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Renato Simões em Cuiabá: Como derrotar o golpe e construir novo projeto de esquerda no Brasil

Renato Simões passou por aqui. Esteve na sexta-feira, na abertura do encontro estadual de formação políticado PT, que valeu como um lançamento do processo de Congresso Nacional, para renovação de suas direções e suas políticas, que o Partido dos Trabalhadores realiza em março de 2017. Na verdade, realiza a partir de agora, porque o congresso começa com a mobilização dos militantes pela base.
Renato Simões, filósofo, militante da causa dos direitos humanos, ex-deputado federal, ex-deputado estadual em São Paulo, que vem lá do PT de Campinas, veio fazer uma análise de conjuntura e projetar as responsabilidades que o Congresso Nacional do PT, marcado para março, levanta para todos os militantes do partido.
O PT, que governou o Brasil durante dois mandatos com Lula e um mandato e meio com Dilma, precisa identificar e superar os problemas que permitiram que os inimigos da classe trabalhadora desalojassem o partido do PT.
O desafio lançado por Renato simões em sua fala é esse: a classe trabalhadora brasileira com o concurso apaixonado do PT precisa se organizar e se mobilizar não só para derrotar o golpe que esta aí posto, com o governo golpista do Temer, como precisa estudar e definir um novo projeto de esquerda para o Brasil.
Renato Simões passou o seu entendimento de que o golpe que foi dado contra a presidenta Dilma não é um momento qualquer da história do Brasil ou da America Latina.
E repete uma estratégia que também foi aplicada em Honduras e no Paraguai com sucesso, falhando, todavia, na Bolívia, em Equador e na Venezuela, até aqui.
Na análise de Renato Simões, “para o capital, o processo democrático é instrumental. Quando não é mais possivel ao capital estabelecer a sua dominação pelos instrumentos da democracia, rasga-se a democracia”.
Ele lamentou que, passado tantos anos, a direita, para vencer a atual crise, que identifica como a mais grave crise do capitalismo desde o início do século 20, continue tentando implantar a mesma agenda neoliberal que o PT conseguiu derrotar, com as vitórias de Lula e Dilma em quatro eleições livres e diretas.
Só que agora os golpistas venceram e o PT precisa fazer uma competente autocrítica de sua ação, de sua estrutura partidária, com objetivo de poder corresponder as expectativas de emancipação da classe trabalhadora brasileira.
Como fazer política não sendo mais governo?
Quando nós construimos o PT construímos um um partido socialista com a pretensão de que ele fosse capaz de mudar o Brasil – argumentou Renato Simões.
E agora? Ainda temos um partido socialista? Sem dúvida nenhuma, o PT se constitue em uma das originais experiencias de organização partidária da classe trabalhadora em todo o mundo. A responsabilidades dos petistas, com o seu Congresso, é preservar essa construção, essa partido, esta conquista.
Por isso, os petistas de todo o Brasil não terão férias e desde agora começam a se mobilizar para que o seu Congresso seja um Congresso histórico, que empurre o partido para a frente, capacitando-o para contribuir com a classe trabalhadora brasileira na derrubada no golpe e na retomada da democracia e da construção do socialismo.
Renato Simões que já foi um homem gordo e passou por uma redução de estômago mostrou, em sua passagem por Cuiabá, que seu compromisso de luta não diminui como diminuiu o seu antigo corpanzil. Renato Simões, filósofo e socialista, continua falando em revolução.
No vídeo, principais trechos da fala de Renato Simões.

1 Comentário

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  1. - Responder

    Bando de ignorantes reunidos para ouvir um imbecis de esquerda.Mas aposto que ninguém fala do roubo na Petrobras ou dos 5 indicia menos do luladrao.

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