Pesquisa da CNT mostra que, no caso de candidatura nas eleições presidenciais de outubro, Dilma Rousseff tem 21,3% da intenção espontânea de voto. Em seguida, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (5,6%), o senador Aécio Neves (5,6%), Marina Silva (3,5%) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (1,6%)

 

CNT/MDA: DILMA EM 1º TURNO; AÉCIO CRESCE SOBRE CAMPOS

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Presidente segue na dianteira da corrida eleitoral; de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira 18 pelo Instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes, Dilma Rousseff tem 43,7% das intenções de voto, ante 43,5% na sondagem anterior, em novembro; tucano Aécio Neves soma agora 17% das preferências do eleitorado, enquanto Eduardo Campos, do PSB, chegou a 9,9%; Marina Silva, do mesmo PSB, em segundo cenário, sem Campos, fica em segundo lugar com 20,6% de opções; avaliação positiva do governo federal recua de 39% para 36,4%; opiniões negativas sobem de 22,7% para 24,8%

 

BRASÍLIA, 18 Fev (Reuters) – A avaliação do governo Dilma Rousseff teve uma leve piora em fevereiro, mas a presidente segue na liderança folgada da corrida presidencial, mostrou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira.

Segundo o levantamento do instituto MDA encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a avaliação positiva do governo caiu para 36,4 por cento, ante 39,0 por cento em novembro.

A avaliação negativa passou para 24,8 por cento, ante 22,7 por cento, enquanto a regular oscilou para 37,9 por cento, contra 37,7 por cento. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Na disputa pela Presidência da República, Dilma segue liderando com 43,7 por cento das intenções de voto, ante 43,5 por cento na sondagem anterior em novembro.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), soma agora 17,0 por cento da preferência do eleitorado, contra 19,3 por cento, e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, foi para 9,9 por cento, ante 9,5 por cento.

Num segundo cenário eleitoral, no qual a ex-senadora Marina Silva aparece como candidata do PSB no lugar de Campos, Dilma tem 40,7 por cento, seguida por Marina, com 20,6 por cento, e Aécio, com 15,1 por cento.

Apesar da vantagem de Dilma, 37,2 por cento dos entrevistados querem que o próximo presidente mude totalmente sua forma de governar.

A pesquisa mostrou ainda que se a definição da sede da Copa do Mundo deste ano fosse hoje, 50,7 por cento não apoiariam a escolha do Brasil.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 Unidades da Federação, entre os dias 9 e 14 de fevereiro.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

O governo da presidenta Dilma Rousseff recebeu aprovação de 36,4% dos entrevistados na pesquisa divulgada hoje (7) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O índice é menor que o registrado na pesquisa anterior, de novembro de 2013, quando o governo teve avaliação positiva de 39% da população. O governo Dilma foi avaliado como negativo por 24,8% dos entrevistados. Na edição anterior, esse percentual chegou a 22,7%.

O desempenho pessoal da presidenta é aprovado por 55% dos entrevistados. O índice de desaprovação chega a 41%.

A pesquisa da CNT, encomendada ao instituto MDA, mostra que, no caso de candidatura nas eleições presidenciais de outubro, Dilma Rousseff tem 21,3% da intenção espontânea de voto. Em seguida, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (5,6%), o senador Aécio Neves (5,6%), Marina Silva (3,5%) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (1,6%). Na pesquisa espontânea, não são apresentados nomes de possíveis candidatos.

Na intenção de voto estimulada, quando são apresentadas opções de candidatos, Dilma Rousseff tem 43,7% da intenção de voto, Aécio Neves tem 17% e Eduardo Campos, 9,9%. Em um segundo cenário, no qual Marina Silva é candidata no lugar de Eduardo Campos, Dilma Rousseff tem 40,7% das intenções de voto, Marina Silva, 20,6% e Aécio Neves, 15,1%.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades da federação, entre os dias 9 a 14 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é 2,2 pontos percentuais.

 

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ANÁLISE

Os riscos para a eleição de Dilma Rousseff

Enviado por , no blogue O CAFEZINHO

A pesquisa CNT/MDA, divulgada hoje, traz dados importantes para se entender a conjuntura política, e alguns são alarmantes para o governo. O Tijolaço já deu a deixa: por trás do cenário eleitoral confortável, com intenções de voto suficientes para garantir uma vitória eleitoral folgada no primeiro turno, há uma série de perigos e armadilhas interpostos até o momento da eleição.

Antes de falar das armadilhas, porém, olhemos os gráficos eleitorais e de aprovação. Eu faço alguns comentários sob cada um deles.  Eu fiz um gráfico para mostrar os votos úteis.

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O gráfico acima sinaliza o maior perigo para a eleição de Dilma Rousseff: a paralisia resultante de uma interpretação equivocada das pesquisas. À primeira vista, vê-se uma candidata solidamente instalada na liderança, com vitória garantida no primeiro turno. Só que outros números da pesquisa mostram que não é bem assim.

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Perguntado sobre sua preferência em relação ao próximo presidente, a resposta ganhadora, com 37%, foi a “mude totalmente a forma de governar”. Apenas 12% optaram pela resposta mais conservadora, “continue totalmente a forma atual de governar”. Cotejando as duas tabelas, infere-se que os eleitores querem mudança, mas preferem que esta seja conduzida pela atual presidente. Entretanto, em algum momento, a presidente terá que dar sinais de que pretende efetivamente mudar alguns rumos de seu governo. Humildemente, sugerimos aqui alguns pontos que podem satisfazer esses anseios mudancistas: reforma agrária e comunicação.

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Interessante observar que Marina Silva ainda tem um ótimo recall eleitoral. Quando figura nas pesquisas, aparece à frente de Aécio Neves.

 

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A popularidade de Dilma sofreu um leve recuo em fevereiro, caindo de 39% para 36%.  Não é um patamar confortável.

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A opinião negativa sobre os “rolezinhos” reflete a interpretação de que estes poderiam vir a se tornar uma nova forma de protesto político, mas sob um formato desaprovado pela população.

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As duas tabelas acima mostram o principal perigo para o governo este ano. É o famoso “risco Copa”. Há uma insatisfação generalizada, e fortemente majoritária, entre a população, com os gastos da Copa. O governo terá que realizar um esforço bem maior do que tem feito até agora para explicar a origem e o destino dos recursos usados para construir estádios e tocar as obras relativas ao evento.

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As duas tabelas acima trazem uma aparente contradição. Na primeira, 85% dizem acreditar que haverá manifestações durante a Copa do Mundo. Na segundo, 83% afirmam que não pretendem participar. Observe que apenas 1,9% responderam “não sei” à pergunta se pretendem ou não participar, de maneira que observamos uma sociedade bastante polarizada nessa questão.

Por que essa contradição? Talvez porque se entenda que manifestações serão inevitáveis, em função da opinião, também majoritária, de que houve gastos desnecessários com o evento, mas a maioria não vê mais com simpatia o rumo turbulento tomado pelas manifestações.

O que vocês acham desses números? Deixem sua opinião!

– See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/02/18/os-riscos-para-a-eleicao-de-dilma-rousseff/#sthash.dNLHtJN6.dpuf

 

 

dilma e os outros

2 Comentários

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  1. - IP 200.101.31.144 - Responder

    espera começar a campanha vocês vão ver onde vai para estas pesquisas compradas pelo dilmão do pt leia isso gente Pesquisa sob suspeita

    O Governo Federal firmou dois contratos avaliados em R$ 6,4 milhões para realizar pesquisas de opinião pública até as vésperas da campanha eleitoral de 2014. Firmados com o Ibope Inteligência e Virtú Análise, os contratos preveem sigilo indefinido dos temas, perguntas e resultados das pesquisas, contrariando a Lei de Acesso à Informação (LAI). A Secretaria de Comunicação da Presidência declarou que as pesquisas serão divulgadas três meses após o governo recebê-las.

    De acordo com o ouvidor-geral da União, José Eduardo Romão, o sigilo contraria o órgão federal responsável pela transparência, a Controladoria-Geral da União (CGU). ”A informação é pública, mesmo que o contrato estabeleça que a informação é sigilosa. No momento em que a empresa repassa a informação para órgão público, essa informação torna-se pública.”

  2. - IP 189.59.40.175 - Responder

    Isto revela apenas uma coisa:SOMOS um povinho pequeno e medíocre pois,sem estradas,saúde,educação,sem princípios, violentos e mal-educados ainda achamos que o nosso governo é BOM.É de dar pena de nós, idiotas sul-americanos!

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