RAFAEL COSTA: Factoring dirigida pelo servidor público Jânio Viegas de Pinho, que é alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Ararath, cobra, na Justiça, bloqueio de R$ 264.689,86 nos bens do médico e ex-deputado Pedro Henry para pagamento de empréstimos que teriam sido feitos na campanha de 2010

DÍVIDA ELEITORAL

Factoring investigada na Ararath exige bloqueio de R$ 264 mil de ex-deputado de MT

Dinheiro emprestado a juros serviu para despesas de campanha eleitoral

RAFAEL COSTA
DO FOLHA MAX

TVCA

Henry-mensalao

Condenado a 7 anos e 2 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no mensalão petista, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP) é alvo de um processo de execução extrajudicial que pode bloquear seu patrimônio em R$ 264.689,86. A execução de título extrajudicial foi protocolado no Judiciário pela JVP Factoring Fomento Mercantil LTDA, em decorrência de empréstimos fornecidos no período da campanha eleitoral de 2010.

Em 11 de abril de 2012, a Justiça decretou a penhora dos bens diante da resistência de Henry em pagar de forma amigável a dívida contraída para gastos eleitorais. Anteriormente, no dia 7 de março do mesmo ano, houve uma decisão judicial determinando a citação de Henry para pagar a dívida no período de 3 dias, o que não se concretizou.

A execução de título extrajudicial começou a tramitar no Tribunal de Justiça em fevereiro de 2012. Passados dois anos, ainda segue sem transitar em julgado (sentença definitiva e irrecorrível), permanecendo paralisado na 13ª Vara Cível de Cuiabá desde o dia 29 de julho deste ano.

Sem mandato eletivo, Henry atualmente trabalha como médico durante o dia e a noite dorme na cadeia, no Centro de Custódia de Cuiabá, antiga sede da Polinter. Ele tem como companheiro de cela o ex-secretário de Fazenda, Copa e Casa Civil, Éder Moraes Dias, que está preso desde o dia 20 de maio após a quinta fase da “Operação Ararath”.

OPERAÇÃO ARARATH

De propriedade do servidor público Jânio Viegas de Pinho, a JPV é uma das novas empresas de fomento mercantil investigadas na quinta fase da “Operação Ararath” por suspeita de lavagem de dinheiro. A sede da factoring no bairro do Porto, em Cuiabá, foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da operação.

Hoje, os agentes da Polícia Federal fazem o cruzamento dos dados em relação aos documentos apreendidos. A empresa é conhecida por realizar emprestimos para os mais variados político

Categorias:Direito e Torto

1 Comentário

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  1. - IP 177.193.167.113 - Responder

    julio campos, pedro henry, josé riva, os velhos caciques estão perdendo espaço em mato grosso, felizmente. agora é previnir para que não se substitua uma raposa velha por novas raposas.

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