Poder do Comendador Arcanjo se mantém, apesar da prisão

A Gazeta Pagina Do e – Revista de Roo Divulga Poder de Arcanjo
Na edição deste domingo, jornal A Gazeta mostra que mesmo preso e condenado, o bicheiro João Arcanjo Ribeiro continua controlando negócios milionários, em Mato Grosso, pelo Brasil afora e também no exterior. O promotor Mauro Zaque, que atuou no desbaratamento da quadrilha de Arcanjo, classifica informe publicitário, publicado em revista de Rondonópolis como “um verdadeiro acinte à toda a sociedade. Eu, como promotor e cidadão, fico indignado e estarrecido com tamanha mostra de desprezo à legislação e às famílias das vítimas que esta organização fez”. Confira a reportagem de A Gazeta. (EC)

Revista destaca grupo JAR

10 ANOS DEPOIS – Informe publicitário de 6 páginas, publicado em Rondonópolis, enfatiza investimentos feitos pela empresa de Arcanjo

GLAUCIO NOGUEIRA
A GAZETA

Dez anos depois da morte do jornalista Domingos Sávio Brandão, estopim para a deflagração da operação “Arca de Noé”, que destruiu a organização criminosa comandada por João Arcanjo Ribeiro, o grupo empresarial comandado por ele ressurge em informe publicitário, mostrando que mesmo preso continua com enorme poder e influência. Material de 6 páginas, publicado em uma revista de Rondonópolis (212 km ao sul da Capital), deixa claro que os negócios de Arcanjo, que incluem shoppings centers e hotéis no Brasil e no exterior, são tocados pelo genro e diretor do grupo, Giovanni Zem.

No texto publicado na revista, vários pontos deixam claro que o Grupo JAR continua ativo, mesmo com a prisão de Arcanjo. “É mister ressaltar a visão empreendedora do fundador e presidente do Grupo, o empresário João Arcanjo Ribeiro, sem o qual nada que será apresentado a seguir seria possível”, diz trecho de abertura do informe. Uma foto de Zem, em um dos escritórios não esconde que quem manda na empresa é o personagem de uma foto que aparece ao fundo, João Arcanjo Ribeiro. O genro de Arcanjo foi preso em 16 de outubro de 2007, durante a operação “Arrego”. De acordo com a acusação, ele é apontado como gerente do jogo do bicho fora da prisão.

Era ele quem determinava o que deveria ser feito para que a contravenção continuasse, quem pagar e quanto pagar, tudo a mando do “Comendador”. Devido a estas acusações, Arcanjo foi transferido para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, onde continua detido. Zem responde ao processo em liberdade.

Promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) à época da “Arca de Noé” e da “Arrego”, Mauro Zaque classifica o material como um recado de que mesmo após todas as condenações, Arcanjo continua com influência em Mato Grosso. “É um verdadeiro acinte à toda a sociedade. Eu, como promotor e cidadão, fico indignado e estarrecido com tamanha mostra de desprezo à legislação e às famílias das vítimas que esta organização fez”. Zaque destaca que parte dos empreendimentos elencados no informe, como o Hotel Crowne Plaza Universal, localizado na cidade americana de Orlando, Estado da Flórida, estava no rol de patrimônio confiscado durante as investigações. “Claro que se eles ainda controlam a empresa e divulgam isso é porque a Justiça devolveu o bem para a família”. O local, um hotel 5 estrelas, conta com mais de 440 acomodações de luxo e um restaurante, o “Arcanjo’s Bistrô”.

Especialistas avaliam que o empreendimento está avaliado em cerca de U$ 100 milhões.

Procurador federal que atuou à frente das investigações da “Arca de Noé” e atualmente senador por Mato Grosso, Pedro Taques (PDT) acredita que a influência de Arcanjo só será de fato interrompida quando o braço político da organização criminosa que era comandada por ele for julgada. “Além disso, existem vários processos em nível estadual contra ele. Há um risco muito grande que logo ele esteja em liberdade.

Agora, se preso desde abril de 2003 no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ele consegue se manter assim, imagina solto”.

Destruir financeiramente as quadrilhas é a única forma de impedir que elas ressurjam, defende o promotor de Justiça do Gaeco, Arnaldo Justino da Silva. “Nossa experiência com outras organizações mostra que se não for desta forma, isso o que vemos com o Grupo JAR, hoje, mais cedo ou mais tarde aconteceria”.

Outro lado – Giovanni Zem não foi localizado pela reportagem. O diretor da revista onde foi feita a publicação destaca que negociou as páginas e que o material foi encaminhado pelo cliente. Ressalta que a publicação não tem nenhuma responsabilidade sobre o conteúdo do texto.

3 Comentários

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  1. - IP 200.17.60.247 - Responder

    De que adianta estar no controle de negócios milionários se, o mais importante, o Arcanjo não têm: liberdade para usufruir de sua fortuna…Depois de sua prisão, ele ficou muito debilitado e vem aos pouco se definhando na cadeia… de que vale então o vil metal?
    Acumular riqueza e mais riqueza para quê?

    • - IP 177.221.103.130 - Responder

      É cidadão mas o presidio que ele ta é muito mas seguro que a rua nossa , tem 6 refeição por dia segurança talvez a cela dele é melhor que a casa de muitos trabalhadores

  2. - IP 187.79.218.204 - Responder

    Mato grosso antes de joao arcanjo ser preso era um estado mais respeitado.ladrao tinha medo.hoje existe mais agiota do que antes ,e todos fora de base de juro um querendo mais que o outro e usam os mesmos metodos que acusaram e predenderam o comendador .
    sera que quem quer ele no presidio nao deve pra ele?

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