Reitoria da UFMT se acovarda. Estudantes, professores e técnicos rejeitam Future-se e privatização da Universidade.

Só meia banda do Ginásio de Esportes da UFMT ficou lotada. Fotos Xico Miguel. Vídeos Enock Cavalcanti

Manhã de assembleia conjunta de estudantes, professores e técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso na manhã desta terça-feira, 5 de novembro, resultou no repúdio ao projeto Future-se do governo Bolsonaro, identificado como tentativa descarada de privatização das universidades públicas, no Brasil.

Encarada como histórica por alguns dos oradores, a assembleia, todavia, não conseguiu impressionar pela mobilização que trouxe representantes dos diversos pólos da universidade, pelo Mato Grosso a dentro mas só conseguiu lotar um lado das arquibancadas do Ginásio de Esportes da UFMT. Claro, a mobilização está só começando. Mais adiante pode acontecer um aluvião.

A assembleia repudiou, de forma enviesada, a omissão da Reitoria que não moveu uma palha, ao contrário do que aconteceu em outras universidades, para que a assembleia unificada acontecesse.

Nesta quarta-feira, a assembleia vai se desdobrar em nova mobilização, já que a professores, estudantes e técnicos, diante da covardia dos integrantes da Reitoria resolveram organizar ato para pressionar os três conselhos superiores da UFMT – Universitário (Consuni), de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e Diretor –, que se reúnem na manhã desta quarta. A expectativa é que a pressão da comunidade acadêmica faça a Reitoria assumir uma posição oficial de rejeição aberta e franca do Future-se. Posição que teria ficado bem melhor se fosse assumida ali, no ginásio, diante da parcela mais engajada da comunidade acadêmica.

Os debates no ginásio da UFMT mostraram posicionamentos mais aguerridos de lideranças dos professores e técnicos, com os estudantes fazendo falas mais rápidas, contidas. Dos grupamentos estudantis organizados o grupo Juventude e Revolução, formado por estudantes petistas, foi quem mais ocupou o microfone. Os professores Waldir Bertúlio e José Domingues Godói, dois dinossauros da Adufmat, marcaram a presença dos veteranos militantes do movimento dos docentes com pronunciamentos que procuraram demonstrar que os ataques do governo Bolsonaro repetem tentativas de desmonte das lutas nas universidades que aconteceram durante o período da ditadura militar.

Quando se falou em repúdio à omissão da Reitoria, o estudante Vinicius Brasilino, conhecido militante do PC do B, defendeu que se poupasse a figura da reitora Miriam Serra que, inclusive, estaria enfrentando nova fase de adoecimento pessoal, com internação hospitalar. Foi o único momento de polêmica mais acirrada no salão. Brasilino foi alvo de vaias mas o que se acabou aprovando foi mesmo uma “moção crítica” contra toda a Reitoria, se evitando uma pretensa fulanização do repúdio. Já o presidente Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub puderam ser fulanizados à vontade.

A imagem pode conter: 1 pessoa

José Domingues Godói…

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

… e Waldir Bertúlio, os “dinossauros” imprescindíveis, em uma assembleia de poucos oradores apaixonados

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

4 × 2 =