TCE - DEZEMBRO

PONTO PARA O GOVERNADOR: Pedro Taques(PDT) começa governo adotando proposta que Lúdio Cabral PT), como vereador conseguiu tornar Lei, em Cuiabá: a utilização do brasão oficial como único símbolo do governo. Na capital, o prefeito Mauro Mendes, correligionário de Taques, que tem falado muito em economia, ultimamente, preferiu gastar e impor a marca ocasional do seu governo

Pedro Taques com Valtenir Pereira e eu, Enock Cavalcanti, blogueiro desta PAGINA DO E, no tempo em que Valtenir controlava o PSB hoje controlado por Mauro Mendes.

Pedro Taques com Valtenir Pereira e eu, Enock Cavalcanti, blogueiro desta PAGINA DO E, no tempo em que Valtenir controlava o PSB hoje controlado por Mauro Mendes.

Pedro Taques (PDT), governador que assume em 1º de janeiro o comando da gestão administrativa do Estado de Mato Grosso, acerta quando abaixa o facho dos seus marqueteiros e decide que sua administração não terá nenhuma marca de destaque, que sempre funciona como aquela campanha antecipada que a Justiça Eleitoral, pelo Brasil afora, sempre se recusa a enxergar.

É uma decisão que não combina com a tradição política da direita e de muitas esquerdas, pelo Brasil e pelo mundo afora. Desde Hitler e sua suástica ou cruz gamada que esta praga da marca própria, da personificação se espalhou pelo mundo, impondo a lógica do marketing sobre a lógica da República. Em Moscou, os soviéticos sob Stalin também exageraram monstruosamente neste endeusamento dos poderosos de então e de seus símbolos de poder. (Como mudar o mundo agindo, num país soviético, como estivéssemos na Hollywood de Cecil B. de Mille?!)

Lula e Dilma e o PT incorreram na mesma manipulação eleitoreira, com o País de Todos e o País sem Miséria, eu acho. Os cidadãos brasileiros viverão melhor sem estes confinamentos ideológicos.

Aplaudo, então, entusiasticamente o Pedro Taques. E digo que seria bom que o governador Pedro Taques abolisse também a prática de se colocar o retrato do governador em todas as repartições e tirasse também o crucifixo cristão das repartições públicas. República, minha gente, nós vivemos numa república, com muita honra.

Em destaque, garante Pedro Taques, ficarão apenas o brasão e a bandeira de Mato Grosso, que serão sempre a mesma, enquanto houver Mato Grosso, acredito eu.

Lembro apenas que essa ideia não é original. Foi um ideal perseguido e afirmado, no município de Cuiabá, pelo vereador Lúdio Cabral (PT), que tanto lutou que conseguiu transformá-lo em Lei Municipal cumprida ao pé da letra no final da administração de Wilson Santos (PSDB) e Chico Galindo (PTB). Todos os vereadores aprovaram, mesmo sendo v ereadores de uma casa dita de horrores.Virou lei a utilização singela e republicana do brasão municipal. Lúdio também conseguiu acabar com aquele negócio de pintar os meio-fios de verde, de que o Wilson Santos, dando uma de “galinha verde” (consultem lá o Google) tanto gostava.

Mas veio o governo do prefeito Mauro Mendes (PSB) e voltou a personificação em carros, repartições, postes, placas sem fim espalhadas pela cidade. E a Justiça Eleitoral faz o quê? Olha para o outro lado, certamente.

Quem sabe agora, vendo o gesto didático do governador que chega, o nosso prefeito tenha a humildade de reconhecer que o Lúdio, aquele médico tão dedicado à defesa dos hábitos republicanos, é que tinha razão. E vejam que, com sua postura, o vereador petista de Mato Grosso, de fala macia e a quem eu tanto também já critiquei, puxava as orelhas dos marqueteiros do PT lá no Planalto, que vivem reeditando hábitos criados pelos nazistas hitleristas talvez por mera falta de cultura republicana.

Fico feliz ao perceber que tenho muito que admirar em Lúdio Cabral, mesmo achando que ele deveria ter sido candidato a deputado federal e não a governador. Fico feliz, também, ao perceber que já tenho alguma coisa a admirar no novo governo de Pedro Taques.

É sempre melhor você fazer um elogio do que uma crítica. É sempre melhor você dar uma notícia boa do que uma triste. Não pensem que estou aqui só para criticar e detonar. Acontece que uma notícia tem sempre muitas angulações. Apenas procuro cumprir com minhas responsabilidades de jornalista, responsabilidades que a profissão me impõe.

Quem me conhece sabe que, como o poeta, sou um monstro de delicadeza.

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