gonçalves cordeiro

Selma Arruda, cassada, vai pro chão enquanto Pedro Sakamoto está no auge. LEIA VOTO DO PEDRO CONTRA A SELMA

Sakamoto e Selma

Meus amigos, meus inimigos: nada como um dia depois do outro, já dizia aquele velho ditado.

Ontem, Selma Arruda pontificava como a juíza mais moralista destas plagas do Mato Grosso. Um verdadeiro modelo para as novas gerações da estudantada que procura o Direito como um caminho para uma vida de realizações.

Enquanto isso,  no seu canto, o desembargador Pedro Sakamoto, era um dos nomes mais discretos do Judiciário. Aquele de quem se diz que não fede nem cheira, já que não vivia buscando as manchetes, ao contrário da outra. Sim, discreto e silencioso, mas capaz de espertas sacadas, como um herdeiro de Charlie Chan.

Nesta quarta-feira, 10 de abril de 2019, a juíza Selma caiu definitivamente do pedestal que haviam fabricado pra ela e está rolando escada abaixo, depois da decisão do Tribunal Regional Eleitoral que, por unanimidade, cassou o seu mandato de senadora da República, recém adquirido. E Pedro Sakamoto faz História, sem se dobrar a qualquer articulação de bastidores, arrostando a queimação que se fez com ele em sites amigos e amestrados pela senadora Selma.

Selma Arruda sai por baixo, Pedro Sakamoto sai por cima. E claro que o Poder Judiciário de Mato Grosso fica chamuscado quando uma de suas magistradas mais badaladas se expõe dessa forma à pira da História.

É que a juíza antes cheia de moral, mal entrou para as atividades político partidárias, foi pega com a mão na massa do Caixa 2, como documentaram seus acusadores, e a consequência é que teremos uma nova eleição para o Senado Federal em Mato Grosso. A eleição da Selma não valeu. Apaguem esse registro da História. A professora Serys Slhessarenko volta a ser a única senadora da História de Mato Grosso, uma mulher que, ao contrário da magistrada destronada tão cedo, honrou a campanha eleitoral de que participou e o mandato que exerceu durante 8 anos sem uma mácula.

A cassação do mandato que a senadora Selma conquistara lançando mão de dinheiro clandestino via caixa 2, como identificou a Justiça Eleitoral mato-grossense representa uma vitória da Democracia. O questionamento inicial da irregularidade coube ao advogado e intelectual Sebastião Carlos de Carvalho, que também disputava o mandato de senador pela Rede Sustentabilidade. Foi o primeiro a colocar contra a parede a juiza que era propagada como exemplo da moralidade do nosso Judiciário. Depois vieram Carlos Fávaro e o Ministério Público Eleitoral.

Em seu arrazoado, Pedro Sakamoto avalia que ficou evidente que Selma e seu primeiro suplente, Gilberto Possamai, efetuaram gastos acima do permitido, praticando então um flagrante abuso de poder econômico e prejudicando o resultado do pleito, já que pagaram despesas acima de R$ 1,2 milhão com dinheiro o dinheiro clandestino.

Curioso é que Pedro Sakamoto votou também para que o terceiro colocado nas eleições, Carlos Fávaro, assumisse o cargo até que novas eleições sejam realizadas. Mas os demais membros acharam que era muita sopa para o candidato do Agronegócio, e divergiram, definindo que os eleitores retornem às urnas para a escolha do senador que substituirá a senadora que caiu do tal pedestal.

Pesou menos a moralidade da juiza Selma do que a onda bolsonarista que a arrastou para a dianteira da disputa pelo Senado. Foi um acaso, uma coisa rara. Mas já se vê que esse mandato raro se esfumaçou muito rapidamente.

Desembargador Pedro Sakamoto vota pela cassação do mandato da senadora juiza Selma by Enock Cavalcanti on Scribd

Relatório sobre julgamento … by on Scribd

1 Comentário

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  1. - IP 177.38.237.175 - Responder

    Acho muito estranho isso…tirar a Selma e botar o Fávaro… é um desejo do Sakamoto meio corrupto/partidário não?

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