Seminário na UFMT, promovido pelo Formad, mobiliza cidadãos de Mato Grosso contra o uso indiscriminado de agrotóxicos pelo agronegócio em nosso Estado

Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

II Seminário da Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Por Formad

Será realizado nesta quinta e sexta-feira,  dias 4 e 5 de abril, o II Seminário Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O evento é organizado pelo Comitê Estadual da Campanha e tem apoio da Associação de Docentes da UFMT (Adufmat-S.Sind), que é signatária do Comitê. As inscrições para participantes das regiões próximas a capital mato-grossense, estarão sendo feita no local do evento á partir das 8:00 horas.

Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde e ao aniversário de 2 anos da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela vida, ambos em 7 de abril, o Seminário tem entre seus objetivos: a denúncia dos impactos dos agrotóxicos e ao anúncio da Agroecologia como modelo sustentável de produção e consumo.

Serão discutidos também temas como: O agronegócio e os impactos na vida, na economia, na saúde e no ambiente; Políticas públicas de Soberania Alimentar; Vigilância à saúde das populações expostas aos agrotóxicos e Diálogos e Convergências para a promoção da Agroecologia

Durante o evento estarão sendo coletadas assinaturas para o abaixo assinado da Campanha, contra a importação, produção e comercialização de 14 inseticidas banidos do exterior e utilizados no Brasil.

Abaixo assinado pretende eliminar venenos agrícolas do Brasil

Por Fernanda Nazário, estagiaria do site Centro Burnier Fé e Justiça

 

Franciléia Paula coordenadora da campanha em Cuiabá

O grupo que articula em Mato Grosso a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida promove abaixo assinado contra a importação, produção e comercialização de 14 inseticidas banidos do exterior e utilizados no Brasil.  Veja a lista dos 14 agrotóxicosEm 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou que os agrotóxicos compostos por substâncias de alta periculosidade, tais como  Endosulfan, Cihexatina e Metamidofós seriam proibidos no Brasil, mas segundo a engenheira agrônoma e coordenadora da campanha no Estado, Franciléia Paula, esses venenos continuam em circulação sem nenhuma intervenção do Governo.

Em 2009, a Anvisa divulgou alimentos com maior índice de agrotóxicos. O produto com mais irregularidades foi o pimentão (64%), seguido por morango (36%), uva (33%) e cenoura (31%).

Estudos toxicológicos nacionais e estrangeiros, citados pela Anvisa, mostram que a exposição e o consumo de alimentos contaminados por essas substâncias podem provocar vômito, diarreia e intoxicação aguda que pode levar a quadros de coma, parada respiratória, infertilidade ou até a morte.

Iniciado no dia 26 de março deste ano, o abaixo assinado pretende circular em todos os Estados do país para coletar assinaturas de pessoas que tenham Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e Registro Geral (RG) e que são contra a utilização de inseticida tóxico nas grandes e pequenas lavouras.Quem deseja participar deste protesto é só clicar aqui.  Em seguida, imprima e assine a folha, depois à encaminhe – via correio –  para Quadra 03, Conjunto A, casa 23 – Candangolândia –Destrito Federal (DF) até o dia 01 de abril.

Cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos por ano

O site da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida disponibiliza, também, o abaixo assinado virtual. Clique aqui para assinar a petição. Com objetivo, não só de frear o consumo de agrotóxico, mas de bani-los da agricultura brasileira, o abaixo assinado será encaminhado para a Presidenta Dilma Rousseff no dia 9 de abril, quando a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida completa dois anos. Segundo a coordenadora da campanha, “o propósito deste abaixo assinado é de impulsionar o Governo Federal a tomar providencias para o banimento imediato destes venenos do país”, declara.

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