao vivo e em cores. De um lado, os sindicalistas, lideranças dos servidores, dirigentes dos sindicatos que integram o Fórum Sindical de Mato Grosso, se mobilizando, recorrendo à Justiça para saber quem vem sendo beneficiado pela renúncia fiscal concedida pelo Governo do Estado e exigindo da Assembléia a realização de uma audiência pública para debater e esclarecer defintivamente a questão.

A suspeita dos sindicalistas é que a renúncia fiscal expressaria um enorme ralo por onde escoariam grandes quantias em impostos que deveriam estar reforçando o orçamento do Estado.

Do outro lado, estão os sindicatos, os gestores estaduais e também uma maioria de parlamentares que tentam tirar a renúncia fiscal – que preferem chamar de “incentivos fiscais” – do centro do debate político.

Nestes útlimos dias, os sindicalistas radicalizaram e até um mandato de segurança foi manipulado para obrigar o Governo do Estado a abrir seus dados. O Secretário de Estado de Indústria, Comércio Minas e Energia, Alan Zanatta, saiu à boca de cena, em alguns espaços da mídia, para dizer que não concorda com a divulgação de informações relativas às empresas beneficiadas pelo programa de incentivo fiscal estatal, o Prodeic.

De acordo com Zanatta,”não basta apenas o aval da Sicme na divulgação do que o sindicato pede. A aprovação das empresas, por exemplo, depende da aprovação conjunta de, no mínimo, 20 entidades. Hoje, são mais de 300 empresas beneficiadas e não podemos sair por aí divulgando dados, sem que essas empresas autorizem. Claro, se houver decisão judicial, vamos cumprir, mas não concordo”.

Essa disputa de posições deve ter seu momento mais acirrado na quinta-feira, 11 de abril, quando Fiemt, Governo do Estado, Fórum Sindical e outros setores da sociedade devem se expressar na audiência pública que será promovida pela Assembleia Legislativa.

 

 

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