Silval, do PMDB, demite professor Edson, do PPL

Edson Ribeiro está sendo punido por participar das mobilizações de sua categoria - e por ser candidato a prefeito de VG em disputa com candidato do PMDB

Candidato é demitido por ser ‘desrespeitoso’

O professor Edson Ribeiro, que disputa a prefeitura de Várzea Grande, afirma que decisão foi uma “manobra” devido ao período eleitoral

Ribeiro disse que entrará com um mandado de segurança contra a Seduc para reaver o cargo na rede pública de ensino

KAMILA ARRUDA
DIÁRIO DE CUIABÁ

O candidato a prefeito de Várzea Grande, Edson Ribeiro (PPL), não é mais funcionário da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A demissão do historiador foi autorizada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e publicada no Diário Oficial da última quinta-feira (20). Ele ministrava aulas de História desde 2000. De acordo com a publicação, Edson foi exonerado por “referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do poder público, mediante manifestação escrita ou oral”.

A exoneração é resultado de um processo administrativo instaurado em janeiro de 2010, para apurar supostas faltas funcionais imputadas ao então servidor. O candidato do Pátria Livre teria desrespeitado os deveres impostos aos funcionários públicos no Artigo 143, incisos II, III, IX e XI, Artigo 144, inciso V, e Artigo 159, inciso V.

Entre as obrigações estão: ser leal às instituições a que servir; cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais; zelar pela economia do material e pela conservação do patrimônio público; manter conduta compatível com a moralidade administrativa; e tratar com urbanidade as pessoas, entre outras.

A remuneração de Edson foi suspensa de imediato. De acordo com ele, sua exoneração foi feita de maneira ilegal, já que está afastado de suas funções desde agosto deste ano, por conta de um mandato classista da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Para ele, a atitude tem intenções eleitoreiras. Desta forma, o historiador afirma que irá entrar com mandato de segurança para contestar sua demissão. “Isso foi uma manobra arbitrada. Por conta do período eleitoral, fizeram isso”.

Com relação ao processo administrativo, Edson afirma que foi em decorrência a um ato de “protesto” ocorrido em 2009. De acordo com ele, a então secretária de Educação na época, Rosa Neide Sandes, desrespeitava as eleições para diretor das unidades estaduais de ensino.

“Nós defendemos um processo democrático e a então secretária estava montando comitês em todas as escolas, para nomear diretores de seu interesse”.

Edson conta que foi convidado para participar de um ato na Escola Elizabeth Bastos Ribeiro, no bairro São Matheus, em Cuiabá, onde o diretor eleito durante votação da comunidade não assumiu o cargo. “Por conta disso, montaram um processo administrativo. O grupo da Rosa Neide é perseguidor. Isso é perseguição política. Estamos passando por isso porque não nos curvamos”.

A assessoria de imprensa da Seduc não irá se pronunciar sobre o caso.

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