gonçalves cordeiro

PROFESSOR NAIME: Ninguém sabe, realmente, para onde vão os mais de 10 milhões que são arrecadado pela OAB-MT. Vivemos um momento histórico dos mais tristes da OAB.

Advogado e professor, Naime Márcio Moraes defende o fim do continuismo na gestão da OAB de Mato Grosso

A CREDIBILIDADE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL NO CONTEXTO NACIONAL  
Prof. Naime Márcio

A nossa profissão é única, entre as profissões liberais, que tem expressamente no texto constitucional, como a indispensável, porém, tem se tornado banalizada por defender privilégios, ignorar o clamor da sociedade, fechar os olhos aos desmandos e à corrupção mais descarada, ao ponto de figurarem os próprios representantes da OAB, como supostos bandidos, acusados, respondendo inquéritos policiais, por fraude em processos de licitação, dentre outras acusações, quando deveriam ser exemplos.

Lutar pela manutenção do Estado Democrático, defender a sociedade e garantir que os seus direitos sejam respeitados; pelo direito e liberdade do advogado e da advogada no exercício de seu mister; pela defesa da cidadania; pelo cumprimento das disposições constitucionais, esse é o papel da OAB, mas lamentavelmente, somente no papel é que, realmente, conseguimos ver essa OAB.

Na verdade, outrora, tempos que dão saudade, muitos colegas honraram, dignificaram a classe, lutando em favor do interesse público, como está previsto no Estatuto da OAB (artigo 44), que define as finalidades institucionais da Ordem, dentre elas destacam-se: defender a sociedade e pugnar pela rápida administração da Justiça e da aplicação das leis.

Hoje, às claras e de forma escancarada, a OABMT faz ouvidos moucos e fecha os olhos à dor do povo que morre nos corredores dos hospitais, assassinado por marginais e pela própria polícia, quando, de outro lado, o Poder Executivo, em conluio com o Legislativo, rasgam o dinheiro do excesso de arrecadação do Estado mas deixam de cuidar da saúde e da segurança da sociedade. (Da OAB ninguém denuncia, o MP é uma voz solta e sem o apoio de quem deveria estar junto mas os interesses pessoais de membros da diretoria soam mais altos – defendem seus próprios interesses.)

Vivemos um momento histórico dos mais tristes da OAB, tanto nacional como a nossa OABMT. O sentimento de indiferença é o pior e mais repugnante dos sentimentos bem como as manifestações de faz-de-conta que dominam a atual gestão e que tentam enganar a classe com proselitismos baratos e meias verdade que são muito piores do que uma grande mentira.

As contas de cada ano da atual gestão – que já está há quase vinte anos no poder, alguns até mais que isso – são sempre questionadas, mas não há transparência. Os que a aprovam são os da panelinha que, inclusive, receberam as benesses como cestas de café da manhã, flores, bombons, viagens para congressos, hospedagem, almoços e jantares em hotéis e restaurantes de luxo. (É verdade – e eu desafio o presidente da Caixa de Assistência da OAB a publicar no site da OAB os nomes e os critérios adotados pelo que presenteou advogados e advogadas, no dia do aniversário – isso é uma das práticas da atual gestão, Sabia disso?)

A moda para atrair os jovens advogados são as chamadas comissões disso e daquilo que, na verdade, são de nada com coisa nenhuma apenas status para os seus integrantes. Falta estrutura para desenvolver os trabalhos mas ninguém sabe realmente para onde vão os mais de dez milhões que são arrecadado pela OABMT.
A credibilidade da Ordem dos Advogados do Brasil está em cheque, o que revela razão relevante para uma tomada de posição forte e determinante. Precisamos resgatar a Ordem, por ordem na Ordem, dar um BASTA, um CHEGA, pela MORAL, pela história da OAB, dizer não ao continuísmo, pela manutenção do Estado Democrático de Direito e pelo cumprimento da Constituição Federal e em defesa da Cidadania.

Professor Naime Márcio Martins Moraes, advogado, é presidente do Instituto Brasileiro de Direito de família ( IBDFAM/MT) e, com muita honra, está na chapa 2 – Presidente Moreno.

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OUTRA OPINIÃO

Carta a um Professor
Por João Paulo Moreschi

Nobre Professor Naime, confesso que fiquei perplexo com os seus últimos artigos lançados na mídia virtual, principalmente pelos excessos injustos que o senhor lançou sobre muitos jovens advogados, bem como aos colegas procuradores do Estado de Mato Grosso.

Entendo que a nobre profissão de Professor, tem como escopo formar profissionais com alto padrão ético, moral e democrático, sempre respeitando o próximo, entrementes, começamos a ver a outra face deste Professor, que age de forma desesperada pelo poder, ficando míope a tudo aquilo que “pregou” nas salas de aula, ao ponto de ofender muitos daqueles que já foram seus alunos na universidade, como é o meu caso.

Não esperava pensar isso de você, mas hoje, o senhor me envergonha pela postura que tem adotado diante da campanha da ordem dos advogados, fazendo uma política destrutiva, sem propostas e inverídica.

O senhor tratou os Procuradores do Estado de Mato Grosso como “ratos sorrateiros”, ou seja, bichos imundos que vivem no esgoto, entretanto, esquece-se que eles são colegas advogados e devemos respeitá-los, inclusive o direito democrático de se posicionarem favoráveis pela PEC 13.

Já no que tange a jovem advocacia mato-grossense que brada nas comissões temáticas da OAB/MT, posso lhe afirmar como Presidente de comissão temática que sou, que muito me orgulho do meu ofício, sempre levando a bandeira da classe, inclusive tratando de interesses que alcançam ao senhor, bem como muitos outros advogados.

Falar que as comissões são um faz de conta ou que somente servem para status é uma afronta aqueles que trabalham arduamente pelos interesses das mais variadas frentes da advocacia mato-grossense, e digo mais, o senhor não tem legitimidade e muito menos serviço prestado para querer desabonar uma militância de mais de 300 (trezentos) jovens advogados que compõe os quadros das comissões temáticas da OAB/MT.

Portanto, nobre professor, que o senhor aproveite este momento para reavaliar as suas atitudes e seus apontamentos perniciosos feitos aos nobres Procuradores do Estado de Mato Grosso e aos Presidentes de Comissões Temáticas da OAB/MT, pois somos profissionais do direito que merecem o respeito e a ética que lhe faltam.

Joao Paulo Moreschi é advogado e presidente da comissão de cultura e responsabilidade da OAB-MT

1 Comentário

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  1. - Responder

    Que pena! Prof Naime precisa se inteirar mais com o que aocntece dentro da OAB….
    Esse gosta de uma polêmica ou melhor gosta de aplausos!
    Que pena…tão bom profissional…otimo professor…mas emanado com certos profissionais…
    Que pena! Na OAB não existe rei e nem rainha…será que ele faz uma oposição desta porque sabe que não poderá ser o rei?
    Porque não se candidata e faz melhor???????????????????
    Faça por onde acreditem no que fala…PROVE!
    Assuma……..
    Daqui tres anos poderá ser o presidente…é só trabalhar para isso…não tenha medo….
    Candidate-se!

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