POLICIAL UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO: Em assembléia lotada no Sindicato, policiais civis aprovam indicativo de greve. Pedro Taques e Mauro Zaque tem uma semana para começar a cumprir Lei, pagando o reajuste de 5% determinado pela Lei Complementar 540, de julho de 2014

Lei Complementar nº 540, de 3 de julho de 2014, que governador Pedro Taques está desrespeitando segundo se… by Enock Cavalcanti

Mauro Zaque e Pedro Taques: na hora de passar do discurso para a prática, novo governo do PDT-PSDB-PSB já enfrenta ameaça de greve dos policiais civis de Mato Grosso. Na assembleia de hoje, categoria mostrou que sua disposição de luta é grande

Mauro Zaque e Pedro Taques: na hora de passar do discurso para a prática, novo governo do PDT-PSDB-PSB já enfrenta ameaça de greve dos policiais civis de Mato Grosso, por desrespeitar Lei que estabeleceu reajuste salarial para a categoria. Na assembleia de hoje, categoria mostrou que sua disposição de luta é grande

Em Mato Grosso, são aproximadamente 1,7 mil investigadores lotados na Polícia Civil e 600 escrivães em atividade e outros 150 no curso de formação. Uma grande parte deles esteve na assembleia da tarde desta segunda-feira, no Siagespoc, em que a categoria aprovou o indicativo de greve, que pode vir a ser declarada na próxima segunda-feira (2), em nova assembleia, caso o governador Pedro Taques (PDT) e seu secretario de Segurança Publica, Mauro Zaque insistam em desrespeitar a determinação da Lei Complementar 540, de julho de 2014, que estabeleceu uma reajuste salarial de 5% para escrivães e investigadores a partir de 1ª de janeiro.

Sob comando do sindicalista Cledison Gonçalves, os policiais, reunidos em assembleia na sede do Siagespoc. A decisão pelo indicativo de greve, com uma semana de prazo para negociação  com o governo, foi unânime

Sob comando do sindicalista Cledison Gonçalves, os policiais, reunidos em assembleia na sede do Siagespoc. A decisão pelo indicativo de greve, com uma semana de prazo para negociação com o governo, foi unânime. Fotos Hegla Oleiniczak, da Página do E

O

O sargento PM Whagton Nunes (à direita), da diretoria da Asssociação de Sargentos e Subtenentes da Policia e Bombeiro Militar, esteve na assembleia, levando seu apoio ao sindicalista Cledison Gonçalves

 

No Siagespoc, casa lotada e uma grande disposição para a defesa do direito, que o atual governador Pedro Taques parece querer desconsiderar. De acordo com o sindicalista Cledison, o reajuste de 5% para escrivães e investigadores, a partir de 1º de janeiro é uma Lei que o Governo do Estado não terá como desrespeitar. Ele estranhou a decisão do governador Pedro Taques de não pagar, contrariando seu discurso de respeito à Legislação.

 

——-

MAIS INFORMAÇÃO

RECOMPOSIÇÃO SALARIAL

Policiais civis acenam com greve

GUSTAVO NASCIMENTO
DIARIO DE CUIABÁ

Os investigadores e escrivães da Polícia Civil de Mato Grosso aprovaram um indicativo de greve e poderão cruzar os braços a partir da próxima terça-feira (2). A categoria cobra o cumprimento do acordo realizado com o governo do Estado, que prevê reestruturação de carreira e recomposição salarial de 15%.

O indicativo foi aprovado por unanimidade pelos 250 policias presentes na assembleia geral da categoria realizada na tarde de ontem(26), em Cuiabá. Os policiais cobram os 5% de recomposição salarial para o mês de janeiro, além de outras resoluções acordadas com o Estado na gestão anterior.

Em 2014, os servidores pressionaram o governo por melhorias após a Polícia Militar ter conseguido a reestruturação de carreira. Os profissionais ameaçaram parar as atividades durante a Copa do Mundo.

Na ocasião, os policias pediam uma reestruturação que podia chegar até 70% dos vencimentos. Segundo o sindicato, o projeto de reestruturação da categoria teria sido encaminhado para o Governo do Estado em junho de 2013, contudo não havia retorno.

Para evitar uma possível paralisação durante a copa, o governo enviou uma contraproposta de reestruturação de 15%, que foi prontamente aceita pelos profissionais.

A lei que prevê o reajuste de 15%, sendo que 5% já para a folha salarial de janeiro e os outros 10% a partir de outubro, foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo então governador Silval Barbosa ainda no mês de junho. Porém, assim que tomou posse, o governador Pedro Taques informou os representantes da categoria que não autorizaria a recomposição.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso (Siagespoc), Cledson Gonçalves, a categoria apenas está cobrando um direito adquirido e que já foi assegurado pela lei. Conforme o presidente, os policias não querem paralisar as funções, porém não descartam cruzar os braços caso não sejam atendidos.

Gonçalves afirmou que a categoria irá ser reunir com o secretário de segurança pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, e representantes da Assembleia Legislativa para discutir a situação na tarde desta terça-feira (27).

A categoria marcou uma nova assembleia geral para a próxima segunda-feira (2), para discutir a situação. Com isso, caso não haja acordo, a paralisação poderá começar já na próxima terça-feira (3).

O Estado conta com aproximadamente 1,7 mil investigadores lotados na Polícia Civil e 600 escrivães em atividade, além de outros 150 realizando o curso de formação.

———–

Policiais civis cobram reajuste e ameaçam cruzar os braços

Categoria cobra o reajuste de 15 % nos salários e que foi aprovado no ano passado

Policiais civis pressionam por aumento de salário e ameaçam com uma greve geral

KARINE MIRANDA
Do MIDIA NEWS
Mais de 3,2 mil investigadores e escrivães da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso estão em estado de greve e podem paralisar as atividades a partir da próxima terça-feira (3).A categoria cobra o cumprimento, por parte do Governo do Estado, da Lei n° 540, que trata da reestruturação salarial, sancionada pelo então governador Silval Barbosa (PMDB), no ano passado.O indicativo de greve foi aprovado por unanimidade pelos 250 policias presentes na assembleia-geral, realizada pela categoria, na tarde de segunda-feira (26).

Os policiais cobram os 5% de recomposição salarial que deveriam ser pagos ainda neste mês de janeiro, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Policiais Civis de Mato Grosso (Siagespoc), Cledson Gonçalves.

“Em julho, o então governador Silval Barbosa sancionou essa lei, que deveria entrar em vigência agora em janeiro. Queremos a reestruturação de carreira e o reajuste de 5%, agora em janeiro”, afirmou.

A lei prevê um reajuste de 15%, sendo 5% pagos em janeiro e os outros 10% em outubro. Atualmente, os salários dos policiais variam em torno de R$ 4 mil e R$ 11,2 mil.

Segundo Gonçalves, uma reunião com o secretário de Segurança Pública,, Mauro Zaque, está marcada para ocorrer ainda hoje, quando será discutido o assunto, já que o Governo anunciou cortes de gastos e congelamentos de todos os reajustes concedidos.

“A categoria quer apenas o que nos foi dado por direito e esta garantido na lei”, disse.

Uma nova assembleia geral com a categoria já está marcada para a próxima segunda-feira (2), para discutir resultados da reunião com o secretário Zaque.

Na ocasião, será colocada em votação a deliberação ou não da greve, que, se aprovada, começa no dia seguinte, com apenas 30% do efetivo em atuação.

“Temos uma reunião hoje com Mauro Zaque. Aí, na segunda, nós passamos a posição para categoria e eles definirão sobre a greve. Agora, é aguardar”, disse Cledson Gonçalves.

Reajuste

O reajuste foi concedido no ano passado, após grande polêmica, uma vez que foi concedido aumento à Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, mas os policiais civis não foram contemplados.

A categoria pressionou por um aumento de 80%, contudo, o então secretário de Administração, Pedro Elias, alegou não ter condições de conceder o reajuste.

Os policiais, então, ameaçaram parar as atividades durante a Copa do Mundo e recorreram à intervenção da Assembleia Legislativa, por meio do deputado estadual José Riva (PSD), para obter o aumento.

Apesar da pressão, foram concedidos somente o reajuste de 15% mais o pagamento da recomposição das perdas inflacionárias, que deverão ser aplicados em todos os níveis de carreiras dos escrivães e investigadores.

 

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

um + 20 =