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SAÍTO E O ORGULHO DE SER BRASILEIRO: “Não emprestarei, nem por brincadeira, a minha chuteira imaginária para os pés de Messi, Klose ou mesmo Robben. A minha alegria, a sede de vitória que carrego, estará, sempre e sempre, com David Luis, Thiago Silva e Neymar, gigantes do futebol, brasileiros de honra” – escreve o magistrado cuiabano

Gonçalo Antunes de Barros Neto, juiz de Direito em Cuiabá, Mato Grosso, conhecido pelos amigos como Saíto

Gonçalo Antunes de Barros Neto, juiz de Direito em Cuiabá, Mato Grosso, conhecido pelos amigos como Saíto

 

Orgulho em ser brasileiro

POR GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO

 

 

Após a derrota da seleção brasileira para a Alemanha, seguiu-se grande sentimento de frustração na pátria canarinho. Artigos vários foram escritos, lembrando-nos da supremacia alemã em vários setores – economia, justiça social, IDH, escolaridade etc.-, retratando a nossa realidade. Vive-se o momento de ideologizar o futebol, valores próprios da política entram em campo para apequenar, não para construir.
O Brasil merece mais respeito por parte das opiniões por aqui publicadas. A síndrome de inferioridade baixou em alguns. O orgulho está ferido, mas é preciso tê-lo se quisermos comandar o nosso destino, e é grandioso, acreditemos. O brasileiro se esforça cada vez mais em busca de tudo aquilo que lhe é merecido, e caminha-se avançando em vários setores. Uma carta escrita pela escritora holandesa Aliefka Bijlsma, que roda nas redes sociais, explica um pouco esse momento.
Na citada carta, após criticar o pensamento negativo do brasileiro para com seu próprio país, a escritora holandesa nos lembra de que na Holanda os resultados das eleições demoram horrores, não havendo nada automatizado, além de só existir uma companhia telefônica. E continua… Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo, ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues, os atendentes recebem o dinheiro e com a mesma mão suja entregam o pão ou a carne, sendo que em Londres existe um lugar, famosíssimo, que vende batatas fritas enroladas em folha de jornal. Em Paris, os garçons são conhecidos por mau humor e grosseria. Na Europa, não fumantes é minoria, fumam até no elevador. E arremata, “você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos”.
Amamos o bom futebol, a seleção brasileira sempre nos deu alegria. O esporte não vive só de vitórias e lições são dadas nas derrotas. Vivemos uma crise de autoflagelação. Na expressão de Nelson Rodrigues, “É a velha figura do narciso às avessas, que cospe na própria imagem”. Se o vestido é supérfluo, a nudez é essencial? Ou, se a camisa está desbotada, longe das cores canarinho, a modéstia nos é confortante? A honra é predicado da alma do brasileiro; sempre está lá, brilhando, e, se ofuscada, esquecida, é por teimosia, incompreensão.
Não emprestarei, nem por brincadeira, a minha chuteira imaginária para os pés de Messi, Klose ou mesmo Robben. A minha alegria, a sede de vitória que carrego, estará, sempre e sempre, com David Luis, Thiago Silva e Neymar, gigantes do futebol, brasileiros de honra.
Nunca cansarei de cantar os valores de minha terra, de minha gente. Somos gigantes pela própria natureza. Pátria mais que amada, idolatrada, te saudamos. É por aí…

GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO é Juiz de Direito e escreve aos domingos em A Gazeta (e-mail: antunesdebarros@hotmail.com).

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