Pego de calças nas mãos, Antero, o mensaleiro da Sabesp, tenta justificar sua “boquinha” com a “boquinha” de Dilma, Mantega e outros.Diz que é o rei da moralidade mas não fala de seu envolvimento com Arcanjo e com o crime organizado. E nem do Secomgate

Para quem acessar o saite Preto no Branco, fica evidente o desespero do ex-senador Antero Paes de Barros, atual marqueteiro de Geraldo Riva (o deputado mais processado de Mato Grosso). Numa incompetente tentativa de justificar a indecente "boquinha" de
R$ 3.800 mensais com que foi presenteado pelo governador tucano José Serra às custas do suado dinheiro do contribuinte paulista, Antero tenta mostrar que está na mesma situação que a ministra Dilma Roussef, Guido Mantega e outros que compõe o conselho de administração e o conselho fiscal da Petrobrás. Como se Dilma Roussef e Guido Mantega não estivessem mamando numa "boquinha" tão vergonhosa e indecente como a dele lá na Sabesp.

Além do mais, Antero fala, fala, fala, faz um verdadeiro panegírico de si mesmo (o que será verdade nisto tudo?) e "se esquece" de contar momentos "notáveis" de sua biografia e a expressiva e destacada participação que ele teve em processos que agitaram a política e administração pública de Mato Grosso, em época não muito distante. Primeiro, se esquece de contar o que foi o Secomgate  – que levou às barras dos tribunais a relação  – apontada como incestuosa pelo advogado Levi Machado e outros autores do processo – que teria existido entre a Secretaria de Comunicação comandada por Antero, durante a administração tucana no Governo do Estado -1994-2002 – e os veículos do Grupo Gazeta de Comunicação. Antero também não fala das investigações levadas a efeito, como desdobramento da Operação Arca de Noé, para identificar o possível envolvimento dele,  Antero, e do seu partido, o PSDB de Mato Grosso, com a então poderosa máfia do crime organizado comandada, em nosso Estado, pelo Comendador Arcanjo.

Sempre com o ego inflado, Antero se situa como centro das apurações que levaram à identificação do chamado escandalo do mensalão mas não diz uma palavra sequer sobre as suas atribuições como conselheiro-mensaleiro da Sabesp. Será que Antero faz alguma coisa além de receber o polpudo mensalão que Serra lhe garante?! Eis aí o que precisa ser investigado e esclarecido.

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Confira abaixo, a "defesa" de Antero Paes de Barros, o mensaleiro da Sabesp:

A prova da má fé
Por Antero Paes de Barros

Os petistas do Brasil e pagozistas de Mato Grosso, principalmente os da mídia adestrada uniram-se para atacar-me, mais uma vez, completamente sem razão. Descuidadamente, o ódio impediu que Zé Dirceu, “o chefe da quadrilha do mensalão”, no dizer do procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza consultasse o endereço do funcionamento de algumas empresas dos conselhos de administração e fiscal do governo Lula e onde residem os conselheiros. Se, no mesmo local onde as reuniões se realizam, ou se em outros Estados brasileiros. Para ficar apenas em um exemplo vou publicar dados extraídos do sitio da Petrobrás, a jóia da coroa, a principal empresa brasileira. Eis a prova da desonestidade e má fé dos petistas e pagozistas.

Petrobrás

As reuniões dos conselhos de administração e fiscal acontecem mensalmente no Rio de Janeiro, sede da empresa. Os dados foram retirados da ata de Assembléias Ordinária e Extraordinária, realizada em 4/04/2008, quando os membros dos conselhos foram reeleitos para mais um ano de mandato.

Conselho de Administração – funciona no Rio de Janeiro

* Dilma Rousseff – mora em Brasília

* Guido Mantega – mora em Brasília

* Silas Rondeau Cavalcante Silva – mora em no seguinte endereço, em Brasília SQSW 304 –
Bloco B – apt. 506 – Setor Sudoeste, Brasília (DF)

* Francisco Roberto de Albuquerque, General de Exército – com domicílio na Alameda Carolina nº 594, Itu (SP), CEP: 13306-410.

* Fabio Colletti Barbosa – com domicílio na Av. Paulista nº 1.374, 3º andar, bairro Cerqueira Cesar, São Paulo (SP).

Conselho Fiscal – Funciona no Rio de Janeiro.

* Marcus Pereira Aurélio – Presidente
É assessor-Adjunto do Gabinete do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. Na ata de eleição do Conselho Fiscal da Petrobrás, declara domicílio em Brasília.

* César Acosta Rech – membro : declarou o seguinte endereço à Petrobrás: SBN – Quadra 1 – Bloco B – 10º andar – Ed. CNC , Brasília (DF).

* Túlio Luiz Zamin – com domicílio na Rua Severo Dullius, 1.395 – 9º andar, São João – Porte Alegre (RS)

* Nelson Rocha Augusto – com domicílio na Av. Independência, 1379 – Sumaré, Ribeirão Preto (SP)

* Maria Lúcia de Oliveira Falcón – com domicílio na Rodovia José Sarney nº 4.650, Condomínio Morada da Praia II, casa 10, Robalo, Aracajú (SE).

Comentário meu: Evidente que estes conselheiros atuam regularmente na Petrobrás e participam das reuniões dos Conselhos fiscal e de administração. Infelizmente tenho que publicar estes detalhes para demonstrar a gigantesca má fé, de parte da mídia de MT, “coincidentemente” os mesmos jornalistas que defenderam Pagot, quando provei ter este recebido mais de meio milhão de reais em valores de hoje, do Senado da República, sem ter prestado um único serviço público àquela instituição e as desonestas insinuações de Zé Dirceu, quanto ao meu local de moradia.

Creio sinceramente que basta esse exemplo. A lamentar em tudo isso que os valores continuem invertidos. Eu tenho que demonstrar reiteradamente minha honestidade, porque em função da força econômica de um “trator fantasma” em Mato Grosso, os que se acumpliciam com ele esforçam-se para comparar-me a ele.

No fundo todo esse esforço dos simpatizantes de Pagot, ou do PT na mídia é para tentar demonstrar que sou parecido com Pagot. Espatifaram a cara. Pagot é fantasma. Fiz essa denúncia em meu blog e no Ministério Público Federal. O MP aceitou as minhas argumentações e abriu processo em Brasília para que Pagot devolva ao erário os recursos que recebeu indevidamente. Se o empregado não devolver, seu patrão, Blairo Maggi está denunciado no mesmo processo para fazê-lo, pois no curto período em que esteve no Senado contribuiu para transformar seu capataz no maior fantasma do serviço público brasileiro. Recebendo do Senado e prestando serviços, claro, na Amaggi.

Quanto ao Zé Dirceu, em função das minhas denúncias está inelegível até 2015 e é réu, na condição de “chefe da quadrilha do mensalão”, conforme o Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, podendo ter sua prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal.

Quanto mais vasculham a minha vida, mais e mais, os petistas e pagozistas só encontram legalidade. Quem sabe assim aprendem que é possível fazer política com ética.

Ética e política

Já tive oportunidade de demonstrar em postagens anteriores que o próprio Zé Dirceu teve o cuidado de não afirmar que era conselheiro fantasma. Nunca fui. Sempre fui caçador de fantasmas.Pagot que o diga.

O comportamento ético que adoto na minha vida não é em conseqüência da minha militância política. Devo isso à educação que recebi dos meus pais, Ranulpho e Almira Paes de Barros.

Em 1977 já fazia política estudantil. Foi o ano em que me casei com Cristiane. Fui convidado pelo saudoso amigo, Cel. Torquato a ser assessor de imprensa da Cemat. Lá trabalhei durante meses. Três meses antes do nascimento da minha primeira filha pedi demissão da empresa. Por amizade, o Cel. Torquato deixou o pedido na gaveta e a Cemat continuou a fazer o cheque referente aos meus salários. Três meses depois recebo um telefonema de um funcionário da tesouraria da empresa, Carlos César de Lima, indagando-me se estava rico, pois existiam três cheques que não havia retirado. Lembro-me bem que não tinha dinheiro para pagar o parto para o nascimento da minha filha, mas não tive dúvidas: devolvi o dinheiro à Cemat.

Somente quatro anos depois, candidatei-me pela primeira vez a vereador em Cuiabá. E mesmo nunca tendo divulgado esse fato, no dia da eleição, 15 de novembro de 2002, encontrei-me com um eleitor na porta do Liceu Cuiabano que disse que já havia depositado o voto em mim. Ao agradecer o eleitor recebi a explicação que havia decidido o voto em função da minha posição, quando funcionário da Cemat.

Na minha concepção ser ético não é tomar uma decisão em função de estar sendo observado, mas fazer o correto, mesmo que ninguém saiba. Esses ensinamentos que aprendi em casa nortearam minha vida. No fundo esse debate traz a tona, mais uma vez, a odiosa perseguição dos meus adversários políticos. Zé Dirceu foi combatido por mim, quando era o poderoso capitão do time do Presidente Lula. O Estado brasileiro já vasculhou a minha vida. Não posso acreditar que o Estado que agiu truculentamente contra o caseiro Francenildo – outro fato denunciado por mim – não tenha feito o mesmo em relação a minha pessoa.

Essas agressões dão-me a certeza de que vasculham, vasculham e vasculham a minha vida e, para a ira deles só encontram legalidade.

Daqui a pouco vou ser obrigado a agradecer o Zé Dirceu.

 

Conselheiro da Sabesp e morador de Cuiabá

 

A insinuação existente para tentar carimbar-me de “conselheiro fantasma” em uma empresa do porte da Sabesp é desonesta. No próprio funcionamento do conselho de administração da empresa consta a presença de um auditor externo. Ou seja, todas as reuniões do conselho já contam com a presença de um auditor externo, que tem mandato e independência.

Já tive a oportunidade de demonstrar que o próprio Zé Dirceu teve o cuidado de não fazer essas afirmações. Elas estão bastante localizadas em Mato Grosso. Os que me denunciam são “coincidentemente”, os mesmos jornalistas que se calaram, ou defenderam Luis Antonio Pagot, quando denunciei neste Blog que ele havia recebido mais de meio milhão de reais sem trabalhar no Senado.Este sim, um fantasmão.

Sou sim, conselheiro da Sabesp e morador de Cuiabá. É preciso ficar claro, entretanto que o Conselho da empresa reúne-se mensalmente e que tenho estado presente na quase totalidade das reuniões do Conselho. É perfeitamente possível morar em Cuiabá e estar presente, uma vez por mês nas reuniões da empresa. Ontem, um dos sítios de Cuiabá dava ecos à mentira, afirmando que participo de teleconferências no dia da reunião. Deslavada mentira! Ocorre que além das reuniões mensais, quando existe um assunto urgente a ser decidido, os conselheiros eventualmente são convocados para reuniões extraordinárias em São Paulo e lá tenho comparecido e uma vez – uma única vez – foi determinada uma reunião por teleconferência ocasião em que participei pelo telefone da minha residência. Aliás, todos os conselheiros participaram igualmente da teleconferência, dos mais variados locais, inclusive os que moram em São Paulo. Que fique claro, portanto que nunca recebi jetons indevidamente, ou seja, sem trabalhar.

Presto essas informações aos leitores do Blog por entender que apesar de estar sem mandato, por ter sido Senador da República devo sim essas explicações aos cidadãos do meu Estado e do Brasil. E faço isso com muito prazer e consciência absolutamente tranqüila. Pobres dos meus perseguidores. Eles vasculham a minha vida e só encontram isso: a legalidade.

Vingança Tardia

 

 

Sei muito bem porque me atacam. Tenho consciência do que representei na política brasileira e do meu Estado. Ao descobrir-me como conselheiro da Sabesp (não compreendo como não sabia antes, pois minha nomeação foi pública), pensou ter encontrado o mote para vingar-se da denúncia que fiz da tribuna do Senado contra Waldomiro Diniz, seu braço direito na Casa Civil, na Loterj no Rio de Janeiro e grande articulador da compra e venda de apoio de parlamentares no Congresso Nacional.

Zé Dirceu teve azar comigo. Não o imaginava desonesto. Seu azar foi que parou em minhas mãos a fita com aquelas gravações do Waldomiro Diniz, que escandalizaram o País. Após tomar conhecimento do conteúdo da fita entreguei nas mãos honradas do sub procurador geral da República, José Roberto Santoro e do jornalista Andrei Meirelles, da revista Época. Combinei com o jornalista Andrei que no dia da circulação da revista faria um pronunciamento no Senado, repercutindo o fato e dando conhecimento à Nação. Era uma sexta feira, dia do aniversário do PT. Daquele dia em diante, Zé Dirceu nunca mais foi o mesmo. O capitão do time de Lula não só foi cassado por seus pares como foi denunciado pelo procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, que o chamou de “chefe da quadrilha” do mensalão.

Depois da minha denúncia, referendada pelo Procurador Geral da República, Zé Dirceu tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal e viu ruir o seu sonho de ser o sucessor de Lula no Palácio do Planalto.

Perdão pela sinceridade. Sei muito bem que foi a minha atuação que destruiu os sonhos do Zé Dirceu de estar agora se candidatando no lugar de Lula. E não só isso. Ele que já foi visto como perseguido dos militares e como exemplo de resistência democrática convive com a possibilidade real de enfrentar novos carcereiros em função de uma decisão da Suprema Corte do País. Desta vez, fazendo justiça e evitando a impunidade dos poderosos

 

 

"Denúncia" de carnaval

 

Retorno do carnaval na quarta feira de cinzas e na quinta tomo contato com as matérias veiculadas com alarde na imprensa de Mato Grosso, dando conta de denúncia publicada no blog do ex-ministro de Lula, Zé Dirceu, de que pertenço ao Conselho de Administração da Sabesp.

Essa é a denúncia: Antero Paes de Barros, ex-senador tucano, que mora em Cuiabá, cidade onde nasceu e reside, ocupa um cargo de conselheiro no Conselho de Administração da Sabesp, a empresa de saneamento que tem atuação, inclusive internacional, e cujo maior acionista é o governo de São Paulo.

Transcrevo em negrito a denúncia de Zé Dirceu, tal como publicada em seu blog, para em seguida comentá-la: “Agora descubro que o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB – MT) também recebe jetons do governo paulista por integrar o Conselho de Administração da Sabesp – Saneamento Básico do Estado de São Paulo.O ex senador reside em Cuiabá, capital do Mato Grosso. Antero assumiu o cargo de conselheiro em abril de 2007 com mandato de um ano e foi reconduzido ao posto no ano passado”.

Este o inteiro teor da "denúncia".

Comentário meu: Zé Dirceu conseguiu ser no texto que publicou em seu blog, extremamente cuidadoso. Cuidou-se para evitar processos. Não fez as acusações que contra mim foram feitas exclusivamente na imprensa do meu Estado de ser um conselheiro fantasma da Sabesp. Apenas afirmou que resido em Cuiabá, capital de Mato Grosso e sou conselheiro da Sabesp.

Os dois fatos são verdadeiros. Sou conselheiro da Sabesp e resido em Cuiabá, capital de Mato Grosso. É de se perguntar se essas duas questões geram impedimentos para assumir o cargo de conselheiro de administração da Sabesp?

Eu mesmo respondo: evidente que não. Sou jornalista, advogado e senti-me honrado em ser convidado para integrar o Conselho de Administração da Sabesp, uma empresa internacional, que tem suas ações da Bolsa de Valores, que é fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários, que ampliou depois do governo Serra sua área de atuação, tendo celebrado convênios para atuação em outros países e Estados brasileiros, autorizada que fora pela Assembléia Legislativa de São Paulo. A Sabesp é sem nenhum favor a maior e mais competente empresa brasileira na área de saneamento básico e o governo Serra ampliou o seu status, transformando-a em empresa de soluções ambientais. Só para que os mato-grossenses compreendam a importância da Sabesp: até o final de 2010 serão investidos mais de sete bilhões de reais, no Estado de São Paulo, para universalizar o atendimento de água e ampliar fortemente o tratamento de esgotos em todo o Estado de São Paulo. A Sabesp acaba de concluir o programa Onda Limpa, dando qualidade de vida a todo o litoral paulista e já reutiliza em torno de 5% da água em São Paulo. No início do governo Serra, menos de 1% (um por cento) da água de São Paulo era reutilizada. Para que tenhamos a grandiosidade do que representa ter ampliado a reutilização da água, isso significa a economia do abastecimento de uma cidade como Campinas, que é do porte de Cuiabá, durante um ano todo.

Daqui a pouco volto a postar sobre as motivações do Zé Dirceu.

 Fonte blog Preto no Branco

 

Categorias:Cidadania

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