gonçalves cordeiro

Saldo positivo na manifestação dos servidores, mas ainda está faltando alguma coisa

Foto Rogério Florentino/Olhar Direto

Dia 12, dia de paralisação parcial dos servidores

O vídeo que publico mostra o momento em que caminhada dos servidores estaduais chega à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, depois de percorrer todo o Centro Político Administrativo, em Cuiabá, nesta terça-feira, 12 de fevereiro de 2019. O calor cuiabano, forte como sempre, não abalou o ânimo de quem foi à paralisação, demonstrar que não está nada satisfeito com os rumos da nova administração estadual comandada pelo DEM e PDT. Os servidores já estavam se dispersando quando veio a chuvinha de todo final de tarde.

Os mais entusiasmados falaram em 5 mil pessoas participando do ato, mas mesmo um dirigente do Fórum Sindical avaliou, em conversa com este blogueiro, que se ali estiveram 3 mil e 500 pessoas foram muitos. Não houve cálculo oficial dos participantes. Mas a maioria presente, claro, vibrava com o evento de que participava. No inicío da caminhada, de políticos, apenas o deputado estadual ligado ao Forum, o sindicalista João Batista, do Pros.

Esse dirigente, mesmo animado com o ato, avaliava que “para fazer frente às propostas e articulações do governador Mauro, nosso movimento precisa crescer mais. Ele tem a força da institucionalidade e continua trabalhando forte para desacreditar os servidores diante da maioria da população. Contra a Assembleia, já fez acordos com os Poderes, tem a mídia na mão. Dificilmente vamos conseguir uma decisão favorável no Judiciário. Nossa força tem que vir da força de nossas manifestações. Temos que achar um caminho, uma forma de juntar mais gente e também sensibilizar a população para nossas lutas. Com o serviço público sucateado, quem mais sofre é a população”

Ou seja, o desafio para o Fórum Sindical e para os sindicalistas das diversas categorias, agora que os sindicatos voltam às suas plenárias, é saber até onde o movimento pode avançar. Com esse número de servidores na caminhada, ainda não dá pra acuar o governo do DEM, dizia o mesmo dirigente.

Um dado que pesou em desfavor de um maior comparecimento, foi certamente o fato de que 60% dos trabalhadores da Educação, que ainda dependem da renovação de seus contratos nas escolas, tiveram que se precaver, antes de aderirem ao movimento desta terça. Eles precisam ter a segurança de seus contratos renovados para 2019 antes de pensarem em botar o pé na estrada.

O poder de retaliação de Mauro Mendes contra os servidores é muito forte e ainda não se sabe até onde o ego, em caso de descontrole, pode levar o governador.

No mais, a paralisação de um dia, convocada para esta terça, foi só o segundo passo da luta sindical que se desenha em Mato Grosso. O primeiro passo foi a ocupação da Assembleia pelos servidores, antes da votação do pacote de calamidade do governo Mauro/Pivetta

Foto Rodinei Crescencio/RD News

 

 

 

 

 

Paralisa��o servidores

Foto Magda Matos/SindJor

 

1 Comentário

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  1. - IP 177.79.15.177 - Responder

    TAXA O AGRONEGÓCIO! Taxa o agronegócio!!! O estado de mato grosso é o único estado da federação que ainda cobra ICMS, Por estimativa ta na hora de mudar. Diminui o duodécimo dos poderes que aumentou esse ano e sempre aumentam. Diminui os incentivos fiscais dado a várias áreas e setores. Institui a nota fiscal de mato grosso igual a São Paulo. Coloca balança de pesagem nas estradas afim de evitar a sonegação fiscal. QUEREMOS O MELHOR PARA O ESTADO MAS QUE SEJA PROPORCIONAL PARA TODOS.

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